Recife tem o aluguel mais caro no Nordeste e quarto do país, aponta levantamento

Recife tem o metro quadrado para aluguel mais caro do Nordeste e o quarto maior do país em 2025, segundo o levantamento do FipeZap, divulgado na última quinta-feira (15). A capital pernambucana apresentou o valor médio de R$ 60,89, um aumento em relação a 2024, que chegava a R$ 54,95/m². Estão na frente do Recife: Barueri (SP), Belém (PA) e São Paulo (SP).

De acordo com o estudo, o preço médio do aluguel no país é de R$ 50,98 por metro quadrado. Em dezembro de 2025, o indicador registrou alta de 0,68%, acima do avanço de 0,58% observado em novembro.

Apesar da alta nacional acumulada em 2025, o resultado indica desaceleração em relação aos três anos anteriores. Em 2022, o avanço médio dos aluguéis foi de 16,55%; em 2023, de 16,16%; e, em 2024, de 13,50%. Ainda assim, os preços subiram em 34 das 36 cidades analisadas, incluindo 21 das 22 capitais pesquisadas.

O aumento foi puxado principalmente por imóveis com quatro ou mais dormitórios, que apresentaram a maior variação mensal, de 1,42%, enquanto unidades com apenas um dormitório tiveram elevação mais moderada.

Entre os destaques regionais, Teresina (PI) liderou a alta anual, com crescimento de 21,81%, embora apresente um dos menores valores médios do país, de R$ 26,62 por metro quadrado.

Já Belém (PA) registrou a segunda maior variação, de 17,62%, e figura como a capital mais cara para alugar, com preço médio de R$ 63,69 por metro quadrado. No ranking geral, Barueri, na Grande São Paulo, aparece como a cidade mais cara do país, com valor médio de R$ 70,35 o m².

Veja os bairros com o metro quadrado mais caro:

  • Parnamirim: R$ 71,9 /m²
  • Pina: R$ 69,9 /m²
  • Espinheiro: R$ 64,5/m²
  • Graças: R$ 63,5 /m²
  • Boa Viagem: R$ 63,1 /m²
  • Tamarineira: R$ 60,5 /m²
  • Santo Amaro: R$ 60,2 /m²
  • Madalena: R$ 59,6 /m²
  • Casa Amarela: R$ 52,6 /m²
  • Cordeiro: R$ 27,4 /m²

Programa de habitações populares do governo de Pernambuco cumpre mais de 76% da meta

O programa de habitações populares do governo de Pernambuco, o “Morar Bem”, já cumpriu 76% de sua meta de beneficiar 60 mil famílias de baixa renda até o final de 2026, atendendo, até agora, mais de 46 mil famílias, ou cerca de 187 mil pernambucanos.

Criado para reduzir o déficit habitacional do estado, estimado em mais de 380 mil residências, e dar acesso à moradia digna a famílias de baixa renda, o programa foi o primeiro, no país, a quitar, com gastos de R$ 79 milhões, parcelas do financiamento de mutuários do programa federal Minha Casa Minha Vida não beneficiários de programas sociais como Bolsa Família ou Benefício de Prestação Continuada (BPC).

A quitação é uma das várias modalidades do Morar Bem. Outra ponta do programa é a entrada garantida, um subsídio de até R$ 20.000,00 para a entrada na compra de um imóvel financiado pelo programa, em parceria com o Minha Casa, Minha Vida. Essa modalidade já beneficiou mais de 16 mil famílias que não conseguem arcar com a entrada de um financiamento imobiliário.

Para ter direito à entrada garantida, o candidato tem de cumprir seis requisitos: morar em Pernambuco; ter renda familiar de até dois salários mínimos (R$ 3.36, atualmente); não ser proprietário de outro imóvel; não haver sido beneficiado por nenhum atendimento habitacional definitivo em programas anteriores e ter o cadastro e a operação de crédito individual aprovados pela Caixa Econômica Federal.

Entre os beneficiários do Morar Bem são prioritárias as mulheres chefes de domicílio, pessoas com deficiência (PCDs), idosos e famílias com crianças na primeira infância. O programa atende tanto famílias em áreas urbanas quanto rurais (agricultores familiares, trabalhadores rurais, comunidades indígenas e quilombolas).

