Auxiliares de Lula buscam TSE após minuta para bloquear canais no WhatsApp

Metrópoles

Auxiliares do presidente Lula procuraram ministros do TSE nesta quarta-feira (21), após vir à tona uma proposta de bloqueio de canais de WhatsApp com mais de 200 mil usuários nas 48 horas anteriores ao segundo turno.

Ministros do governo e integrantes da campanha de Lula procuraram ao menos dois magistrados da Corte Eleitoral: o atual presidente do tribunal, Nunes Marques, e Floriano Marques.

Nas conversas, os auxiliares de Lula tentaram aferir a possibilidade de a proposta de bloqueio dos canais avançar. Como resposta, ouviram que a ideia não será submetida à votação no plenário do TSE antes da votação.

Nunes Marques, segundo relatos, disse a interlocutores de Lula que não concordava com a mudança de regras durante o jogo e que o eventual veto aos canais de WhatsApp agora poderia ferir o princípio da normalidade.

Mendonça diz que ideia foi coletiva

Em nota oficial, o ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE, afirmou que a proposta foi discutida por todos os integrantes do tribunal em duas reuniões: uma na sexta-feira (16) e outra na terça-feira (20).

“Nessas reuniões, houve consenso entre todos os ministros sobre a necessidade de tratar do assunto. Por decisão conjunta, ficou a cargo do ministro André Mendonça elaborar o texto, que seria submetido à avaliação e à deliberação de todos”, disse Mendonça.

O ministro afirmou que, por “tradição”, cabe ao vice-presidente do TSE redigir os atos normativos que o colegiado vai apreciar e fez questão de ressaltar que a minuta não era uma iniciativa individual.

Por volta das 14h desta quarta-feira (21), Mendonça informou que a proposta não seria mais analisada pelo plenário do TSE. Segundo ele, o presidente da Corte teria avisado os ministros da decisão.