Quando a opção de jornalistas e blogueiros são para informações tendenciosas no aspecto político

Por Pedro Araújo

Certa vez o escritor George Orwell disse uma das frases mais impactantes sobre a essência do jornalismo no mundo: “jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique; todo o resto é publicidade”.

A frase resume com perfeição o compromisso da profissão de um jornalista ou blogueiro, que é com a verdade, a fiscalização com o poder e o direito com à informação.

O jornalismo é a voz que ecoa a verdade, protege a liberdade e fortalece a democracia. Mais do que relatar fatos, ele informa com contexto, desperta a consciência e estimula o senso crítico da sociedade, cumprindo um papel vital para que cada cidadão enxergue além das manchetes e forme sua própria visão do mundo.

Mas quando nos deparamos com jornalistas ou blogueiros, que preferem ser tendenciosos nas informações políticas, onde sequer disfarçam que estão a serviço de um candidato a qualquer cargo, seja eletivo ou majoritário, dá pena. E não obstante, quando se deparam com o poder financeiro, ai se juntam a essência do perfume com a vontade de respira-lo, não tem jeito, se vendem por um período em que se começa uma campanha eleitoral, sem saber o profissional, que no seu término ficam sem a guarida do candidato que se elegeu, ou não, e também perdem seus parcos recursos financeiro ganhos em apenas três ou quatro meses. Se um candidato paga pelos serviços, depois das eleições não irá mais necessitar de certos bajuladores ao seu redor. Foram as opções de jornalistas e blogueiros. Com isso podemos dizer que se venderam? Fica a critério de cada leitor ou leitora analisar e extrair a verdade. Quando citamos jornalistas e blogueiros, não estamos generalizando nenhuma categoria, existem os sérios e existe aqueles que escondem, por conta e risco, a verdade nas informações.

O que também estranha muito, são os debates sobre a parcialidade de emissoras de rádios em defesa de candidatos políticos. É constante no cenário do estado. As principais são as controvérsias e dinâmicas de como fazem as defesas daqueles, que deixaram o poder, mas àqueles que saíram, insistem em não querer que o poder saiam deles. Quando estavam sentados nas cadeiras dos gabinetes, choramingavam tanto, falando das dificuldades por qual passavam seus municípios, que quem não os conheciam naquelas épocas, seriam capazes de doarem recursos financeiros para aliviar a barra. Então, porque ‘comprar’ apresentadores de rádios para defendê-los a voltar para mesma cadeira? As benesses do poder os fascinam? Como diz o velho ditado, “a viúva” é uma bela companhia e não fala.

Voltando a imprensa escrita, essas opções de serem venais, geralmente acontecem com aqueles que se acham mais sabichões do que os demais, e acontece muito na imprensa interiorana, mas a capital do estado não está imune a essas (des)informações nas publicações, isso em troca de dinheiro. Ultimamente estamos vendo absurdos praticados em publicações de alguns blogs, que muitas vezes não tem a quantidade de acessos diários para se postar notas com difamações de qualquer candidato, ou mesmo elogios a outros. Mas os blogueiros/jornalistas passam as informações dos referidos meios de comunicações erradas àqueles que compram tais publicações, e vendem o seu bem mais precioso, que é a verdadeira informação. A liberdade de expressão se fortalece quando o jornalismo imparcial é exercido todos os dias.

O jornalismo não é apenas sobre contar histórias, mas sobre garantir que a verdade seja ouvida, mesmo quando ela é difícil de digerir. O jornalismo é um compromisso com a verdade, que vai além da busca por cliques e manchetes sensacionalistas.

A função da imprensa livre é servir aos governados, não aos governantes. O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter. No jornalismo, não há fibrose. O tecido atingido pela calúnia não se regenera. As feridas abertas pela difamação não cicatrizam. A retratação nunca tem o mesmo espaço das acusações. Lembrem-se disso.

*Este artigo está publicado também na Coluna do Finfa desta quinta-feira.