
Presidentes de partidos tentam convencer deputados e senadores a derrubarem o veto do presidente Lula que impediu o aumento do fundo eleitoral em R$ 150 milhões. Em janeiro, Lula vetou trecho da Lei de Diretrizes Orçamentárias LDO) que previa o aumento do repasse às legendas para as eleições. O texto original estipulava a correção do fundo com base no valor autorizado em 2016, atualizado pelo IPCA mais um ganho real de até 2,5%.
Na justificativa do veto, o Palácio do Planalto destacou que a mudança elevaria as despesas da Justiça Eleitoral acima dos limites estabelecidos pelo arcabouço fiscal e reduziria recursos em outras áreas.
O veto de Lula ainda precisa ser apreciado pelo Congresso, que pode derrubá-lo ou mantê-lo. O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, não deu nenhuma sinalização de que vai pautar o veto antes das eleições. A previsão é que o Congresso só funcione duas semanas até outubro. Será uma semana de esforço concentrado em agosto e uma em setembro.
Os presidentes partidários querem um acordo para que o texto seja pautado e derrubado em agosto.



