O melancólico ‘fim’ da agenda de Lula no Congresso no atual mandato

Homem idoso, de barba e cabelo grisalhos, vestindo terno escuro e gravata, com as mãos unidas em frente ao peito, olhando para frente com expressão séria. Ao fundo, um painel abstrato com formas geométricas em tons de azul, verde e vermelho

Prestes a mergulhar na fase decisiva da campanha, Lula enfrenta seu momento de maior tensão nas relações com os chefes do Congresso. Já distante de Davi Alcolumbre no Senado, o petista abriu uma crise com Hugo Motta que deve inviabilizar votações de interesse do petista na Câmara.

O gatilho da crise foi a decisão de Lula de apoiar a reeleição do senador Veneziano, adversário do pai de Motta na disputa ao Senado na Paraíba. Motta travou a pauta do governo enquanto espera que Lula repare essa situação.

Um importante auxiliar de Lula diz que o petista não fará gestos a Alcolumbre e Motta agora. A ideia é aguardar a eleição. Se reeleito, Lula terá poder para negociar melhor com os dois.

Com o Congresso praticamente em recesso, aliados de Lula consideram que o mandato do petista, para efeitos de “agenda parlamentar” terminou.

O foco do Planalto já está no pós-eleição. Sendo reeleito, Lula vai procurar os partidos que fizeram as maiores bancadas para tentar montar sua nova base parlamentar. Essa articulação pode ou não passar por Alcolumbre e Motta.

O deputado precisa ser reeleito na Paraíba e o chefe do Senado também terá de buscar a reeleição para o comando da Casa em fevereiro.