Abrangente, o programa é executado em três outras frentes. Na regularização fundiária, entrega títulos de posse para regularizar imóveis e uma segunda modalidade retoma conjuntos habitacionais com obras paralisadas. Uma terceira via, bastante acionada, é a reforma do lar, que promove melhorias em habitações de baixa qualidade.

Uma das comunidades beneficiadas pela reforma do lar é a do Bode, no bairro do Pina, na Zona Sul do Recife, uma das mais carentes do estado. O Bode teve 212 casas reformadas de um total de 300, com pintura, colocação de pisos, portas e esquadrias, tetos em PVC e troca de instalações hidráulicas e elétricas.

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Definições das federações para 2026 impactam alianças de João Campos e Raquel Lyra em Pernambuco

Por Pedro Beija/JC

As federações partidárias, criadas para unir siglas para atuarem como um único bloco nas disputas eleitorais, voltaram ao centro das articulações nacionais após União Brasil e Progressistas (PP) protocolarem, na última quinta-feira, o pedido de registro da federação União Progressista no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O tribunal tem até seis meses antes da eleição de 2026, marcada para 4 de outubro, para validar a união dos partidos, que já havia sido sacramentada politicamente em agosto, mas enfrentava divergências nacionais que atrasaram a formalização. Se confirmada, a União Progressista será a maior força partidária do país.

As articulações mostram que, a menos de um ano das urnas, as federações partidárias deixaram de ser apenas instrumentos formais e passaram a influenciar diretamente candidaturas, alianças e o posicionamento das principais lideranças estaduais.

Em Pernambuco, onde as grandes federações têm atores competitivos, o impacto será decisivo para a configuração das chapas, à medida em que se aproxima uma eventual disputa entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito do Recife João Campos (PSB). Entenda as composições a seguir.

A federação União Progressista, caso aprovada pelo TSE, reunirá 108 deputados federais, 12 senadores, 1.335 prefeitos e sete governadores, configurando a mais robusta estrutura política e financeira entre os partidos brasileiros.

Em Pernambuco, porém, a consolidação da federação esbarra em disputas internas. O comando local ficará com Eduardo da Fonte (PP), aliado da governadora Raquel Lyra (PSD) e pré-candidato ao Senado. Do outro lado está Miguel Coelho, presidente estadual do União Brasil e ex-prefeito de Petrolina, que também deseja a vaga ao Senado e já declarou apoio ao prefeito do Recife, João Campos.

A disputa federal adiciona ainda mais tensão ao arranjo. No plano nacional, o presidente do PP, Ciro Nogueira, defende apoio à candidatura presidencial do governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos). Já o comando do União Brasil, sob Antonio Rueda, trabalha por uma candidatura própria do governador de Goiás, Ronaldo Caiado.

Em Pernambuco, Eduardo da Fonte afirma não apoiar atualmente o governo Lula, apesar de já ter dividido palanque com o presidente. Miguel Coelho, que já declarou voto em Bolsonaro em 2022 e tem histórico familiar de apoio ao ex-presidente, tenta se viabilizar na chapa de João Campos, aliado de Lula, o que torna sua pretensão ao Senado ainda mais complexa.

Outro bloco que passa a disputar espaço no rearranjo político é a recém-aprovada federação Renovação Solidária, formada por Solidariedade e PRD, oficializada pelo TSE na quinta-feira. Somados, os partidos reúnem um governador, 140 prefeitos, 10 deputados federais, 54 estaduais e mais de 2,6 mil vereadores.

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Caixa começou a financiar imóveis de até R$ 2,25 milhões a partir desta segunda-feira com novas regras

R7.com

O financiamento de imóveis com o novo limite que passou de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões começou a valer a partir desta segunda-feira (20), na Caixa Econômica Federal. A medida faz parte de pacote lançado pelo governo federal que muda o uso da poupança para facilitar a compra da casa própria.

Com o novo teto, o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), passa a ter valor ampliado para abater parte do preço do imóvel, pagar parcelas ou quitar o empréstimo. Pela nova regra, famílias com renda acima de R$ 12 mil poderão financiar imóveis de até R$ 2,25 milhões, com juros limitados a 12% ao ano.

‌A Caixa já havia começado a oferecer na última semana o crédito habitacional com financiamento de 80% do valor do imóvel, com entrada de 20%. Antes era de até 70%, com entrada de 30%.

