:strip_exif()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2026/F/S/Fhp9mNQVqBoMR6lNII4A/2026-07-28t162945z-1037867588-rc28kjaed3sy-rtrmadp-3-soccer-fifa-stake.jpg)
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, viu ser inviabilizado seu plano de criar uma empresa para fazer a operação de suas principais competições com a venda de ações a investidores, após sofrer grande rejeição de confederações, em especial da Uefa.
Para além da derrota institucional e política, o dirigente sofreu um revés no seu bolso. De acordo com reportagem do jornal inglês “The Times”, caso a Fifa Forward Enterprise (FFE) fosse criada, o salário de Infantino se tornaria seis vezes maior.
Segundo “The Times”, a criação da FFE faria o dirigente passar a ganhar US$ 30 milhões (R$ 152,4 milhões). Sem contar eventuais bonificações. A ideia de Infantino era ficar no comando da FFE sem limite de mandatos. Na Fifa, ele só pode ficar até 2031, se for reeleito em 2027.
Uma fonte disse à reportagem do The Times que o dirigente perdeu tudo devido a uma ganância desenfreada e o chamou de “pato morto”.
Principal opositora ao projeto de Infantino e entidade que anunciou boicote às competições da Fifa caso o plano continuasse em curso, a Uefa divulgou duro comunicado neste sábado afirmando que o dirigente perdeu a confiança das federações europeias.
— É correto que, nos próximos dias e semanas, a Uefa trabalhe com suas associações e em estreita cooperação com outras confederações para refletir sobre como isso aconteceu e elaborar um plano para garantir que não volte a ocorrer. Essa análise deve ser minuciosa e fundamental. Nenhuma opção deve ser descartada. A atual liderança da Fifa perdeu não apenas a confiança da Uefa, mas também a de muitos outros membros da família do futebol, disse o comunicado.
Uefa, Concacaf e Confederação Asiática de Futebol foram as entidades mais firmes nas críticas à Fifa. O sindicato internacional dos atletas de futebol (Fifpro), também fez dura oposição à tentativa de Infantino. A Conmebol mostrou uma posição pública de neutralidade durante toda a crise.
A ideia de Infantino era criar a Fifa Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária com controle majoritário da Fifa e participações minoritárias de investidores. A companhia ficaria responsável por consolidar as operações das principais competições organizadas pela entidade, como a Copa do Mundo e a Copa do Mundo de Clubes. O objetivo era arrecadar até 4,2 bilhões de dólares (R$ 21,5 bilhões).
A Uefa foi a primeira a se posicionar contra e anunciou que os 55 representantes boicotariam competições futuras promovidas pela Fifa enquanto a ideia não fosse cancelada. A Concacaf, que reúne países das Américas do Norte e Central e Caribe, e a Confederação Asiática de Futebol (AFC) também reprovaram a medida em notas oficiais.
Com a impressionante rejeição e pressão sofridas, Gianni Infantino anunciou a desistência da criação da FFE na última sexta-feira, três dias após ter anunciado a possibilidade da venda de ações da Fifa a investidores privados.



