Valor da cesta básica do Recife teve pequeno aumento em maio, chegando a R$ 618,47

Cesta básica do Recife teve discreto aumento em maio de 2024, mas acumula segunda maior alta do País no acumulado do ano

O valor da Cesta Básica do Recife foi de R$ 618,47 em maio de 2024, o que representou um pequeno aumento de 0,19%, na comparação com abril (+R$ 1,19). Já nos cinco primeiros meses do ano, a alta foi a segunda maior do Brasil, com uma elevação de 14,94%, o que significa R$ 80,39 a mais no bolso do consumidor. Nos últimos 12 meses, o custo da Cesta Básica aumentou 5,34%, o que correspondeu a um acréscimo de R$ 31,34 no valor. As informações são do Dieese, que divulgou a pesquisa da Cesta Básica em todo o País nesta quinta-feira (06).

Entre abril e maio deste ano, nove dos doze produtos que compõe a cesta do Recife tiveram elevação no preço médio, a exemplo do café (+9,66%), açúcar (+1,46%), arroz (+ 1,05%), banana (+0,81%), tomate (+0,71%), manteiga (+0,44%), farinha de mandioca (+0,27%), pão francês (0,15%) e carne (+0,03%). Apresentaram redução no preço médio, o leite (-4,01%) o feijão (- 1,55%) e o óleo de soja (-0,94%).

Em relação a dezembro de 2023, oito produtos apresentaram aumento de preço: tomate (119,16%), banana (20,93%), café (14,64%), arroz (9,97%), feijão carioca (9,58%), açúcar (9,91%), manteiga (4,87%) e a farinha de mandioca (+ 3,45%). Registraram redução no preço médio o leite (-7,54%), o pão francês (-1,72%), o óleo de soja (-1,34%) e a carne (- 1,22%). No período de 12 meses, os aumentos ocorreram para o tomate (+54,26%), a banana (+25,37%), o arroz (+21,78%), o açúcar (+11,42%), o café (+6,51%) e a manteiga (+2,64). Os demais itens registraram redução, como o feijão (-20,64%), o óleo de soja (-17,43%), o leite (-13,75%), a carne (-6,56%), o pão francês (-2,30%) e a farinha de mandioca (-1,32%).

Em maio de 2024, o trabalhador recifense remunerado pelo salário mínimo, comprometeu 96 horas e 22 minutos da jornada mensal para adquirir os gêneros essenciais, onze minutos a mais que o tempo registrado em abril de 2024, quando ficou em 96 horas e 11 minutos. Já em maio de 2023, o tempo comprometido foi de 97 horas e 52 minutos, uma hora e trinta minutos a mais que o observado no mês em análise. Quando comparados o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social (7,5%), a relação foi de 47,35% em maio e 47,26% em abril de 2024. Em maio de 2023, o percentual foi de 48,09%.

No Brasil, várias altas

O valor do conjunto dos alimentos básicos aumentou em 11 das 17 capitais onde o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. Entre abril e maio de 2024, as elevações mais importantes ocorreram em Porto Alegre (3,33%), Florianópolis (2,50%), Campo Grande (2,15%) e Curitiba (2,04%). Já as principais quedas foram registradas em Belo Horizonte (-2,71%) e Salvador (-2,67%).

São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 826,85), seguida por Porto Alegre (R$ 801,45), Florianópolis (R$ 801,03) e Rio de Janeiro (R$ 796,67). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 579,55), Recife (R$ 618,47) e João Pessoa (R$ 620,67).

A comparação dos valores da cesta, entre maio de 2023 e 2024, mostrou que quase todas as cidades tiveram alta de preço, exceto Goiânia (-0,05%). As elevações variaram entre 2,53%, em Vitória, e 6,84%, em João Pessoa. Nos cinco meses de 2024, o custo da cesta básica aumentou em todas as cidades, com destaque para as variações do Nordeste: Natal(15,11%), Recife (14,94%), João Pessoa (14,45%), Fortaleza (12,61%), Aracaju (12,04%) e Salvador (11,10%).