O foco das mudanças é atender famílias de classe média que não se enquadram em programas como o Minha Casa, Minha Vida. Com isso, imóveis de médio e alto padrão são incluídos nas regras do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que têm juros menores e permitem o uso do FGTS. Segundo a Caixa, a expectativa é impulsionar o setor imobiliário e viabilizar mais de 80 mil novos financiamentos até 2026.

O que mudou

  • O teto de valor dos imóveis financiados pelo SFH passa de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões;
  • Com juros de até 12% ao ano;
  • Uso do FGTS no financiamento é ampliado com o novo teto de R$ 2,25 milhões;
  • Mudanças beneficiam famílias com renda mensal acima de R$ 12 mil;
  • Financiamento de 80% na modalidade SAC (Sistema de Amortização Constante), em que as parcelas vão diminuindo ao longo do tempo. A entrada passa para 20% do valor do imóvel;
  • Já na tabela Price, em que as parcelas são sempre iguais, mas com juros mais altos, o valor financiado é de 70%, com entrada de 30% do valor do imóvel;
  • O novo modelo muda a forma como os bancos utilizam os recursos da poupança para conceder empréstimos imobiliários. Hoje, 65% dos depósitos precisam ser destinados ao crédito habitacional;
  • Com as novas regras, esse percentual chegará gradualmente a 100%, sendo que 80% deverão ser obrigatoriamente voltados para imóveis dentro do SFH.

Para usar o FGTS

O saldo do FGTS ou os créditos futuros da conta podem ser utilizados para pagamento da casa própria:

  • Como entrada, reduzindo o valor a ser financiado;
  • Para amortizar o saldo devedor, diminuindo parcelas ou prazo;
  • Para pagar parte das prestações, aliviando o orçamento mensal.

Passo a passo para pedir o financiamento:

  • Reunir documentos: comprovantes de renda, identidade e declaração de imposto de renda;
  • Fazer simulação online no site da Caixa;
  • Procurar uma agência com os dados em mãos para negociar o financiamento.

Condições

Para o comprador:

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Brasil tem 213,4 milhões de habitantes, segundo o IBGE

São Paulo (SP), 14/05/2024 - Pedestres na Avenida Paulista durante a chegada da frente fria. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

VEJA

O Brasil tem 213.421.037 milhões de habitantes, segundo estimativa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (28), e publicada no Diário Oficial da União.

Em relação ao Censo 2022, a população brasileira cresceu 5,1%. Naquele momento, a estimativa era de 203.062.512 de brasileiros. O novo número leva em conta pessoas nascidas até 1º de julho de 2025.

Quais os estados mais populosos?

São Paulo segue na liderança, com 46.081.801 milhões de pessoas, o que significa 21,59% do total do país. Depois estão Minas Gerais, com 21.393.441 milhões, e Rio de Janeiro, com 17.223.547 milhões.

Qual o estado menos populoso?

Roraima é a unidade federativa com a menor população. São 738.772 habitantes. Por outro lado, Roraima foi o estado com o maior crescimento: 716.793 para 738.772, aumento de 3,07%.

Quais estados menos cresceram?

O Rio de Janeiro passou de 17.219.679 para 17.223.547 habitantes, uma alta de 0,02%. Alagoas aparece em seguida, saindo de 3.220.104 para 3.220.848 habitantes, também com 0,02% de crescimento. Já o Rio Grande do Sul variou de 11.229.915 para 11.233.263 habitantes, o que representa aumento de 0,03%.

Confira a população de todos os estados, segundo o IBGE, em ordem decrescente:

  1. São Paulo — 46.081.801
  2. Minas Gerais — 21.393.441
  3. Rio de Janeiro — 17.223.547
  4. Bahia — 14.870.907
  5. Paraná — 11.890.517
  6. Rio Grande do Sul — 11.233.263
  7. Pernambuco — 9.562.007
  8. Ceará — 9.268.836
  9. Pará — 8.711.196
  10. Santa Catarina — 8.187.029
  11. Goiás — 7.423.629
  12. Maranhão — 7.018.211
  13. Paraíba — 4.164.468
  14. Amazonas — 4.321.616
  15. Espírito Santo — 4.126.854
  16. Mato Grosso — 3.893.659
  17. Rio Grande do Norte — 3.455.236
  18. Piauí — 3.384.547
  19. Mato Grosso do Sul — 2.924.631
  20. Distrito Federal — 2.996.899
  21. Sergipe — 2.299.425
  22. Rondônia — 1.751.950
  23. Tocantins — 1.586.859
  24. Acre — 884.372
  25. Amapá — 806.517
  26. Roraima — 738.772

