Valor da gasolina volta a subir em postos do Grande Recife

GUGA MATOS/JC IMAGEM

Os combustíveis voltaram a subir em postos da Região Metropolitana do Recife. Pelo menos em estabelecimentos situados em Olinda e Camaragibe, o reajuste da gasolina nas bombas foi de aproximadamente 9% (8,93%), nesta quarta-feira (12), Feriado de Nossa Senhora Aparecida.

Por enquanto, o aumento foi visto no preço da gasolina, que passou de R$ 4,59 para R$ 5.

O reajuste é emblemático porque acontece a 18 dias de um disputadíssimo segundo turno das Eleições 2022 e em meio a informações de que o presidente da República, Jair Bolsonaro – que tenta a reeleição contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à frente no primeiro turno e nas pesquisas -, estaria pressionando a Petrobras para que segurasse qualquer tipo de reajuste.

A redução no preço da gasolina, álcool, diesel e gás vem sendo usado como bandeira pelo presidente em busca da reeleição. Independentemente da política, o aumento dos valores já era esperado.

Isso porque na semana passada a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) anunciou o corte na produção de 2 milhões de barris de petróleo por dia, a partir do mês de novembro.

Fato que provocou alta imediata do preço internacional do petróleo.

Essa é a lógica defendida pelo diretor-presidente do SindiCombustíveis Pernambuco, Alfredo Pinheiro Ramos. Ele explica que o aumento que começa a ser verificado em alguns postos do Grande Recife é provocado pela alta de 3% a 4% no valor de compra do petróleo, verificado na terça-feira (11).

“Isso é um reflexo da acomodação do mercado nacional diante do mercado internacional, onde o petróleo está em alta. É resultado do corte na produção de 2 milhões de barris de petróleo por dia, anunciado pela Opep”, explica.

“E é preciso lembrar que os donos de postos podem praticar o preço que quiserem. O mercado é livre e é quem vai regular isso. Agora, é importante dizer, também, que nenhum dono de posto gosta de aumento de combustível porque sabe que a margem de lucro será menor. “A margem bruta de um posto em 2014 era de 12%. Em 2018, caiu para 9%. Em cidades acima de 300 mil habitantes é de 6%”, pondera.