Prazo para BRB dizer ao BC como vai recompor R$ 5 bilhões termina nesta sexta-feira

PF abre inquérito para investigar a suspeita de gestão fraudulenta no Banco de Brasília — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O Banco de Brasília (BRB) deve entregar ao Banco Central, nesta sexta-feira (06), um plano de ações para reforçar o próprio balanço patrimonial em pelo menos R$ 5 bilhões.

O valor exato deve constar no próprio documento, que ainda não foi divulgado. Esses recursos vão ajudar o BRB a melhorar o perfil de seus ativos, ou seja, reduzir o risco atrelado a seu patrimônio.

Se aprovado pelo Banco Central, o plano deverá ser executado pelo BRB em até seis meses.

Medidas que afetem o caixa do governo do DF, acionista majoritário do BRB, devem exigir ainda o aval político da Câmara Legislativa do DF – onde o governador Ibaneis Rocha (MDB) tem ampla maioria.

O objetivo é garantir que o banco permaneça sólido e não gere desconfianças no mercado. Ou seja: evitar abalos à credibilidade do BRB.

A medida se tornou necessária porque, desde o fim de 2024, o BRB gastou bilhões para adquirir carteiras de créditos do Banco Master.

Meses depois, veio à tona que essas mesmas carteiras tinham sido compradas pelo Master de outra instituição por menos da metade do valor.

E o pior: o Master não chegou a pagar esses créditos, mas recebeu à vista ao revendê-los para o BRB. Todas essas “inconsistências” fizeram com que o balanço patrimonial do BRB ficasse mais frágil.

Técnicos ouvidos nas últimas semanas afirmam que não há nenhum risco de falência ou de liquidação do BRB – até porque o acionista controlador do banco é o governo do Distrito Federal, que tem patrimônio suficiente para “socorrer” a instituição.

Mesmo assim, é importante que o BRB reforce o capital, inclusive, para seguir cumprindo as regras mínimas de solidez e segurança previstas na lei brasileira para todo o sistema bancário.