/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2022/o/K/XVNw83S5qUTXZLg2Ukdg/recife.jpg)
G1
O Recife é a capital do Nordeste mais bem posicionada no ranking das melhores cidades para pessoas idosas. O Recife aparece em 40º lugar na lista de municípios com mais de 100 mil habitantes, considerados grandes, atrás de diversas cidades das regiões Sul e Sudeste do Brasil. O resultado faz parte de uma pesquisa realizada pelo Instituto da Longevidade, com análise de 23 indicadores baseados em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e de outros bancos de dados oficiais.
Entre as capitais, aparecem à frente do Recife: Vitória (2ª posição), Florianópolis (4ª), Curitiba (5ª), Belo Horizonte (12ª), Porto Alegre (30ª), Goiânia (35ª) e São Paulo (38ª).
Em Pernambuco, o Recife está à frente de outros municípios com mais de 100 mil habitantes: Garanhuns, no Agreste, está na 99ª colocação; Caruaru, também no Agreste, é a 162ª; em seguida vêm Camaragibe (239ª), Olinda (268ª) e São Lourenço da Mata (291ª), na Região Metropolitana; Petrolina (249ª), no Sertão; Paulista (255ª) e Jaboatão dos Guararapes (311ª), também no Grande Recife.
Entre os indicadores analisados, estão questões socioambientais, engajamento social dos idosos, relações afetivas, infraestrutura de saúde (incluindo cobertura vacinal, leitos hospitalares, causas de mortes, entre outros), longevidade a partir dos 60 anos, segurança financeira dos idosos, mortalidade por causas não naturais, endividamento municipal, etc.
A capital pernambucana se destacou positivamente em questões como a “capacidade de consumo dos aposentados” (62º), o “engajamento cívico de idosos” (32º), “número de leitos de saúde” (4º), “relações afetivas” (4º), “número de profissionais de saúde com nível superior” (31º), “telecomunicações” (18º), “número de procedimentos hospitalares” (3º).
Envelhecimento da população e qualidade de vida
Antonio Leitão, gerente do Instituto da Longevidade e especialista em gerontologia (ciência que estuda o processo de envelhecimento), explica que o levantamento é feito desde 2017, mas que esta foi a primeira vez em que todos os municípios brasileiros foram analisados.
A pesquisa mostra que em todas as categorias analisadas, pequenas, médias e grandes cidades, os municípios do Sul e do Sudeste ocupam as primeiras posições, em comparação com as cidades nordestinas.
Por utilizar dados oficiais, Leitão considera que é possível observar muitas discrepâncias entre as cidades no Brasil e entre as regiões.
“O que a gente percebeu, no geral, é que muito poucas cidades no Brasil alcançaram uma pontuação acima de 60 pontos como boas cidades para a terceira idade. Apenas 428, dos 5.568 municípios brasileiros, tiveram desempenho acima de 60%. As cidades que melhor pontuaram, conseguiram boas notas no ranking agregado. No geral, as cidades brasileiras têm muito a fazer para serem adequadas para a terceira idade. O nosso objetivo é chegar numa abrangência nacional”, explicou Leitão.



