Primeiro debate entre Lula e Flávio Bolsonaro é marcado por tumulto e trocas de acusações

Montagem de dois políticos: à esquerda, Lula, com barba e cabelos grisalhos, terno cinza e gravata vermelha, boca entreaberta; à direita, um homem de cabelos escuros, terno preto e gravata azul, falando ao microfone

Foi realizado na noite deste domingo (18), o primeiro debate presidencial entre os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O encontro entre o presidente e o senador ocorreu nos estúdios da TV Bandeirantes, em São Paulo, a uma semana do segundo turno de votação.

No primeiro confronto direto da campanha, os presidenciáveis dedicaram a maior parte de seu tempo de fala a ataques e trocas de acusações. Denúncias envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, as fraudes no INSS e relações com grupos milicianos dominaram a maior parte do debate, deixando pouco espaço para a discussão de propostas concretas, desvirtuando o propósito central da transmissão, que é apresentar aos eleitores indecisos alguma solução para os problemas do país.

Em mais de uma ocasião, os mediadores Adriana Araújo e Eduardo Oinegue tiveram de interromper o cronômetro dos candidatos em razão de tumulto e gritaria na plateia, composta exclusivamente por convidados de Lula e Flávio. Em diversos momentos, o embate progrediu para um bate-boca deflagrado entre os presidenciáveis, visivelmente irritados, que priorizaram as alfinetadas, provocações e slogans de campanha sobre o debate efetivo.

Ao final do debate, a Polícia Militar foi acionada sob suspeitas de que haveria uma bomba no carro utilizado por Flávio Bolsonaro, razão que levou a equipe do candidato a retirá-lo do estúdio às pressas sem dar declarações aos jornalistas. O Gate (esquadrão da PM) informou, por volta das 23h40, que o alarme era inicialmente falso e que substâncias químicas encontradas no carro seriam levadas à perícia.