
Depois de consolidar parcerias com 16 associações comunitárias de Pernambuco, a Comunidade Católica Obra de Maria deu início à ampliação de suas ações sociais voltadas à população em situação de vulnerabilidade, com foco no acesso à água. A partir deste mês, começam os trabalhos de perfuração de poços artesianos, em parceria com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), beneficiando cerca de 800 famílias cadastradas que não contam com abastecimento regular.
A iniciativa alcança principalmente comunidades do meio rural, onde o acesso à água potável — aquela própria para consumo humano, ainda é limitado. Poços artesianos são estruturas profundas que captam água subterrânea de aquíferos, garantindo fornecimento contínuo mesmo em períodos de estiagem, comum em várias regiões do Estado.
O início das obras foi definido após reunião realizada nesta semana entre o fundador da Comunidade Católica Obra de Maria, Gilberto Barbosa, e o superintendente da Codevasf, Gustavo Henrique de Andrade Melo. No encontro, foram apresentadas demandas das associações parceiras e pactuada uma nova reunião, prevista para a próxima semana, com os 16 presidentes das entidades, para escuta direta das necessidades locais.
Estrutura com energia solar
“O superintendente parabenizou o trabalho desenvolvido e anunciou a cessão imediata de área de três poços artesianos em áreas carentes da Região Metropolitana do Recife, onde muitas comunidades não têm acesso à água potável”, informou Gilberto Barbosa.
Segundo a Obra de Maria, a perfuração dos poços será iniciada ainda neste mês. Cada estrutura contará com sistema completo de funcionamento, incluindo bombas, reservatórios e energia solar, modelo que reduz custos operacionais e assegura sustentabilidade ambiental, além de funcionamento contínuo do sistema de abastecimento.
Dados oficiais indicam que o acesso irregular à água ainda afeta milhares de famílias em Pernambuco, sobretudo em áreas rurais e periferias urbanas, impactando diretamente indicadores de saúde, segurança alimentar e renda. Projetos de abastecimento hídrico são considerados estratégicos para reduzir vulnerabilidades sociais e estimular atividades produtivas locais, como agricultura familiar e criação de animais.



