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Entre altos e baixos, não se pode negar que o prefeito do Recife, João Campos, teve um 2025 desafiador. Com a pressão do segundo mandato e o objetivo de se eleger governador em 2026, o gestor teve que se desdobrar para cumprir promessas de campanha enquanto atravessava uma nova maré de críticas.
O prefeito defendeu armar a Guarda Municipal e resolveu atender ao pleito do eleitorado mais conservador. A previsão é que a operação com armas de fogo comece até o fim do primeiro trimestre do próximo ano, após a conclusão do curso especializado de formação.
O ano também serviu para o prefeito dar sequência a obras de mitigação aos impactos das chuvas. O parque alagável do Barro segue em obras e promete integrar uma solução para os alagamentos da cidade. Outra ação da gestão foi a realizar a macrodrenagem da Bacia do Rio Tejipió.
João Campos também manteve os esforços em encostas e áreas de morro, e tirou do papel obras de infraestrutura e mobilidade, como a ponte do Rio Morno, que liga os bairros de Beberibe e Dois Unidos. Também estão nas etapas finais as pontes do Arruda e da Imbiribeira.
Fora do gabinete, o prefeito aproveitou eventos públicos ao longo do ano para apresentar sua capacidade de firmar alianças. Caso do São João de Petrolina, onde João fez uma foto emblemática junto à cúpula do Congresso, os presidentes do legislativo e do judiciário estadual e outras personalidade políticas.
Denúncias e cobranças
Por outro lado, em 2025, a gestão passou a ser questionada com mais firmeza e teve que lidar com uma bancada de oposição mais afinada ao ambiente digital. João Campos chegou a ser exposto em diversas oportunidades e, inclusive, sofreu uma ameaça da abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as contas do município.
O atraso em algumas entregas, como a reabertura da Ponte Giratória, fechada há dois anos, o Hospital da Criança, o Parque Eduardo Campos e o calçadão de Boa Viagem colocam a capacidade de execução do filho do ex-governador de Pernambuco em xeque.
O Ministério Público apurou as denúncias e, em paralelo, a Câmara Municipal deu um claro contragolpe com um projeto que proíbe a publicidade de bets em espaços públicos do Recife.
Com o anúncio do Distrito Guararapes e a intenção de conceder o bairro de Santo Antônio ao setor privado, o modelo de Parceria Público-Privada (PPP) promete se estender ao Centro e ainda pode alcançar a Rua do Bom Jesus, eleita a terceira mais bonita do mundo.
As controvérsias da gestão parecem não surtir um efeito tão danoso à imagem de João Campos, que segue à frente e com folga em todas as pesquisas de intenção de voto para o Governo de Pernambuco.
Sua adversária natural, a governadora Raquel Lyra (PSD), oscila a cada novo resultado, mas tem avançado de forma tímida. No topo das prévias, o prefeito da capital tem organizado seu bloco político, sobretudo no interior do estado. Entretanto, no xadrez da política, tudo pode mudar com o início da campanha eleitoral.



