
Coluna do Estadão
Passava da meia-noite e meia de quinta-feira quando uma voz firme irrompeu as rodinhas de conversas na festa de aniversário do deputado federal Marcos Pereira (Republicanos), que reuniu parlamentares, ministros do Supremo, ministros do governo Lula e governadores em uma residência de luxo.
Era Carlos Costa, irmão do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, cantando Tempo Perdido, de Legião Urbana, um clássico brasiliense. Não demorou para o pai da dupla, Silvio Costa, ex-líder do governo Dilma, pedir sua vez nos microfones. Suplente da senadora Teresa Leitão (PT-PE), e “arroz de festa” nos encontros dos poderosos, Silvio Costa se apresentou com Não chore mais, em “homenagem à democracia”.
Foi assim que ele descreveu ao anfitrião a sua escola, adaptação de Gilberto Gil de No Woman no Cry, clássico do cantor de reggae Bob Marley. O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), acompanhou a cantoria com um largo sorriso.