Vale ressaltar que as estimativas do IBGE englobam indicadores como taxas de nascimento e mortalidade e são diferentes do Censo, que trata-se de uma contagem de pessoas e domicílios. As informações são usadas como referência para indicadores sociais, econômicos e demográficos.

O instituto ainda envia os dados para o Tribunal de Contas da União (TCU), que os utiliza para calcular fundos de participações de estados e municípios.

Entidades sem fins lucrativos de todo o país podem contratar mais de 21,2 mil novas moradias pelo Minha Casa, Minha Vida

Mais de 21,2 mil novas moradias já podem enviar propostas à Caixa Econômica Federal e solicitar a contratação das unidades por meio do Minha Casa, Minha Vida – Entidades. O cadastro e a lista de documentos necessários para a apresentação destas propostas constam na Portaria MCid Nº 927/2025, publicada em edição extra do Diário Oficial da União.

O texto regulamenta o processo de seleção e estabelece a meta de contratação do Minha Casa, Minha Vida – Entidades para 2025. As moradias serão construídas em áreas urbanas, com recursos do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS). Podem participar entidades habilitadas sem fins lucrativos de todo o país.

Poderão ser apresentadas propostas para as seguintes modalidades:

  • Aquisição de terreno e elaboração de projeto de unidades novas;
  • Elaboração de projeto de unidades novas;
  • Produção de unidades novas;
  • Aquisição de imóvel e elaboração de projeto de unidades requalificadas;
  • Elaboração de projeto de unidades requalificadas; e
  • Produção de unidades requalificadas.

Critérios

A seleção das propostas observa critérios territoriais, sociais e de projeto. Tais critérios guardam consonância com as prioridades de atendimento constantes na Lei Nº 14.620/2023. Serão priorizadas propostas em imóveis disponibilizados pela Secretaria de Patrimônio da União (SPU).

O Governo Federal, por meio do Ministério das Cidades (MCid), vai proceder com seleção das propostas, de acordo com a ordem de hierarquização, até o limite da meta. Caso esta meta não seja alcançada por inexistência de proposta enquadrada, a pasta poderá realizar o remanejamento da meta com vistas a contemplar propostas enquadradas e não selecionadas.

Governo vai lançar nova seleção para o MCMV com 50 mil moradias

Casas do programa Minha Casa, Minha Vida — Foto: Divulgação

Valor

O governo federal vai lançar uma nova seleção para o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), voltada às modalidades Entidades e Rural. A informação foi confirmada nesta sexta-feira pelo ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, durante a cerimônia de entrega de 1.876 unidades habitacionais do programa, no Palácio do Planalto.

De acordo com o ministro das Cidades, a nova etapa será lançada no dia 20 de agosto. “Serão 20 mil unidades para o Minha Casa, Minha Vida Entidades e 30 mil novas unidades para o Minha Casa, Minha Vida Rural”, afirmou.

Além disso, segundo Barbalho Filho, na próxima sexta-feira (08), o governo vai divulgar o resultado da seleção do MCMV para os municípios com menos de 50 mil habitantes. “Vamos divulgar o resultado da nossa seleção na próxima sexta-feira e anunciar 30 mil novas casas. Apenas hoje, presidente [Lula], estamos anunciando mais 80 mil unidades habitacionais do MCMV”, disse.

Após os anúncios, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Brasil afirmou que o Brasil será uma nação verdadeiramente soberana quando o povo estiver com estabilidade, moradia e dignidade. Segundo ele, esse é um compromisso do seu governo, que ainda tem muita coisa para fazer nesse sentido.

“A gente só vai ser uma nação forte e soberana de verdade quando o nosso povo for soberano, quando tiver estabilidade, emprego, salário e uma casa”, disse. “Por isso é que eu tenho compromisso com o Minha Casa, Minha Vida. Não é nem um programa de governo, é quase que uma profissão de fé. Todo mundo tem o direito de ter uma casa. Isso está na Constituição”, completou o presidente da República.

