
Poder360
Professores de universidades e institutos federais de todo o Brasil entraram em greve nesta segunda-feira (15), por um reajuste salarial e novos investimentos públicos em instituições federais de ensino. A paralisação é de tempo indeterminado.
A greve se soma ao movimento iniciado por servidores técnico-administrativos em educação em 11 de março. Os professores pedem reajuste de 22,71%, dividido em 3 parcelas iguais de 7,06% em 2024, 2025 e 2026.
A ministra do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos afirmou na última quinta-feira (11) que espera apresentar uma contraproposta de reajuste salarial para professores e técnicos administrativos das universidades federais em até duas semanas.
Segundo o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior, os serviços essenciais serão mantidos durante a greve. A categoria iniciou a formação de um comando local de greve, que será composto pela diretoria da seção sindical, pelo conselho de representantes e pela comissão de mobilização da campanha salarial.
Segundo o sindicato, a 1ª reunião da Mesa Setorial Permanente de Negociação com o Ministério da Educação, que tinha o objetivo de discutir propostas se impacto orçamentário, ocorreu na última quinta-feira. No entanto, o Andes afirma que o encontro foi “meramente protocolar” e “nada trouxe que pudesse responder às reivindicações”.
Instituições que anunciaram greve nesta segunda-feira:
- Cefet-MG (Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais);
- IFPI (Instituto Federal do Piauí);
- Unilab (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira);
- UnB (Universidade de Brasília);
- UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora);
- Ufop (Universidade Federal de Ouro Preto);
- UFPel (Universidade Federal de Pelotas);
- UFV (Universidade Federal de Viçosa);
- UFCA (Universidade Federal do Cariri);
- UFC (Universidade Federal do Ceará);
- Ufes (Universidade Federal do Espírito Santo);
- UFMA (Universidade Federal do Maranhão);
- UFPA (Universidade Federal do Pará);
- UFPR (Universidade Federal do Paraná);
- UFSB (Universidade Federal do Sul da Bahia);
- Unifesspa (Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará);
- UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná);
- Unir (Universidade Federal de Rondônia).
Instituições que já estavam em greve:
- Furg (Universidade Federal do Rio Grande) – desde 8 de abril;
- IFRS (Instituto Federal do Rio Grande do Sul), campus de Rio Grande – desde 8 de abril;
- IFSuldeminas (Instituto Federal do Sul de Minas Gerais) – desde 10 de abril.
Instituições com indicativo de greve depois de 15 de abril:
- Cefet-RJ (Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca);
- IFRS (Instituto federal do Rio Grande do Sul), campi Alvorada, Canoas, Osório, Porto Alegre, Restinga, Rolante e Viamão;
- UFS (Universidade Federal de Sergipe);
- UFU (Universidade Federal de Uberlândia);
- UFRA (Universidade Federal Rural da Amazônia).
Instituições com indicativo de greve sem data prevista:
- Unifei (Universidade Federal de Itajubá);
- UFPB (Universidade Federal da Paraíba);
- UFPE (Universidade Federal de Pernambuco);
- UFPI (Universidade Federal do Piauí);
- UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia);
- UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco);
- UFVJM (Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri).
Instituições em estado de greve:
- UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados);
- UFSJ (Universidade Federal de São João del-Rei);
- Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro);
- UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro);
- UFSM (Universidade Federal de Santa Maria);
- Unipampa (Universidade Federal do Pampa);
- Unila (Universidade Federal da Integração Latino-Americana);
- UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso).
Segundo o Andes, a expectativa é de que mais instituições se juntem ao movimento paredista nas próximas semanas. O sindicato afirma que está marcada para a próxima sexta-feira (19) nova reunião para discutir a carreira dos professores das universidades e institutos federais.



