
Aliados de Raquel Lyra (PSDB), adversária da candidata Marília Arraes (Solidariedade), espalharam um post do site Metrópoles, na última sexta-feira (21), onde apontava contradições no palanque de Marília com seu vice, Sebastião Oliveira (Avante). O texto afirmava que Sebastião teria emplacado indicação no DNOCS junto com Arthur Lira, cacique do Centrão e presidente da Câmara dos Deputados.
Na prática, apontar a contradição do palanque adversário pode ser interpretado como uma forma de responder à acusação de que Raquel Lyra seria bolsonarista e/ou estaria cercada de bolsonaristas.
A assessoria do parlamentar e candidato a vice divulgou nota sobre as informações relatadas pelo site nacional.
Confira os termos abaixo:
DNOCS
A iniciativa de indicar o atual diretor do Dnocs foi exclusiva do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, do Partido Progressistas. No segundo turno a sigla, presidida em Pernambuco por Eduardo da Fonte, declarou apoio a Raquel Lyra.
Apoios
Trata-se de uma estratégia desesperada da campanha adversária e sem nenhum compromisso com a verdade ligar o nome de Sebastião Oliveira ao conservadorismo. Ao mesmo tempo se tenta, em vão, desvincular a atual ligação de Raquel Lyra ao presidente Bolsonaro.
Ao contrário da tropa de choque que está ao lado dela, Sebastião foi contra o impeachment de Dilma Rousseff e fez campanha pela liberdade de Lula.
Sobre o fato de Raquel Lyra ser/ou estar sendo apoiada pelo time de Bolsonaro, como diz o texto da matéria, seguem os nomes de alguns dos seus principais aliados, para que o leitor tire as suas próprias conclusões: Clarissa e Júnior Tércio, Miguel Coelho, Fernando Bezerra Coelho, Joel da Harpa, Daniel Coelho, Gilson Machado, Cleiton e Michele Collins, e Anderson e André Ferreira.
Ao lado do ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Raquel percorreu todo o estado participando do movimento “Levanta Pernambuco”. Isso o povo não esquece.
BR-101
Sebastião Oliveira foi vítima da criminalização injusta da política. Nos últimos anos, ele teve quebrado os sigilos fiscal, bancário e telefônico. O Ministério Público e a Polícia Federal, depois de minuciosa investigação que durou 18 meses e 12 meses, respectivamente, deram o assunto por encerrado, sem indiciamento.
Já os apoiadores de Raquel Lyra têm muito o que explicar aos pernambucanos, começando pela própria candidata, cujo o pai João Lyra, em 2014, no final do seu mandato de governador, por meio de licitação fraudulenta, contratou a empresa de transportes que a própria Raquel era sócia.
Esse conluio até hoje traz inúmeros prejuízos aos usuários do transporte intermunicipal de passageiros. O Tribunal de Contas do Estado, o Ministério Público e o Poder Judiciário se manifestaram no sentido de que fossem anulados todos os atos praticados por João Lyra, seus familiares e equipe.
Ainda hoje não foi possível solucionar integralmente todos os prejuízos causados à população. Lembrando ainda que Daniel Coelho, ex-vereador e deputado derrotado nas eleições deste ano, foi investigado na Câmara Municipal do Recife pela utilização de notas fiscais frias.
Na Câmara Federal, a investigação foi pela prática de rachadinha. Já na gestão de Miguel Coelho, a Prefeitura de Petrolina foi visitada pela Polícia Federal. Diferente do que aconteceu com Oliveira, que foi inocentado sem indiciamento, Fernando Bezerra e Fernando Bezerra Filho foram investigados pela Polícia Federal e indiciados.
No caso de Sebastião, o Tribunal de Contas da União (TCU) sequer apontou o seu nome no relatório. Ressaltando que a obra nunca foi paralisada.