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Habitação entra no cálculo eleitoral e traz impactos para o Recife e Pernambuco

Miva Filho

A distinção das forças políticas no comando do Estado de Pernambuco e do Recife tem gerado um fato curioso no que diz respeito às ações habitacionais que envolvem a capital e os demais municípios do Estado. Com a perspectiva política de um embate entre o prefeito recifense, João Campos, e a governadora pernambucana, Raquel Lyra, pelo Palácio do Campo das Princesas em 2026, o ano pré-eleitoral já tem sido marcado pelo avanço das ações estaduais sobre a região metropolitana e o Recife, assim como a aceleração de anúncios do programa habitacional do Poder Executivo municipal, numa flagrante disputa pelo protagonismo numa área que, de fato, demanda total atenção e iniciativas por parte do poder público.

Pro-Morar X Morar Bem

No que diz respeito à atuação do Recife, o grande guarda-chuva das ações é o programa ProMorar, que justificou o empréstimo de 260 milhões de dólares, o equivalente a cerca de R$ 1,3 bilhão junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), nas frentes de Urbanização Integrada, Infraestrutura Resiliente e Inovação na política urbana e habitacional e enfrentamentos aos riscos climáticos. A última frente engloba as medidas especificamente voltadas a alternativas de acesso a habitações, esforço que tem sido redobrado pela gestão municipal neste ano de 2025, embora já estejam previstas em lei desde 2021.

O fluxo da operação de crédito do BID é baseado no cronograma de execução das obras desenhadas pelo ProMorar e o BID. O prazo para a realização das obras é de seis anos (envolvendo também as demais frentes, como obras em áreas de risco e ações de infraestrutura). O pagamento, por parte da prefeitura, é previsto para um prazo de 23 anos e meio.

Acentuando-se o que corresponde a alternativas de habitabilidade na cidade, apenas neste ano de 2025 algumas medidas mais robustas estão “indo às ruas” e começando a atrair a atenção da população.

Na semana passada, a gestão municipal anunciou a abertura de inscrições para o seu primeiro programa de locação social – embora ainda mantenha na promessa um programa de subsídios de aluguel em Parceria Público-Privada -. Prevendo pagar até R$ 600 da parcela mensal do aluguel de até R$ 100 de famílias que recebem até três salários, a medida só tem previsão de gasto para os primeiros 12 meses – R$ 2 milhões, sem contar ainda com algum número de oferta dos imóveis e tendo como perspectiva alcançar 1,2 mil famílias durante quatro anos, cujo gasto per capita é variável.

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Caixa oferece mais de 450 imóveis em leilões com lance a partir de R$ 31 mil

A Caixa Econômica Federal disponibilizou 458 imóveis que serão comercializados em leilões marcados para o dia 24 de julho. A Fidalgo Leilões será a parceira do banco responsável por conduzir os certames.

Entre os imóveis leiloados há casas, apartamentos, salas comerciais, galpões e terrenos.

Nos lotes disponibilizados pela Caixa, há uma terreno de 125 m² em terreno com área de 255 m², localizado na cidade de Álvares Machado (SP), com valor de venda a partir de R$ 31,3 mil.

Outro imóvel de destaque é uma terreno de 384 m², em terreno de 6,3 mil m², localizado no bairro de Barrocas, em Mossoró (RN). O lance inicial é de R$ 2,3 milhões.

Cada lote tem suas próprias condições de pagamento, que podem ser encontradas na página do imóvel desejado. A lista completa de imóveis está disponível no site da Fidalgo Leilões.

Quem deseja participar, deve estar cadastrado previamente no site da Fidalgo Leilões. O cadastro é feito por este link.

Cuidados antes de um leilão

Por conta desta estrutura de competitividade pelo lance mais alto, é importante estabelecer previamente um limite máximo para o quanto você pode gastar no leilão. Assim, você reduz os riscos de se empolgar e oferecer um valor maior do que pode de fato arcar. Lances feitos e não pagos podem ocasionar multas e outras punições.

Busque também conhecer a reputação da casa de leilões para não cair em golpes, principalmente ao se tratar de leilões online. No caso dos certames de imóveis, analise previamente todas as informações disponíveis.

