Semana tem expectativa de avanço de projeto Antifacção e pautas de segurança no Congresso

Operação policial contra o Comando Vermelho na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, no Rio (28/10/2025)

VEJA

Na esteira da megaoperação das Polícias do Rio de Janeiro contra o crime organizado, na última terça-feira (28), a semana começa com a expectativa de que propostas sobre segurança pública avancem no Congresso.

A principal delas, ao que tudo indica, é o projeto Antifacção, enviado pelo governo Lula na tarde da última sexta-feira (31). O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), prometeu dar agilidade ao texto, que endurece as penas a organizações criminosas. O projeto não está na pauta da semana, mas integrantes da base governista já se organizam para que a proposta seja votada até o final do ano.

Elaborado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, o texto prevê o aumento de penas para o indivíduo que participe de organizações criminosas, além de criar mecanismos capazes de asfixiar a capacidade financeira das facções. Nesse quesito, a matéria prevê a infiltração de agentes de segurança em empresas suspeitas de lavagem de dinheiro para o crime.

Simultaneamente, o Legislativo também se debruça sobre a proposta que enquadra organizações criminosas brasileiras como grupos terroristas, de autoria do deputado Danilo Forte (União-CE); e sobre a alardeada PEC da Segurança. Essa última, segundo Motta, deve ser votada na Comissão Especial da Casa em 4 de dezembro, após a apresentação do texto final pelo relator, o deputado Mendonça Filho (União-PE).

Operação

Propostas que têm como foco o combate ao crime organizado ganharam tração no Congresso depois da megaoperação da última semana, no Rio de Janeiro, contra integrantes do Comando Vermelho. Ao todo, 2.500 policiais entraram nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte, para cumprir 180 mandados de busca e apreensão e 100 de prisão contra membros da facção.

A principal facção criminosa do estado resistiu com rajadas de fuzis, granadas lançadas por drones e barricadas com carros incendiados, caçambas e ao menos setenta ônibus sequestrados. A operação terminou com 121 mortos, sendo quatro deles policiais, e instaurou uma disputa de narrativas entre o governador Cláudio Castro (PL) e o governo federal.