Sob Lula, gasto com diárias e passagens é o maior em 11 anos

As despesas da União com diárias, passagens e locomoção atingiram R$ 3,88 bilhões em 2025. A alta real (descontando a inflação) é de 3,7% ante 2024, quando somaram R$ 3,74 bilhões. O gasto sob a Presidência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atingiu o maior valor real desde 2014, quando totalizou R$ 4,52 bilhões. Naquele momento, o Brasil era comandado por Dilma Rousseff (PT). A série histórica do Tesouro Nacional teve início em 2011.

A União gastou R$ 1,63 bilhão com passagens e locomoção em 2025, alta de 9% ante 2024. Já a despesa com diárias avançou 0,2% no período: atingiu R$ 2,25 bilhões no ano passado.

Parte disso se explica pela decisão de Lula de aumentar o número de ministérios de 23 para 38 assim que assumiu o 3º mandato, em 2023. A medida leva ao aumento de gastos com diárias e passagens.

No geral, há uma trajetória crescente das despesas sob Lula. Os gastos com a administração pública federal totalizaram R$ 72,7 bilhões em 2025.

A alta real é de 11,6% na comparação com 2024, quando a despesa foi de R$ 65,2 bilhões. Foi o maior nível desde 2016. Naquele período, atingiu R$ 77,7 bilhões, maior valor da série histórica. Os gastos com diárias e passagens entram nessa conta.

Lula VS. Bolsonaro

O custo com viagens atingiu R$ 11,24 bilhões de 2023 a 2025. Já é maior do que o registrado nos 4 anos do governo de Jair Bolsonaro (PL), com R$ 8,32 bilhões.

O pagamento de diárias e passagens foi menor em 2020 (R$ 1,26 bilhão) e em 2021 (R$ 1,43 bilhão). As restrições a viagens e a queda nos deslocamentos durante a pandemia de covid influenciaram o resultado daquele período.

Em 2022, os gastos totalizaram R$ 2,81 bilhões, foram quase o dobro ante 2021.