Serviço

  • Leilão de imóveis – Fidalgo Leilões e Caixa Econômica Federal
  • Data e hora:  21 e 24 de julho
  • Quantidade de imóveis: Pelo menos 458
  • Lances: a partir de R$ 31,3 mil
  • Local: Online, site oficial da Fidalgo Leilões.
  • Página do leilão com todos os imóveis: Clique aqui

Quixaba, no Sertão, aparece como um dos município mais bem avaliados em qualidade de vida em Pernambuco

A qualidade de vida em Recife é impactada por problemas persistentes como saneamento básico deficiente, insegurança, desigualdade social e dificuldade de acesso a serviços públicos essenciais. A Comunidade do Caranguejo, em meio aos manguezais da cidade, exemplifica a realidade de muitas áreas urbanas que convivem com a precariedade.

O IPS avalia a qualidade de vida com base em três grandes dimensões: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-Estar e Oportunidades. Esses pilares são formados por indicadores como acesso à moradia digna, segurança, educação, saúde, liberdade individual e inclusão social. A proposta do índice é medir o quanto a população realmente sente os benefícios do desenvolvimento, indo além de infraestrutura e investimentos financeiros.

Mesmo entre os municípios pernambucanos, Recife não lidera: Quixaba, no Sertão, aparece como o mais bem avaliado, com média 64. A cidade de apenas 6.755 habitantes se destacou especialmente na escolarização de crianças entre 6 e 14 anos, com índice de 99,2%, segundo o IBGE.

Para o urbanista Marcos Andrade, Recife estar entre as últimas em qualidade de vida no Nordeste “é um reflexo direto do abandono histórico das áreas periféricas e da falta de políticas públicas que priorizem a equidade e o bem-estar real das pessoas”.

A baixa colocação no ranking reforça a necessidade urgente de investimentos estruturais, planejamento urbano com foco social e políticas que promovam qualidade de vida de forma integrada. Enquanto isso, cidades como João Pessoa (67), Teresina (65,76) e Aracaju (65,73) mostram que é possível melhorar os indicadores com estratégias mais eficazes.

A qualidade de vida em Recife segue como um desafio urgente para a gestão pública e a sociedade civil, que precisa pressionar por soluções que coloquem o ser humano no centro do desenvolvimento.

Pernambuco registra aumento de 155% no número de estrangeiros residentes

Dados do Censo Demográfico 2022, divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam uma nova dinâmica populacional em Pernambuco. Entre 2018 e 2022, o estado viu um crescimento de 155% no número de residentes nascidos em outros países, passando de 1.036 para 2.642 pessoas.

Esse aumento marca uma ruptura com a tendência de estabilidade observada desde o Censo de 1991. Historicamente, a presença de estrangeiros no Estado se mantinha em patamares semelhantes, mas os dados mais recentes apontam para uma nova fase de atração de imigrantes internacionais.

São Paulo se torna a principal origem da imigração interna, superando a Paraíba

As mudanças não se limitam à imigração internacional. O Censo 2022 também aponta uma inversão na origem da migração interna para Pernambuco. A população nascida em São Paulo e que reside em Pernambuco saltou de 102.188 em 2010 para 134.455 em 2022, ultrapassando o número de paraibanos residentes no estado.

A presença de paraibanos, que historicamente era a maior entre os vizinhos, teve uma leve queda no período, passando de 130.017 para 127.041. Essa mudança no ranking de origem de migrantes internos reflete uma nova configuração dos fluxos populacionais no Brasil.

Mulheres em Pernambuco têm menos filhos e adiam a maternidade, confirma Censo 2022

Os dados sobre fecundidade do Censo Demográfico 2022 confirmam uma tendência já esperada: as mulheres pernambucanas estão tendo menos filhos e adiando a maternidade. A pesquisa, divulgada hoje pelo IBGE, também mostra um aumento significativo na proporção de mulheres que chegam ao final da idade reprodutiva sem ter filhos.

