
Um coletivo de trabalhadores terceirizados das áreas de segurança e limpeza da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) divulgou uma denúncia pública cobrando transparência da universidade sobre o atraso de até quatro faturas com as empresas contratadas.
No manifesto, publicado de forma anônima por medo de retaliações, a categoria relata um cenário de forte instabilidade financeira e adoecimento emocional, alegando que por falta desses pagamentos, alguns trabalhadores estão sofrendo com crises de ansiedades, sintomas depressivos, entre outros problemas.
Falta de transparência
Segundo a empresa Inteligência, responsável pelos serviços de vigilância patrimonial, a UFRPE está devendo quarto parcelas aos trabalhadores terceirizados que, até este momento, não receberam nenhuma resposta da instituição a respeito da situação dos contratos ou sobre quais providências estão sendo adotadas para uma previsão concreta de regularização dos salários.
Solicitação dos servidores
Os trabalhadores terceirizados solicitaram que a reitoria apresente esclarecimentos públicos sobre a situação dos contratos, informe oficialmente as razões da ausência dos pagamentos, divulgue as medidas que estão sendo adotadas para solucionar o problema e estabeleça uma previsão objetiva para sua regularização.
Da mesma forma, a categoria pediu que os órgãos de fiscalização e controle acompanhem a situação, verificando se os contratos administrativos estão sendo executados de acordo com a legislação e se os direitos trabalhistas estão sendo devidamente resguardados.
Também é declarado pelos terceirizados que esta situação trata-se da dignidade de pessoas que. Segundo eles, ficar sem este pagamento afeta diretamente na vida de centenas de famílias, que não conseguem pagar aluguel, energia elétrica, água ou alimentação.



