O que levou a PF a adiar depoimento de banqueiro ligado ao PT da Bahia no caso Master

Homem de meia-idade, cabelos grisalhos e pele clara, sorrindo e olhando para a direita, vestindo terno escuro e camisa azul clara, em fundo cinza

Alvo de investigações no escândalo bilionário de fraudes do Banco Master, o banqueiro Augusto Lima teria que prestar depoimento, nesta segunda-feira (03), a investigadores da Polícia Federal.

O ex-sócio de Daniel Vorcaro tem sólidas relações como PT da Bahia e grande influência entre políticos de diferentes correntes ideológicas no Congresso e no governo Lula.

Lima teria que prestar depoimento nesta segunda-feira, mas a PF adiou o interrogatório a pedido da defesa, que não teve acesso ainda a todas as provas colhidas pela investigação contra o empresário. Recentemente, o ministro André Mendonça, que relata o caso no STF, retirou o sigilo das apurações que envolvem o senador petista Jaques Wagner.

Além de revelar a intenção troca de mensagens, conversas telefônicas e reuniões com o parlamentar e outras figuras do governo petista, a investigação contra Wagner mostrou negociações milionárias envolvendo o empresário e políticos.

O dono do Master, Daniel Vorcaro, se ofereceu para delatar Lima e seus negócios com políticos importantes, como o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, e integrantes do PT baiano como Jaques Wagner e Rui Costa. Nem a PF nem a PGR quiseram ouvir os depoimentos de Vorcaro sobre o tema. Apesar disso, as investigações avançam.