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Aluguel sobe duas vezes mais que inflação e coloca o Recife como a cidade mais cara do Nordeste

Nos cinco primeiros meses de 2025, o Índice FipeZAP acumulou uma alta de 5,13%, superando o IPCA/IBGE (+2,75%) e o IGP-M/FGV (+0,74%). De acordo com os últimos resultados em maio de 2025 foi registrado um aumento médio de 0,59% nos preços de locação residencial em 36 cidades brasileiras. Este resultado representa uma desaceleração em relação aos meses anteriores, interrompendo uma tendência de alta, mas ainda mantém o índice acima da inflação. No mesmo período, o IPCA/IBGE registrou uma inflação de 0,26%, e o IGP-M/FGV uma queda média de -0,49%. Das 36 cidades monitoradas, 28 mostraram aumento nos preços, incluindo 16 das 22 capitais.

Os imóveis com um dormitório apresentaram a maior valorização (+0,85%), enquanto as unidades com quatro ou mais dormitórios tiveram uma leve queda de -0,01%.

O preço médio de locação em maio de 2025 foi de R$ 48,96/m². Os imóveis com um dormitório apresentaram o maior valor médio (R$ 66,14/m²), enquanto os de três dormitórios tiveram o menor (R$ 41,70/m²). Entre as capitais, São Paulo teve o preço médio mais elevado (R$ 60,96/m²).

Aluguel no Recife em alta

Nos últimos 12 meses, o Recife teve uma variação de 13,64% no preço cobrado pelo aluguel residencial. Em 2025, a alta acumulada é de +4,66%. Ao passo que no último mês de maio o avanço foi de +0,50%. A cidade é a terceira no País com maior rentabilidade do aluguel: 8,26% a.a.

O preço do metro quadrado, no entanto, mantém a capital pernambucana como a mais cara do Nordeste no quesito aluguel. Comparando-se os resultados entre as 22 capitais, São Paulo (SP) apresentou o preço médio mais elevado (R$ 60,96/m²), sendo seguida por Belém (R$ 58,24/m²); Florianópolis (R$ 58,11/m²); Recife (R$ 58,03/m²); São Luís (R$ 54,01/m²); Rio de Janeiro (R$ 52,99/m²); Maceió (R$ 52,41/m²); Manaus (R$ 50,70/m²); Vitória (R$ 48,68/m²); Salvador (R$ 48,37/m²); Brasília (R$ 46,76/m²); Belo Horizonte (R$ 46,36/m²); João Pessoa (R$ 44,59/m²); Curitiba (R$ 44,25/m²); Cuiabá (R$ 43,27/m²); Porto Alegre (R$ 41,82/m²); Goiânia (R$ 41,24/m²); Natal (R$ 39,21/m²); Campo Grande (R$ 37,24/m²); Fortaleza (R$ 35,17/m²); Aracaju (R$ 26,26/m²); e Teresina (R$ 23,65/m²).

Preços por bairros

  • Pina – R$ 70,5 /m²
  • Parnamirim – R$ 63,2 /m²
  • Boa Viagem – R$ 62,4 /m²
  • Espinheiro – R$ 56,9 /m²
  • Santo Amaro – R$ 56,2 /m²
  • Tamarineira – R$ 54,8 /m²
  • Graças – R$ 53,8 /m²
  • Madalena – R$ 53,7 /m²
  • Casa Amarela – R$ 51,6 /m²
  • Cordeiro – R$ 30,1 /m²

Com mais Minha Casa, Minha Vida, Recife amplia em quase 100% lançamento de imóveis

O mercado imobiliário do Recife e da Região Metropolitana está sendo impulsionado significativamente pela habitação de interesse social. O segmento tem sido o principal motor de crescimento, conforme aponta estudo conduzido pela Brain Inteligência, encomendado pela Associação de Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco, divulgado durante a edição 2025 do Conexão Ademi-PE. A diferença deste início de ano é que a capital pernambucana tem conseguido ofertar mais unidades enquadradas no programa Minha Casa, Minha Vida, diversificando e ampliando a oferta de unidades residenciais.

O levantamento revelou um cenário de aquecimento no mercado local, impulsionado principalmente pelo segmento de interesse social. Os imóveis enquadrados nas regras do programa Minha Casa Minha Vida continuam a dominar as ofertas, representando 53,7% das unidades verticais lançadas no trimestre na Região Metropolitana do Recife (RMR).

