Polícia Federal investiga fraude de até R$ 10 bilhões no Seguro-Defeso

Mesa de madeira com um rifle, uma pistola, caixas de munição, binóculos, um estojo verde e um notebook, ao lado de um agente com colete preto e letras PF em amarelo

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (28), uma operação contra uma organização criminosa suspeita de desviar valores bilionários do Seguro-Defeso. O benefício é pago pelo governo federal a pescadores de pequeno porte durante os períodos de reprodução dos peixes, quando a pesca é proibida pela lei ambiental.

A operação ocorre no Maranhão, estado que concentra a segunda maior quantidade de beneficiários do Seguro-Defeso em todo o país, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, a ação cumpre 35 mandados de busca e apreensão e 17 medidas cautelares, mobilizando 160 agentes em dezesseis municípios maranhenses.

Conforme a PF, a investigação encontrou indícios de desvios de até 10 bilhões de reais ao longo de cinco anos do Seguro-Defeso, por meio do cadastro fraudulento de beneficiários com informações falsas nos sistemas do governo federal. Dois servidores públicos foram afastados do cargo pela Justiça, sob suspeita de integrar o esquema criminoso.

Além de celulares e documentos relacionados aos suspeitos, a operação apreendeu veículos de luxo e armas com alto poder de fogo. Segundo a Polícia, os crimes a que os investigados poderão responder incluem organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e inserção de dados falsos em sistemas públicos.

PF faz operação contra suspeito que destruiu provas de corrupção na Prefeitura do Recife

Operação da PF investiga esquema de corrupção na Prefeitura do Recife

Metrópoles

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (21), a Operação Check-out para investigar suspeitos de destruir provas e obstruir as investigações da Operação Check-in, deflagrada em junho, que apura um esquema de corrupção de servidores públicos, desvio de recursos e fraudes em contratos da Prefeitura do Recife.

Durante a ação desta quarta-feira, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva nos municípios pernambucanos do Recife e de Ipojuca. Um dos suspeitos, no entanto, não foi localizado. Segundo a PF, as diligências continuam para encontrá-lo e cumprir a ordem judicial.

Operação Check-in

A Operação Check-in foi deflagrada pela PF e pela Controladoria-Geral da União (CGU) para investigar uma organização criminosa suspeita de envolvimento em corrupção de servidores públicos, desvio de recursos públicos e fraudes em licitações e contratos firmados com a Prefeitura do Recife.

Segundo a corporação, a investigação começou após a apreensão de canhotos de cheques durante outra operação, denominada Firenze. O material apontou indícios de pagamento de vantagem indevida a um agente público do alto escalão da Prefeitura do Recife por uma empresa contratada pelo município. O nome e o cargo do servidor não foram divulgados à época.

As suspeitas envolvem contratos de terceirização de mão de obra em 2020. Naquele ano, a empresa investigada recebeu R$ 25,8 milhões da prefeitura, dos quais aproximadamente R$ 17 milhões foram custeados com recursos federais.

Polícia Federal deve intimar Lulinha após concluir análise de mensagens com lobista

A Polícia Federal (PF) deve intimar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para depor sobre o suposto tráfico de influência dele no governo federal. Ele é o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A intimação para interrogatório, no entanto, só deve ocorrer após a equipe da PF analisar todo o material encontrado no celular da empresária e lobista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, também investigada no caso.

A PF trabalha com um esboço de cronograma sobre o caso. O ponto de partida será a análise do vasto material de mensagens trocadas desde 2023 e, depois, as oitivas com os investigados. Medidas judiciais antes do interrogatório, porém, não estão descartadas.

As mensagens entre Lulinha e Roberta Luchsinger analisadas pela PF mencionam a realização de reuniões de negócios. A partir desses diálogos, a PF pediu e o STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou inquérito que apura o suposto tráfico de influência de um grupo no governo federal.

Em uma troca de mensagens com Roberta, em 22 de março de 2024, Lulinha menciona que participa de reuniões com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, então chefe de gabinete de Lula, e o então secretário-executivo do Ministério da Saúde, Swedenberger Barbosa, conhecido como Berger.

A PF apura se Lulinha teria exercido tráfico de influência no governo federal em favor de empresas parceiras dele. Uma das investigações mira a suposta atuação junto ao Ministério da Saúde em negociações ligadas ao processo de autorização para comercialização de produtos à base de cannabis.

Roberta Luchsinger é investigada por usar a proximidade com o filho do presidente para o acesso ao governo. Ela trabalhou com Antonio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e é suspeita de fazer o meio de campo de pagamentos mensais para Lulinha.

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Dinheiro vivo em carro de campanha vira alvo de operação da PF em Pernambuco

Agentes da Polícia Federal

A Polícia Federal deu início à Operação Voto Lacrado nesta terça-feira (11), para apurar crimes de corrupção eleitoral ocorridos no pleito de 2024, no estado de Pernambuco. O inquérito foi aberto após a descoberta de R$ 100 mil em dinheiro vivo e materiais de campanha dentro de um veículo, o que levantou suspeitas dos investigadores.

