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Valor
Ao anunciar a vice de sua chapa na disputa pela Prefeitura de São Paulo, a deputada federal Tabata Amaral (PSB) comentou sobre o acordo desfeito com o PSDB e o apresentador José Luiz Datena (PSDB), agora adversários.
Inicialmente no PSB e sondado como possível vice de Tabata, Datena foi incentivado pela própria deputada a se filiar ao PSDB. Depois desse movimento, em junho, o apresentador e o partido anunciaram a candidatura em voo solo.
“Você ser correto, ter palavra e ser honesto nunca é uma opção ruim. Jamais vou me arrepender de ter feito a minha parte. Se as outras pessoas não se comportaram bem, eu não tenho culpa. Traições são comuns, aprendi em Brasília. As pessoas dão a palavra e ela é jogada ao vento”, afirmou a candidata ao participar de uma sabatina no g1.
Tabata anunciou nesta segunda-feira (05) sua vice, a professora e empresária Lúcia França (PSB). Ex-primeira-dama de São Paulo, Lúcia é casada com o ministro e ex-governador Márcio França (Empreendedorismo), fiador da candidatura da parlamentar. A empresária foi vice na chapa de Fernando Haddad (PT), atual ministro da Fazenda, na disputa pelo governo paulista em 2022, e está filiada no PSB desde a década de 1980.
Tabata não conseguiu atrair o apoio dos tucanos para sua candidatura e sentiu-se traída. O coordenador de sua campanha, Orlando Faria, é integrante do PSDB.
“O PSDB vive uma superconfusão, a gente viu na convenção, e nem sabe se Datena será candidato. Os maiores nomes do PSDB, que foram importantes para essa cidade, estão no meu projeto”, completou.
Na pesquisa mais recente do Datafolha, divulgada no início do mês passado, Tabata registrou 7%. Na liderança estavam o prefeito e candidato à reeleição, Ricardo Nunes, com 24% e o deputado Guilherme Boulos (Psol), com 23%. Datena tinha 11% e Marina Helena (Novo), 5%.
Na sabatina, a deputada federal do PSB também criticou em diferentes momentos o prefeito e candidato à reeleição, Ricardo Nunes (MDB), que ela definiu como uma “pessoa pequena” para administrar a maior cidade do Brasil.
Tabata lembrou o fato de o prefeito estar sendo investigado pela Polícia Federal por suposta participação na máfia das creches, suspeito de receber dinheiro em sua conta sem origem justificada, e pela “conivência” dele com as empresas de ônibus que prestam serviço municipal e são investigadas pela suspeita de lavar dinheiro da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
No final de junho, a denominada Operação Fim da Linha, do Ministério Público de São Paulo, prendeu dirigentes das empresas Transwolff e UPBus por suspeita de envolvimento com o PCC. Nunes não é mencionado nessa investigação.
“É a primeira vez na cidade que a gente tem uma operação que dá nome aos bois. Que diz que uma parcela do transporte público está lavando dinheiro do crime. Esperava do prefeito uma postura que, com o nome, gente presa, esperava que ele tivesse coragem de reincidir com esses contratos. E o que ele fez? Foi lá na UPBus gravar um vídeo elogiando a empresa. Tentou a fórceps entregar um novo serviço para essa empresa investigada, a Transwolff, que é a operação do hidroviário da represa Billings. Isso eu não farei. Não vou ser conivente com o crime”, afirmou.



