UFPE lidera ranking de universidades do Nordeste em 2026

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) ocupa a 11ª posição nacional no Ranking Universitário Folha (RUF) 2026 e é a instituição mais bem colocada do Nordeste. O levantamento, publicado na última semana, avaliou 205 universidades brasileiras e destacou a presença das instituições federais entre as primeiras colocadas.

As universidades federais ocupam sete das dez primeiras posições do ranking. Entre as 20 primeiras colocadas, 17 são federais. Já entre as 50 melhores, 37 pertencem à rede federal de ensino superior.

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) é a federal mais bem posicionada no ranking nacional, em terceiro lugar, com nota 97,22. Em seguida, aparecem a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na quarta colocação, com 95,86, e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em quinto, com 95,58.

Também estão entre as dez primeiras a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em sétimo lugar; a Universidade Federal do Paraná (UFPR), em oitavo; a Universidade de Brasília (UnB), em nono; e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em décimo.

UFPE é destaque no Nordeste

Entre as universidades nordestinas, a UFPE ocupa a primeira posição. A Universidade Federal da Bahia (UFBA) aparece em segundo lugar na região, seguida pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em terceiro, e pela Universidade Federal do Ceará (UFC), em quarto.

O levantamento também aponta universidades federais entre as primeiras colocadas nas demais regiões do país. No Norte, a Universidade Federal do Pará (UFPA) lidera, seguida pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam). No Centro-Oeste, a Universidade de Brasília (UnB) ocupa a primeira posição regional, à frente da Universidade Federal de Goiás (UFG).

No Sudeste, a UFMG aparece na terceira colocação regional, atrás da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que também lideram o ranking nacional. A UFRJ ocupa o quarto lugar, e a UFSCar, o sexto.

Na Região Sul, a UFRGS está na primeira posição, seguida pela UFSC e pela UFPR, em segundo e terceiro lugares, respectivamente.

Universidades federais se destacam em ensino e pesquisa

Nas avaliações por dimensão, as universidades federais também aparecem entre as primeiras colocadas. Em Ensino, a UFMG ocupa a terceira posição nacional, com nota 31,54. A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) está em quarto lugar, com 30,97, e a UFRGS, em quinto, com 30,96. A UFSC, a UnB e a UFSCar também integram as dez primeiras.

Em Pesquisa, a UFRGS alcança a terceira posição, com nota 41,12. A UFMG aparece em quarto lugar, com 40,82, seguida pela Unifesp, em quinto, com 40,46. A UFSC ocupa a sétima posição, enquanto a UFRJ e a UFSCar aparecem em oitavo e nono lugares, respectivamente.

Na dimensão Mercado, a UFMG ocupa o segundo lugar nacional, com nota 17,91, e a UFRJ está em quarto, com 17,74. A UFPE e a UFBA dividem a oitava posição, ambas com nota 17,38. A UFC aparece em 11º lugar, com 17,12.

Em Inovação, a UFRGS divide a primeira colocação com a Unicamp, ambas com nota 3,87. A UFRJ está em terceiro lugar, com 3,81, e a UFMG, em quinto, com 3,63. Também figuram entre as dez primeiras a UFRN, em sexto; a Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em oitavo; a Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), em nono; e a Universidade Federal do ABC (UFABC), em décimo.

Na dimensão Internacionalização, a UFABC ocupa a primeira posição nacional, com nota 3,95. A UFRJ aparece em quinto lugar, com 3,73. A UFSC e a UFRN também estão entre as dez primeiras, nas sétima e oitava posições, respectivamente. A Unifesp divide a oitava colocação com a UFRN.

Participação das universidades federais

De acordo com os dados divulgados pela Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (Sesu/MEC), das 74 universidades federais existentes, 69 estão em atividade e todas foram consideradas no estudo. Desse total, 51 aparecem entre as 100 primeiras colocadas.

Ao todo, o RUF 2026 avaliou 205 instituições classificadas como universidades. Ficaram de fora a Universidade Federal Indígena (Unind) e a Universidade Federal do Esporte (UFEsporte), cujas leis de criação foram sancionadas recentemente e que ainda estão em fase de implantação, com previsão de início das atividades em 2027.

Também não foram incluídas as universidades federais de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (UFCI/RJ) e de Minas Gerais (UFCI/MG), que ainda não haviam sido transformadas em universidades quando o levantamento foi produzido. A Universidade Federal da Fronteira Norte (UFFN) também ficou de fora, pois seu desmembramento do Campus Oiapoque da Universidade Federal do Amapá (Unifap) ainda não havia ocorrido.

Para o secretário de Educação Superior do MEC, Marcus David, os resultados reforçam a contribuição das universidades federais para o desenvolvimento nacional.

“As universidades federais são parte fundamental de um projeto de desenvolvimento nacional que articula formação, produção científica, cultura, compromisso social e inovação, inclusive em consonância com a Nova Indústria Brasil (NIB), a partir do apoio do nosso programa Universidades Transformadoras, que atua no alinhamento da oferta acadêmica das universidades federais aos cenários de transformação digital, transição para economia de baixo carbono e novas demandas demográficas”, afirma.