Sob ordens da Justiça Eleitoral, agentes federais cumprem mandados de busca e apreensão em residências e escritórios nas cidades de Garanhuns e Tupanatinga, no Agreste pernambucano, além de Petrolina, no Sertão do estado. O objetivo central da diligência é identificar a origem do dinheiro e os beneficiários da prática ilícita por meio da coleta de provas documentais e eletrônicas.

De acordo com a PF, a ação visa garantir a integridade do processo democrático e punir o uso irregular de recursos financeiros em campanhas municipais.

Polícia Federal pede abertura de novo inquérito contra Lulinha no STF

Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha

A Polícia Federal (PF) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um terceiro inquérito por suspeita de tráfico de influência praticado pelo empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

Na semana passada, o ministro André Mendonça já tinha determinado a abertura de duas investigações envolvendo essa suspeita, mas em contextos diferentes.

Essa terceira solicitação, no entanto, foi enviada para o gabinete de outro magistrado. Ainda não houve decisão.

A PF tem adotado a estratégia de pedir a livre distribuição, por sorteio, dessas novas apurações, apesar de os indícios terem surgido na investigação sobre fraudes no INSS, relatada por Mendonça.

A defesa de Lulinha nega irregularidades e afirma que o empresário é vítima de “pesca probatória”.

Como funcionava esquema que desviou R$ 45 milhões de clientes da Caixa, segundo a PF

Sede da Caixa Econômica Federal

A Polícia Federal foi às ruas nesta terça-feira (21), para aprofundar uma investigação sobre um esquema que teria desviado cerca de R$ 45 milhões de correntistas e beneficiários da Caixa Econômica Federal.

Uma força-tarefa de 120 policiais federais cumpriram 25 mandados de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro, Duque de Caxias (RJ), Nova Iguaçu (RJ), Niterói (RJ), Cabo Frio (RJ), Indaiatuba (SP) e Salto (SP).

A ofensiva, batizada de Operação Infiltrados, teve na mira inclusive servidores públicos que, de acordo com a PF, seriam responsáveis por vazar informações privilegiadas. O esquema funcionou por meio do acesso a dados sigilosos, segundo as primeiras informações reunidas pelos investigadores. O dinheiro era desviado por meio de fraudes digitais.

O grupo também teria conexão com contraventores. A Polícia Federal suspeita que os bicheiros facilitaram a corrupção de servidores públicos e a contratação de advogados para blindar o esquema de eventuais investigações.

Os envolvidos podem responder por organização criminosa, obstrução de justiça e violação de sigilo funcional.

A Caixa informou que colabora com a investigação e “monitora ininterruptamente seus produtos, serviços e transações bancárias para identificar e investigar casos suspeitos”. “Adicionalmente, a Caixa esclarece que possui estratégia, políticas e procedimentos de segurança para a proteção dos dados e operações de seus clientes e dispõe de tecnologias e equipes especializadas para garantir segurança aos seus processos e canais de atendimento”, diz a manifestação.

PF já trabalha em nova leva de indiciamentos no escândalo das fraudes do INSS

Fachada de agência de atendimento do INSS

A Polícia Federal indiciou nesta semana uma primeira leva de 48 investigados por envolvimento nas fraudes bilionárias do INSS.

Na lista, estão figuras como o ex-presidente do órgão Alessandro Stefanutto, o ex-procurador-geral do órgão Virgílio de Oliveira Filho, o ex-diretor de benefícios André Fidelis e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado nas investigações como cabeça do esquema que roubou milhões de aposentados no país.

Relatadas pelo ministro André Mendonça, as investigações continuam e devem produzir, já nas próximas semanas, novas levas de indiciamentos.

Na primeira lista, a PF citou crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva e ativa.

Quem é Nelson Wilians, advogado alvo de operação sobre fraude bilionária de ICMS

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Folha de S.Paulo

Enquanto boa parte dos grandes advogados prefere atuar longe dos holofotes, Nelson Wilians escolheu o caminho oposto. Transformou a própria rotina em conteúdo para milhões de seguidores nas redes sociais, exibe viagens em jatos e helicópteros, promove festas para milhares de convidados e construiu uma marca que leva seu nome em todas as unidades do escritório espalhadas pelo país.

Nesta quarta-feira (15), porém, a exposição ganhou um novo foco. O fundador do Nelson Wilians Advogados (NWADV), uma das maiores bancas empresariais do Brasil, tornou-se alvo da Operação Distrato, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo, pela Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo (Sefaz-SP) e pela Procuradoria-Geral do Estado para investigar um suposto esquema de comercialização de créditos irregulares de ICMS cujo montante de sonegação chega a R$ 3,8 bilhões.

Segundo a investigação, escritórios de advocacia e consultorias ofereciam a empresas um atalho para reduzir o ICMS a pagar.

