
A jornalista Juliana Lima, apresentadora do programa Rádio Vivo, da Rádio Pajeú FM, usou suas redes sociais para divulgar que durante a sessão de eleição da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Afogados da Ingazeira, na manhã desta quinta-feira, 1º de outubro, o momento mais tenso foi registrado entre a vereadora Lucineide do Sindicato e o presidente da Câmara, Vicentinho Zuza.
Juliana postou que a vereadora Lucineide havia demonstrado a intenção de se abster na votação para a nova Mesa Diretora, mas foi informada durante a sessão pelo presidente Vicentinho de que pelo o Regimento Interno, a vereadora não poderia se abster. Segundo a orientação dada durante a votação, o vereador deveria votar a favor, contra ou anular o voto.
Demonstrando chateação e insatisfação durante a sessão, Lucineide confirmou o voto contrário a chapa liderada por Vicentinho, que tem Gal Mariano como primeira secretária, César Tenório como segundo secretário e Douglas Eletricista como suplente.
Além de Lucineide do Sindicato, também votaram contra a chapa, os vereadores Raimundo Lima e Mário Martins.
Juliana Lima informou ainda que, durante a sessão ordinária, o vereador Raimundo Lima demonstrou descontentamento com a recondução de Vicentinho Zuza à presidência da Casa. Ele pretendia assumir a presidência no biênio 2027-2028, mas não conseguiu articular a formação de uma chapa e votou contra a nova Mesa Diretora.
“Raimundo sustentava que havia um acordo com Vicentinho para assumir a presidência no próximo biênio. No entanto, a maioria dos vereadores afirmam que nunca foram procurados por ele (Raimundo), para discutir a formação de uma chapa ou pedir apoio à sua candidatura. Segundo esses parlamentares, se houve um acordo, ele teria sido firmado entre Raimundo e Vicentinho, sem incluir os demais vereadores, que não se consideravam obrigados a apoiá-lo”.
Ao discursar na tribuna, o vereador Raimundo Lima afirmou ter ouvido manifestações para inviabilizar seu nome. E foi duro: “Ouvi discursos criados e frases ditas para inviabilizar o meu nome. Disseram que sou honesto demais, que não atendo às chamadas necessidades dos acordos, que eu dificultaria entendimento”, declarou.



