
Apesar de reconhecerem que o presidente da Câmara, Hugo Motta, está mais alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026, aliados do paraibano destacam que o chefe do Legislativo não entregará tudo “de bandeja” para o petista.
O que comprovaria essa leitura, de acordo com interlocutores de Motta, seria a decisão dele de apostar na tramitação do fim da escala 6×1 via proposta de emenda constitucional, ignorando a sinalização do governo de que enviaria nos próximos dias um projeto de lei, com urgência constitucional, para tratar do tema.
Mais cedo, o titular da principal cadeira da Mesa Diretora da Casa indicou que o texto foi enviado para apreciação da CCJ para posterior análise por uma comissão especial. Só depois de superadas essas etapas, a medida será votada no plenário da Câmara.
Com o envio da proposição com urgência constitucional, o governo Lula pretendia estabelecer um prazo de 45 dias para a sua apreciação pelos deputados.
Apesar de optar por uma tramitação via PEC, Motta pode utilizar o eventual envio de um projeto com urgência constitucional pelo Executivo para impor um ritmo mais célere ao andamento da PEC.
Nos bastidores, a leitura feita por integrantes do Centrão é que a disposição de Motta em jogar mais alinhado ao Palácio do Planalto tem um objetivo principal: garantir vitórias tranquilas para seu grupo político nas urnas em outubro.



