
A Secretaria de Segurança do Distrito Federal prevê um esquema de segurança reforçado no perímetro do Supremo Tribunal Federal na próxima terça-feira (15), quando os ministros julgarão a troca de mensagens entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.
De acordo com o secretário Alexandre Patury, a operação será semelhante à usada no ano passado durante o julgamento da tentativa de golpe de Estado de 8 de Janeiro. Haverá policiamento ostensivo na Praça dos Três Poderes, além de monitoramento por drones desde a véspera. A Célula Presencial de Inteligência, criada após um homem tentar um ataque a bomba contra o STF em novembro de 2024 e que monitora redes sociais, denúncias anônimas e gravações, unirá agentes federais e distritais. Câmeras no entorno farão reconhecimento facial e de placas de veículos.
Se houver manifestações, o órgão prevê bloquear a Praça dos Três Poderes ou controlar a entrada na Esplanada dos Ministérios.
O presidenciável Romeu Zema convocou apoiadores para um protesto na capital federal na manhã do dia 15, sem local definido até o momento. “Precisamos da sua presença para pressionar esse dia que pode marcar a vitória dos brasileiros contra os intocáveis”, disse ele em publicação nas redes sociais.
Julgamento inédito
Na próxima terça-feira, o STF vai analisar no plenário se abre uma investigação contra Alexandre de Moraes, após um relatório da Polícia Federal apontar uma troca de mensagens entre o ministro e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Nunca antes a Corte apreciou um pedido do tipo envolvendo um de seus integrantes e, por isso, ainda há dúvidas de como será o rito da sessão.