Lançamentos de médio padrão vêm na sequência, com 33,0%, enquanto os compactos respondem por 12,2%. O mercado de luxo, embora com números positivos, ainda representa uma parcela menor, com 1,1% das unidades lançadas.

Crescimento expressivo no Recife

A análise da Brain Inteligência aponta para um aumento acentuado no total de lançamentos no primeiro trimestre deste ano. O Recife foi responsável por 993 unidades verticais, um crescimento notável de 92,4% em relação ao mesmo período de 2024, quando a capital pernambucana registrou 516 lançamentos. Em contrapartida, os imóveis lançados na Região Metropolitana tiveram um aumento de 61,3%, com 874 unidades lançadas em comparação às 542 do primeiro trimestre do ano anterior.

Essa disparidade entre a capital e a RMR se torna ainda mais evidente ao analisar o número de empreendimentos. No primeiro trimestre de 2025, a Região Metropolitana recebeu apenas três lançamentos de empreendimentos, uma queda de 72,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Já o Recife, com nove empreendimentos lançados no trimestre, apresentou uma alta de 28,6% em comparação com os lançamentos na capital no mesmo período de 2024.

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Governo de Pernambuco injeta recursos para atrair habitação popular ao Centro do Recife

Governo de Pernambuco anunciou novas medidas para atrair mercado imobiliário a construir habitação popular no Centro do Recife

O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), anunciou novas medidas para atrair o mercado imobiliário a construir habitação popular na área central do Recife.

Uma das iniciativas é a instrução normativa que autoriza o repasse adicional de R$ 20 mil por unidade habitacional em empreendimentos do programa Minha Casa Minha Vida (FAR) no Recife, a partir de recursos do programa estadual Morar Bem Pernambuco.

“Se o FAR só paga até um certo valor e a conta não fecha, o Estado entra com R$ 20 mil por unidade. O recado é claro: construa no Recife, que a gente apoia. O Estado está fazendo sua parte”, explica a secretária estadual de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Simone Nunes.

Na modalidade Entrada Garantida, a gestão estadual anunciou a elevação do teto para até R$ 255 mil na capital pernambucana, acompanhando o novo valor de referência do Minha Casa Minha Vida Faixa 2.

Agora, famílias com renda de até dois salários mínimos continuam aptas a receber R$ 20 mil de entrada, podendo acumular esse valor aos subsídios federais de até R$ 55 mil.

De acordo com o Governo de Pernambuco, as mudanças são viabilizadas por orçamento já disponível: R$ 1 bilhão do Morar Bem PE, garantido até 2027 no Plano Plurianual (PPA), com R$ 332 milhões aplicados anualmente e R$ 222 milhões investidos na modalidade Entrada Garantida desde 2023.

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TJPE abre a Semana do Solo Seguro nesta segunda-feira. Serão entregues 5 mil títulos de propriedades de imóveis

Evento que tem o objetivo de promover debates e ações para a regularização fundiária, a Semana do Solo Seguro – Favelas e Núcleos Urbanos acontecerá de 9 a 15 de junho. A Semana é promovida pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) em todo o Estado, seguindo as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A abertura acontecerá no TJPE, nesta segunda-feira (09), às 9h, no Salão Nobre do Palácio da Justiça. Estarão presentes o presidente do TJPE, desembargador Ricardo Paes Barreto, o corregedor-geral da Justiça, desembargador Francisco Bandeira de Mello. Também deverão comparecer representantes dos municípios de Pernambuco, do Governo estadual e das várias entidades parceiras.

A previsão é que durante a Semana sejam entregues cerca de 5 mil títulos de propriedades às famílias pernambucanas através do Programa Moradia Legal, do TJPE. As famílias contempladas com o título são moradoras das cidades de Água Preta, Angelim, Arcoverde, Belo Jardim, Cabrobó, Cupira, Exu, Granito, Iati, Jaboatão dos Guararapes, Lagoa Grande, Moreno, Olinda, Panelas, Paudalho, Passira, Petrolina, Recife (Prado), Serra Talhada e São Lourenço da Mata.

De acordo com as estatísticas do Núcleo de Regularização e Demandas Judiciais Fundiárias (NUREF – Moradia Legal), a meta é alcançar a marca de 40 mil títulos entregues até o final deste ano. Também estarão presentes representantes dos municípios de Pernambuco e do Governo estadual.