Pernambuco: Reconhecimento, expectativa e a decisão do eleitor

Por Rinaldo Remígio

Ao ler a matéria publicada por Pedro Araújo, no Blog PE Notícias, reproduzida do Blog Edmar Lyra, sob o título “A caminho de uma reeleição em primeiro turno”, parei para refletir sobre o momento político de Pernambuco. E aqui escrevo como eleitor, com minhas convicções e esperanças, mas também com o cuidado de não confundir preferência com resultado antecipado.

Raquel Lyra, caruaruense como eu, carrega a responsabilidade histórica de ser a primeira mulher a governar Pernambuco. Um estado exigente, de forte tradição política, que deu ao Brasil homens e mulheres com participação relevante na vida pública nacional. Governar esta terra significa enfrentar problemas antigos e responder a uma população que sabe cobrar.

Na minha avaliação, o trabalho da governadora merece reconhecimento. Pelas informações que tenho acompanhado, sua gestão buscou organizar as contas, reorganizar a administração e preparar o estado para ampliar entregas à população. É esse esforço que considero importante avaliar quando se discute uma nova oportunidade à frente do governo. Ao mesmo tempo, entendo que o reconhecimento deve caminhar ao lado da cobrança por resultados concretos na vida das pessoas.

A pesquisa DataTrends citada na publicação apresenta Raquel com 52,3% dos votos válidos, João Campos com 46,6% e Ivan Moraes com 1,1%. Nesse levantamento, portanto, há um cenário favorável à governadora e à possibilidade de uma vitória no primeiro turno. Mas possibilidade não é garantia.

A própria matéria registra uma redução da distância entre os dois principais candidatos em relação à rodada anterior. Esse movimento recomenda prudência: não basta destacar o número que favorece nossa preferência e ignorar os demais elementos apresentados.

Continuo considerando correta a cautela de quem evita anunciar antecipadamente o vencedor. Não há contradição entre reconhecer um cenário favorável a Raquel, desejar sua vitória e admitir que a disputa permanece aberta. Uma pesquisa oferece elementos para análise; a decisão pertence ao eleitor.

Minha expectativa é que os pernambucanos examinem trajetórias, propostas e resultados, reconhecendo os avanços e cobrando respostas para aquilo que ainda precisa melhorar. Nenhum governo está acima da crítica, assim como nenhum trabalho deve ser desconsiderado apenas por divergência partidária.

Como eleitor, vejo razões para apoiar a continuidade do trabalho de Raquel Lyra. Como cidadão, respeito quem pensa diferente e aguardo a manifestação das urnas. Pernambuco merece uma escolha consciente, feita com liberdade, responsabilidade e compromisso com o seu futuro.