
A governadora Raquel Lyra conduziu, nesta segunda-feira (18), a abertura oficial da 18ª Semana Estadual do Patrimônio Cultural de Pernambuco, realizada pela Secretaria de Cultura (Secult-PE) e a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe). Durante o evento, pela primeira vez sediado no Cinema São Luiz, patrimônio cultural e afetivo do Recife, os dez novos Patrimônios Vivos de Pernambuco foram diplomados. Na solenidade, também foram premiados os vencedores do 10º Prêmio Ayrton de Almeida Carvalho. A vice-governadora Priscila Krause participou da cerimônia.
“Hoje homenageamos o frevo, o boi tira-teima, o maracatu, samba de roda e de coco e tantas manifestações importantes da nossa cultura. Tudo isso representado por nomes de pessoas que conseguiram passar de geração em geração a tradição da cultura popular pernambucana e a força da nossa gente, e que estão aqui hoje, em vida, tendo o seu reconhecimento. E isso fazemos através da valorização e do reconhecimento da nossa cultura popular, no pagamento dos cachês em dia, na democratização do acesso aos festivais e às apresentações culturais e na valorização do nosso patrimônio histórico e cultural”, destacou a governadora Raquel Lyra.
Os novos Patrimônios Vivos de Pernambuco foram escolhidos após uma eleição promovida pelo Conselho Estadual de Patrimônio. Com a diplomação de mais dez mestres, mestras e grupos, o Estado passa a ter 115 Patrimônios Vivos registrados, de diferentes regiões. Na solenidade, também foi realizado o lançamento da edição mais recente da revista Aurora 463, dedicada à difusão da cultura pernambucana. A programação da Semana do Patrimônio inclui oficinas, seminários, imersões e atividades educativas em várias regiões do Estado.
A secretária estadual de Cultura, Cacau de Paula, destacou que a Semana do Patrimônio é um momento de reconhecimento coletivo. “Essas trajetórias fazem a nossa cultura, esse grande DNA do povo pernambucano. Através da cultura, falamos de pertencimento, da nossa história e de tantos temas do nosso estado”, afirmou.Terezinha do Acordeon, uma das novas diplomadas patrimônio vivo, celebrou a conquista como a coroação de uma vida inteira dedicada à música. “Ano passado completei 60 anos de carreira. Fui inspiração para muitas meninas que hoje tocam sanfona. Este título é uma gratificação enorme”, declarou. Representando o Boi Tira-Teima, de Caruaru, mestre Roberto Gercino também celebrou o novo título. “Ser patrimônio vivo não é apenas ser por ser. É a missão e obrigação de transmitir os saberes. Obrigada ao Governo do Estado por esta oportunidade. Tira-Teima completa esse ano os seus abençoados 103 anos”, disse.
A presidente da Fundarpe, Renata Borba, também ressaltou a importância do título de Patrimônio Vivo e lembrou ainda que a seleção contou com mais de 130 candidaturas avaliadas neste ano. “Pernambuco sempre pioneiro, especialmente com essa riqueza, a grandeza da nossa cultura. O patrimônio vivo é um reconhecimento a esses mestres que têm esses saberes, essas tradições guardadas, e que são tão importantes para que a gente possa transmitir para as gerações do futuro”, ressaltou.



