Sessão no STF tem gargalhadas, clima de descontração e nada de esclarecimentos de escândalos

Homem careca, de meia-idade, sorrindo e olhando para a direita, veste terno escuro, camisa azul clara e gravata vermelha de bolinhas brancas, sentado em uma cadeira de couro marrom em um ambiente formal

Apesar da tensão nos bastidores, a sessão do STF desta quinta-feira (03), teve momentos de descontração e até gargalhadas dos ministros. Um dos momentos que mostraram o clima leve dos magistrados foi a definição de quem ficaria como relator de um processo que trata das atribuições do Ministério Público.

O relator original, Kassio Nunes Marques, ficou vencido em alguns pontos do julgamento. Entre risos, ele concordou em deixar a condução, mas disse ficar em dúvida sobre se Alexandre de Moraes ou Flávio Dino deveriam assumir.

Flávio Dino brincou com uma fala de Luiz Fux e afirmou que Alexandre de Moraes seria “quase tão antigo quanto” no MP e por isso poderia ficar como relator.

“Já que o ministro Fux lembrou a carreira dele longeva no Ministério Público, invocou Plácido e Silva, o ministro Alexandre também é quase tão antigo quanto no Ministério Público”, disse, arrancando uma gargalhada de Gilmar Mendes.

Logo depois, Edson Fachin brincou sobre a eleição para o cargo de ministro substituto do TSE.

Os ministros fizeram uma votação para escolher um dos colegas, mas sempre respeitando uma ordem baseada na antiguidade. Por isso, o resultado já é sempre sabido.

“Estamos computando os últimos votos, para aplacar a ansiedade do certame eleitoral em curso”, explicou Fachin, de forma bem-humorada.

“A apuração está apertada, presidente?”, ironizou Moraes.

No fim, seguindo a tradição, Cristiano Zanin recebeu nove votos para ser reconduzido ao cargo, enquanto Luiz Fux teve um, o do próprio Zanin.

Quanto ao que vem sendo divulgado sobre o escândalo envolvendo Vorcaro e Moraes, não foi dado um pio.