TCU pede apuração sobre cartão corporativo de Bolsonaro

Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto

O subprocurador-geral do Tribunal de Contas da União (TCU), Lucas Furtado, encaminhou representação à presidente da Corte, ministra Ana Arraes, em que pede medidas para apurar os gastos no cartão corporativo do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Eis a íntegra da representação enviada na última segunda-feira.

Uma reportagem da revista Veja mostrou que as faturas dos cartões corporativos durante o governo Bolsonaro somam mais de R$ 21 milhões de janeiro de 2019 a março de 2021.

“Os gastos com alimentação e lazer do presidente da República e das pessoas mais próximas a ele são extremamente elevados, considerando-se, em especial, a deterioração geral da economia e os gastos de gestões anteriores”, afirma Furtado na representação.

O procurador também destaca que as despesas foram classificadas como sigilosas e, pela falta de transparência, “podem estar mais vulneráveis ao distanciamento de um necessário padrão ético de probidade, decoro e boa-fé”.

De acordo com Furtado, caso irregularidades sejam comprovadas, Bolsonaro terá cometido ato de improbidade administrativa.