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Comandados por nomes de partidos de centro ou por apadrinhados de lideranças do Centrão, os ministérios das Cidades, da Integração e Desenvolvimento Regional, do Turismo, dos Esportes e das Comunicações concentraram as maiores perdas após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter vetado R$ 5,6 bilhões em emendas de comissão no Orçamento de 2024.
Segundo estimativa da Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara, essas cinco pastas concentram mais de 90% dos recursos cortados pelo Executivo na peça orçamentária.
Comandado por Jader Filho (MDB), o ministério das Cidades teve um corte de R$ 1,78 bilhão, enquanto Integração e Desenvolvimento Regional, que tem Waldez Góes no principal posto, registrou um corte R$ 1,71 bilhão. Góes chegou ao cargo com apoio do senador Davi Alcolumbre (União-AP).
Nas posições seguintes, aparecem as pastas de Turismo (Celso Sabino, do União), dos Esportes (André Fufuca, do PP) e das Comunicações (Juscelino Filho, do União), que perderam R$ 950,2 milhões, R$ 509,9 milhões e R$ 108,4 milhões, respectivamente.
Desses cinco ministros, Sabino chegou à Esplanada após o União reclamar que a ex-ministra Daniela Carneiro (União) não atendia os correligionários e os demais parlamentares de centro. Já Fufuca foi chamado para compor o primeiro escalão do governo Lula após legendas de centro, como o PP e o Republicanos, pressionarem para assumir cargos na gestão petista.
Apesar de Lula ter atribuído o veto às emendas de comissão à necessidade de realocar recursos para políticas públicas que tiveram seu orçamento reduzido, durante a tramitação da peça orçamentária no Legislativo, parlamentares já sinalizaram que trabalharão pela derrubada do veto, caso o governo não apresente uma solução que recomponha as verbas de cada uma das Pastas.
Uma das reclamações do Centrão é que ministérios comandados por nomes ligados ao bloco foram os mais prejudicados com os cortes feitos pelo presidente. Isso contribui para o sentimento de que o veto será derrubado se o governo não encontrar uma forma de contemplar essas Pastas de outra forma.
Lula já sinalizou que conversará com líderes partidários para explicar o veto. “Ontem, eu tive que vetar o Orçamento, vetei R$ 5,6 bilhões. E tenho o maior prazer em juntar lideranças, conversar com lideranças e explicar porque que foi vetado”, afirmou o presidente, em entrevista à Rádio Metrópole, da Bahia.
Ministérios que mais perderam com o veto de Lula a emendas de comissão:
- Cidades: R$ 1,78 bilhão;
- Integração e Desenvolvimento Regional: R$ 1,71 bilhão;
- Turismo: R$ 950,2 milhões;
- Esportes: R$ 509,9 milhões;
- Comunicações: R$ 108,4 milhões;
- Justiça e Segurança Pública: R$ 80,6 milhões;
- Trabalho e Emprego: R$ 49 milhões;
- Meio Ambiente: R$ 25,8 milhões;
- Ciência, Tecnologia e Inovação: R$ 17,4 milhões;
- Relações Exteriores: R$ 9,58 milhões;
- Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços: R$ 7 milhões;
- Pesca e Aquicultura: R$ 6,1 milhões;
- Agricultura: R$ 2,62 milhões;
- Desenvolvimento e Assistência Social: R$ 2,02 milhões;
- Controladoria-Geral da União: 794,1 mil;
- Minas e Energia: R$ 583 mil;
- Desenvolvimento Agrário: R$ 300 mil.
Outros ministérios, como Saúde, Educação, Cultura, Portos e Aeroportos, entre outros, não registraram perdas em função da decisão do mandatário de cortar parte dos recursos que seriam destinados às emendas de comissão.



