O motivo pelo qual governo e oposição resistem à prorrogação da CPMI do INSS

APROVADO - CPMI do INSS: parlamentares quebraram o sigilo do dono do Banco Master

Com previsão de término dos trabalhos em 28 de março, a CPMI do INSS avança sobre quebras de sigilo relacionadas ao Banco Master e investigações ligadas ao empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Apesar do momento de evidência e da proximidade do fim do prazo, parlamentares governistas e de oposição resistem, sob condição de reserva, à possibilidade de postergação por mais três meses, o que empurraria o prazo para o final de junho.

O principal motivo para a resistência à extensão do prazo é o fato de as sessões ocorrerem às segundas e quintas, o que obrigaria os membros do colegiado a permanecer em Brasília durante quase toda a semana, em um momento no qual precisarão estar mais próximos às bases para compromissos eleitorais. Por isso, a continuidade da CPMI poderia prejudicá-los.

Para ampliar o período dos trabalhos são necessárias a votação no colegiado e as assinaturas de ao menos um terço dos deputados e senadores do Congresso. Acontece que diante do fato de as investigações estarem em evidência e se aproximando do caso Master, a avaliação dos parlamentares descontentes com a prorrogação é a de que terão que votar pela continuidade mesmo assim, diante do desgaste que pode ser gerado pela discordância.

Na semana passada, a CPMI decidiu pelo envio de representações ao Judiciário contra investigados nas fraudes do INSS. Os pedidos contemplam prisões preventivas, proibição de saída do país e retenção de passaportes.

Já os requerimentos de convocação para depoimento de Lulinha e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ficarão para depois do Carnaval.

O presidente da CPMI, o senador Carlos Viana, afirmou que o filho do presidente Lula é citado por testemunhas nas investigações das fraudes no INSS. Já a possibilidade de convocação de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é tido como “mais remota” pelos parlamentares que compõem em colegiado.