Simone Tebet no JN: ‘É uma prioridade absoluta’ pautar na Câmara a igualdade salarial entre homens e mulheres

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A candidata do MDB à Presidência da República, Simone Tebet, disse nesta sexta-feira (26), em entrevista ao Jornal Nacional, que “tentaram puxar” seu tapete no MDB, em referência à oposição que ela teve dentro do partido para confirmar a candidatura. Ela também defendeu políticas para as mulheres e propôs acabar com o que chamou de “presidencialismo de cooptação”.

Logo no início da entrevista, a candidata foi questionada sobre casos de corrupção recentes no país que tiveram políticos do MDB envolvidos.

Ela respondeu que o MDB não é só “meia dúzia de seus políticos e caciques”. Disse ainda que “meia dúzia”, de fato, esteve envolvida em escândalos de corrupção em governos do PT. Nesse momento, a candidata começou a comentar sobre as resistência contra a candidatura dela em seu próprio partido.

“Aliás, se você me permitir, tentaram puxar meu tapete até pouco tempo atrás. Se tivesse um tapete aqui, eu acho que eu já tinha caído da cadeira também”, declarou Tebet.

Em seguida, ela lembrou que setores do MDB tentaram levar o partido a uma aliança com Lula.

“O que me trouxe até aqui? Tive que vencer uma maratona com muitos obstáculos. Nós tivemos oito candidatos, e eu permaneci. Passou o Natal, virou o Ano Novo, chegou o Carnaval, disseram que o partido seria cooptado. Depois, que iria para uma outra candidatura. Tentaram, numa fotografia recente, levar o partido para o ex-presidente Lula”, disse a candidata.

“Não é só do meu partido, são de todos, eles só cumprem a cota. Eu fui a primeira mulher a presidir a comissão de combate à violência contra a mulher no Senado. E entre outras coisas tem essa violência política, e conseguimos avançar agora com 30% no tempo de rádio e televisão para mulher, o que fez com que pudéssemos aumentar em quase 50% o número de deputadas”.

Depois, Renata Vasconcellos questionou por que a candidata não conseguiu envolver o próprio partido no objetivo de alcançar a igualdade de candidatos homens e mulheres.

“É um passo, é uma escada. O projeto número um nessa pauta, para mim, e nós conseguimos avançar graças ao fato de termos conseguido eleger uma mulher líder da bancada feminina, e eu fui a primeira líder da bancada feminina, isso me dá uma alegria danada, isso é uma emoção pra mim e uma prioridade absoluta como mãe de duas meninas. Nós aprovamos no Senado e está parado na Câmara, se eu virar presidente, o primeiro projeto que eu vou pedir para pautar na Câmara dos Deputados é igualdade salarial entre homens e mulheres. A mulher ganha 20% menos que o homem, exercendo a mesma função, a mesma atividade. Se for negra, preta, recebe 40% menos, me explique, qual a lógica disso?”.