/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/R/P/Aqs31GShajBvxlMYG1gA/globo-canal-4-20260203-2000-frame-78726.jpeg)
O Banco de Brasília (BRB) deve entregar ao Banco Central, nesta sexta-feira (06), um plano de ações para reforçar o próprio balanço patrimonial em pelo menos R$ 5 bilhões.
O valor exato deve constar no próprio documento, que ainda não foi divulgado. Esses recursos vão ajudar o BRB a melhorar o perfil de seus ativos, ou seja, reduzir o risco atrelado a seu patrimônio.
Se aprovado pelo Banco Central, o plano deverá ser executado pelo BRB em até seis meses.
Medidas que afetem o caixa do governo do DF, acionista majoritário do BRB, devem exigir ainda o aval político da Câmara Legislativa do DF – onde o governador Ibaneis Rocha (MDB) tem ampla maioria.
O objetivo é garantir que o banco permaneça sólido e não gere desconfianças no mercado. Ou seja: evitar abalos à credibilidade do BRB.
A medida se tornou necessária porque, desde o fim de 2024, o BRB gastou bilhões para adquirir carteiras de créditos do Banco Master.
Meses depois, veio à tona que essas mesmas carteiras tinham sido compradas pelo Master de outra instituição por menos da metade do valor.
E o pior: o Master não chegou a pagar esses créditos, mas recebeu à vista ao revendê-los para o BRB. Todas essas “inconsistências” fizeram com que o balanço patrimonial do BRB ficasse mais frágil.
Técnicos ouvidos nas últimas semanas afirmam que não há nenhum risco de falência ou de liquidação do BRB – até porque o acionista controlador do banco é o governo do Distrito Federal, que tem patrimônio suficiente para “socorrer” a instituição.
Mesmo assim, é importante que o BRB reforce o capital, inclusive, para seguir cumprindo as regras mínimas de solidez e segurança previstas na lei brasileira para todo o sistema bancário.



