Após derrota nas urnas, Miguel Coelho diz que vai dar um tempo na política e priorizar família

 

O ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil) afirmou que pretende se dedicar à família e aos negócios antes de definir seus próximos passos na política. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele fez um balanço das eleições de 2026, reconheceu a frustração com o resultado das urnas e afirmou que vive um momento de recomeço.

“Quero viver minha esposa, meus filhos, meus amigos e os meus negócios. Sobre a política, percebi que preciso desapegar do que já foi e construir novas conquistas. E saber o tempo de começar ou recomeçar novos projetos. É tempo de recomeço, mas sem pressa, tudo no tempo de Deus”, afirmou Miguel.

Ele disputou uma vaga na Câmara dos Deputados após não conseguir viabilizar sua candidatura ao Senado. Segundo ele, a decisão de concorrer a deputado federal foi tomada após incentivos de integrantes de seu grupo político, mesmo diante das dificuldades de uma campanha organizada de última hora. A declaração ocorre em meio à especulações de que a deputada federal eleita Juliana Chaparral (União) poderia se tornar secretária de Raquel Lyra (PSD), o que abriria caminho para que Miguel ocupasse uma vaga na Câmara dos Deputados.

Apesar de ter conquistado a maior votação da história de Petrolina para deputado federal, o ex-prefeito não conseguiu se eleger. Ao todo ele recebeu 102.595 votos. “Sou muito grato a Petrolina. Tive a maior votação da história para deputado federal. Nosso grupo saiu forte em geral, mas o resultado não foi o que eu queria”, afirmou.

Ao comentar a derrota, Miguel disse que a experiência trouxe aprendizados e que não pretende tomar decisões precipitadas sobre seu futuro político. “Perder nos diminui? Não creio. Tenho refletido muito, vejo sempre o copo meio cheio e assim aprendi muito nesses últimos anos. Me sinto mais preparado, mais humilde e mais focado”, declarou.

O ex-prefeito também relembrou momentos difíceis enfrentados ao longo de 2026, especialmente a perda do filho Rafael, aos oito meses de gestação. Ele ainda mencionou uma operação da Polícia Federal realizada uma semana após a perda e afirmou que, passados mais de oito meses, ainda não havia tido acesso ao inquérito.