
Acontece neste domingo (17), dentro da Festa da Consciência Negra, no terreiro do Quilombo de Águas Claras, em Triunfo, a culminância da oficina “Registro, Resgate e Resistência de um Povo”. A ação, realizada no próprio quilombo, promoveu durante ao longo de uma semana um momento de conexão, aprendizado e celebração, com mais de 20 participantes, entre jovens e adultos.
O projeto proporcionou a aprendizagem sobre o domínio da técnica de cianotipia, ministrada pelo premiado fotógrafo e proponente, Douglas Fagner. Os moradores tiveram a oportunidade de vivenciar o poder transformador da fotografia artesanal, resgatando histórias e fortalecendo identidades por meio das imagens criadas. Cada processo, desde a preparação dos químicos até a revelação das impressões ao sol, revelou a beleza de unir tradição e criatividade.
Mais do que as imagens impressas no papel, foram os laços de afeto e coletividade construídos durante os encontros que marcaram a experiência. A oficina se tornou um espaço de troca de vivências, respeito mútuo e valorização das memórias quilombolas, reafirmando a importância da arte como ferramenta de resistência e pertencimento.
O resultado final está sendo celebrado em uma exposição montada no próprio quilombo, onde as obras podem ser admiradas por todos. Esta culminância reforça o poder das técnicas fotográficas artesanais como um meio de registrar e perpetuar histórias que não podem ser esquecidas.
O projeto Quilombo de Águas Claras: Registro, Resgate e Resistência de um Povo conta com incentivo do Funcultura, Fundarpe, Secretaria de Cultura e Governo de Pernambuco, além do apoio da Prefeitura de Triunfo.



