Partido Novo avalia recorrer contra decisão de Lula de reajustar Bolsa Família a 2 semanas do primeiro turno

Eduardo Ribeiro, presidente do Partido Novo, avalia recorrer da decisão do presidente Lula de conceder reajuste do Bolsa Família a duas semanas das eleições

Coluna do Estadão

O partido Novo avalia recorrer da decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de conceder um reajuste de 15% do Bolsa Família a exatos 17 dias do primeiro turno das eleições.

A percepção na legenda do presidenciável Romeu Zema é de que a medida é eleitoreira pelo momento em que ocorre. A equipe jurídica do partido verifica os argumentos cabíveis para um questionamento.

“Não há problema algum em se discutir o reajuste do Bolsa Família, mas não às vésperas de uma eleição. Essa é uma medida claramente eleitoreira”, disse à Coluna do Estadão o presidente da legenda, Eduardo Ribeiro.

O anúncio ocorre em um momento de fragilidade da campanha de Lula. O petista enfrenta desgaste desde que a crise institucional do Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu em cheio o ministro Alexandre de Moraes, associado a Lula pela atuação do magistrado no julgamento dos atos golpistas de 8 de Janeiro, e também no momento em que pesquisas mostram pela primeira vez Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente de Lula no segundo turno.

O Bolsa Família já foi usado como moeda eleitoral por outros mandatários, que concederam reajustes do programa em ano de eleição, como Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro. A gestão de Lula, contudo, inaugura um feito inédito em relação ao prazo: o anúncio feito a duas semanas do primeiro turno, com o início do pagamento agendado para 15 dias antes do segundo turno.