Municípios recebem R$ 2,8 bilhões do segundo decêndio do FPM nesta sexta-feira

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Os municípios brasileiros recebem, nesta sexta-feira (18), R$ 2,8 bilhões referentes ao segundo decêndio de setembro do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). No ano passado, a transferência do mesmo período totalizou  R$ 1,5 bilhão.

Por ser uma parcela intermediária, o segundo decêndio costuma ter valores menores. Neste mês, porém, o repasse está muito acima do registrado no mesmo período de 2025.

Segundo ele, o resultado é influenciado principalmente pela base de comparação, já que 2025 teve um desempenho considerado atípico e negativo para o FPM, e pelo aumento do preço do petróleo, que contribuiu para elevar a arrecadação federal.

“Temos alguns fatores que podem explicar essa diferenciação. Primeiro, o ano passado foi um ano bem atípico, com um péssimo resultado para o FPM, o que levou até a algumas medidas legislativas para compensação desse resultado tão ruim quanto foi ano passado. E um outro [fator] é a alta do preço do petróleo, que tem aumentado a arrecadação do governo federal, com um impacto direto no imposto de renda das pessoas jurídicas desse segmento”, destaca.

Os repasses têm mantido uma trajetória de crescimento ao longo de 2026.

O FPM é composto por parcelas da arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A divisão dos recursos entre os municípios acompanha coeficientes definidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU), calculados especialmente baseados na população de cada cidade, conforme dados oficiais.

São Paulo concentra o maior volume de recursos neste primeiro decêndio de julho, com quase R$ 352,6 milhões. Entre os municípios paulistas com os maiores repasses estão Itu, Cotia e Taubaté, cada um com valores superiores a R$ 1,5 milhão.

Na sequência aparece Minas Gerais, com mais de R$ 350,7 milhões. No estado, Governador Valadares, Juiz de Fora e Pouso Alegre estão entre os municípios que recebem os maiores valores, todos acima de R$ 1,6 milhão.

Até o dia 15 de setembro de 2026, 24 municípios estavam impedidos de receber recursos do FPM.

Confira a lista: 

  • Riachão do Jacuípe (BA)
  • Santo Antônio de Jesus (BA)
  • Várzea Alegre (CE)
  • São Miguel do Araguaia (GO)
  • Buriticupu (MA)
  • Rio Pardo de Minas (MG)
  • Campos de Júlio (MT)
  • Cacimbas (PB)
  • Curral de Cima (PB)
  • Juarez Távora (PB)
  • Madeiro (PI)
  • Belford Roxo (RJ)
  • Petrópolis (RJ)
  • Afonso Bezerra (RN)
  • Canguaretama (RN)
  • Constantina (RS)
  • Espumoso (RS)
  • Maximiliano de Almeida (RS)
  • Piratuba (SC)
  • Santa Terezinha (SC)
  • Cristinápolis (SE)
  • Poço Redondo (SE)
  • Axixá do Tocantins (TO)
  • Oliveira de Fátima (TO)

De acordo com o Tesouro Nacional, os bloqueios podem ocorrer por diversas razões, como a falta de recolhimento da contribuição ao Pasep, pendências previdenciárias junto ao INSS, débitos inscritos na dívida ativa da União pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a ausência de envio de informações ao Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS).

A suspensão dos repasses é temporária e, depois da regularização da pendência pelo município, a transferência dos recursos é restabelecida. O dinheiro do FPM costuma ser aplicado no financiamento de áreas como saúde, educação, infraestrutura e pagamento de pessoal.

Os repasses do Fundo de Participação dos Municípios são realizados a cada dez dias. Nos meses em que a data prevista coincide com fim de semana ou feriado, o crédito é antecipado para o primeiro dia útil anterior.