Sindicato faz ato nesta segunda-feira contra João Campos, por desconto de salário de professores

Após encerrar uma greve de 14 dias com conquistas para a categoria, o Sindicato das Professoras e Professores da Rede Municipal do Recife (Simpere) volta a denunciar a posturas do prefeito João Campos (PSB), que aplicou descontos nos contracheques das professoras e professores que participaram da paralisação.

Parte do valor – 70% – foi devolvido após pressão da categoria, mas o sindicato segue cobrando a devolução integral, uma vez que o direito de greve é garantido por lei e não deveria ser punido com retaliações salariais.

Por esse motivo, a categoria se reúne, às 9h, desta segunda-feira (16), no pátio da Prefeitura do Recife.

“A Prefeitura agiu com autoritarismo ao descontar os dias parados, ignorando que a greve é um instrumento legal da classe trabalhadora. A devolução parcial não repara o dano nem a tentativa de enfraquecer um movimento legítimo. Exigimos respeito à nossa luta”, afirma Jaqueline Dornelas, da direção do Simpere.

Além disso, o sindicato tem pressionado a gestão para que envie com urgência à Câmara Municipal o Projeto de Lei (PL) que formaliza o reajuste acordado com a categoria.

Na última segunda-feira (10), representantes do sindicato estiveram reunidos com a Secretária de Educação para tratar do tema. Durante o encontro, também foi reafirmado o compromisso de que a reposição das aulas aconteça respeitando a autonomia das unidades educacionais.

“Queremos garantir que o que foi acordado com a categoria seja cumprido na íntegra. E isso inclui, também, que as escolas tenham liberdade para organizar a reposição das aulas de acordo com suas realidades. Seguiremos firmes na cobrança por respeito e pela valorização da nossa profissão”, afirma Anna Davi, também da direção do sindicato.