
Blog Dantas Barreto
A chegada do presidente municipal do PV e vereador Marco Aurélio Filho ao secretariado do prefeito do Recife, João Campos (PSB), seria natural, já que o partido compõe a federação com o PT e PCdoB e apoiou a reeleição do socialista. Porém, passou a ser mais uma sigla que tem um pé na Prefeitura e outro no Governo do Estado, onde também está presente no 1º escalão. Na Câmara Municipal é da base de João e na Assembleia Legislativa é aliado da governadora Raquel Lyra (PSDB). Situação relativamente parecida vive o PT, que comanda duas pastas no Recife e tem um filiado no ProRural, do Estado. Na Alepe, os três deputados sempre votam com o Governo. Outro partido dividido é o União Brasil, que passará a ter duas secretarias no segundo mandato de João Campos, por indicação de Miguel Coelho, e vive a expectativa de o deputado Mendonça Filho ter um aliado na equipe de Raquel.
Na Assembleia, os parlamentares votam com o Governo do Estado, mas Antônio Coelho está retornando para ser um contraponto. E ainda tem o Solidariedade, liderado por Marília Arraes, arquirrival da governadora. A sigla está presente na equipe do prefeito recifense, no entanto a maioria dos deputados estaduais é aliada do Palácio do Campo das Princesas. Fica, então, a expectativa sobre o posicionamento dos partidos e seus filiados em 2026, já que Raquel Lyra disputará a reeleição e João Campos tende deixar a Prefeitura para concorrer ao Governo.
Recentemente, o PDT estava no lá e lô, mas, com a proximidade das eleições municipais, entregou a secretaria estadual para apoiar o favorito prefeito João Campos, mesmo perdendo a vaga de vice para o PCdoB. No novo mandato, a futura ex-vice Isabella de Roldão será secretária de Trabalho e Qualificação Profissional, que o partido já tem.