Os créditos tributários, sem autorização do Fisco e sem lastro econômico, eram apresentados como parte de um planejamento tributário legítimo e lançados na escrituração fiscal das empresas. Em troca, os intermediários recebiam honorários que chegavam a 70% do valor do crédito utilizado. A Fazenda paulista afirma ter autuado 752 empresas envolvidas no esquema.

Wilians não foi denunciado nem condenado. A operação está na fase de cumprimento de mandados de busca e apreensão, e todos os investigados têm direito ao contraditório e à ampla defesa.

Procurado por telefone e WhatsApp, Nelson Wilians ainda não se manifestou sobre as acusações.

É a segunda investigação de grande repercussão a atingir o advogado em menos de um ano. Em setembro de 2025, ele também foi alvo de uma operação da Polícia Federal que apura um suposto esquema de fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Na época, na casa dele foram apreendidas esculturas e obras de arte. Entre as obras, estava um quadro de Di Cavalcanti, datado de 1971. Ele negou participação no esquema.

A trajetória de Wilians contrasta com a imagem que hoje projeta. Filho de agricultores de Jaguapitã, cidade de cerca de 13 mil habitantes no norte do Paraná, ele conta que ouviu do pai, ainda jovem, uma frase que nunca esqueceu: “De você, só espero o pior”. Em entrevista à Folha de S.Paulo em fevereiro do ano passado, disse que a declaração se transformou em combustível para provar que seria bem-sucedido.

Formado em direito pela Instituição Toledo de Ensino (ITE), em Bauru, fundou o escritório em 1999 e apostou em um modelo pouco comum na advocacia brasileira: crescer por escala. Hoje, segundo o próprio NWADV, a banca está presente em todos os estados e reúne mais de mil advogados.

Wilians afirmou administrar cerca de 450 mil processos e participar de cerca de 3.000 audiências por mês.

Mas foi fora dos tribunais que ele se tornou um personagem conhecido. Em vídeos produzidos com qualidade cinematográfica, mostra a rotina na mansão onde vive, os deslocamentos em aeronaves particulares, encontros com clientes e eventos promovidos pelo escritório. Seu nome aparece dos brindes distribuídos aos visitantes a um personagem inspirado nele, o “Dr. Nelsinho”, criado pela cartunista Laerte.

No escritório que ocupa um dos sete andares que possui em prédio no Brooklyn, zona sul de São Paulo, a televisão da recepção exibe vídeos sobre sua própria rotina.

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Polícia Federal prepara envio ao STF de conclusões sobre as fraudes no INSS e o Caso Master

Carta Capital

A Polícia Federal se prepara para entregar à Justiça as primeiras conclusões sobre duas das investigações mais rumorosas da atualidade: os descontos indevidos nas aposentadorias pagas pelo INSS e os crimes financeiros do finado Banco Master. O relatório inicial sobre o caso do INSS ficará pronto neste mês. Sobre o Master, “muito em breve”.

As informações são do diretor da PF para Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção, Dennis Cali. Ele participou nesta sexta-feira (03), de um café da manhã com jornalistas ao lado do chefe da corporação, Andrei Rodrigues.

No caso do INSS, a principal hipótese criminal da polícia é que houve “desconto associativo não autorizado” em cima das aposentadorias. Recorde-se o enredo revelado pela chamada Operação Sem Desconto: diversas entidades mordiam uma fatia dos benefícios previdenciários pagos a aposentados sem que essa pessoas soubessem. A justificativa da mordida era cobrar contribuição de sócio. Para a engrenagem criminosa funcionar, gente de dentro do INSS participava.

A hipótese criminal da PF não exclui a ocorrência de outros ilícitos descobertos ao longo das apurações. Por isso, o inquérito vai continuar.

O relatório a ser finalizado neste mês será enviado ao juiz André Mendonça, condutor do caso do INSS no Supremo Tribunal Federal.

Nos últimos dias, circularam notícias de que a investigação sofreria uma espécie de moratória durante a eleição, em especial a parte referente a Fabio Luis da Silva, filho do presidente Lula. Segundo essas notícias, a PF teria alegado não dispor de recursos humanos suficientes para apressar a análise de todo o material apreendido.

“Esse tipo de abordagem, sim, é para fins eleitoreiros, não condiz com a realidade”, declarou o diretor-executivo da PF, William Murad, também presente ao café da manhã. Segundo ele, a Operação Sem Desconto é aquela que conta com mais delegados e analistas na corporação. A apuração já teve nove batidas de rua, levou 27 pessoas à prisão e já analisou 40% do material apreendido.

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PF faz operação em cinco estados para investigar uso irregular de emendas Pix

Operação da PF sobre emendas Pix - 1

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira, a Operação Acesso Negado para apurar possíveis irregularidades na aplicação de recursos públicos federais transferidos aos municípios de Iracema (RR) e São Luiz do Anauá (RR), por meio de emendas parlamentares individuais na modalidade transferência especial, conhecidas como “Emendas Pix”.

Os agentes cumprem 41 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados de Roraima, Bahia, São Paulo e Tocantins.

Segundo a PF, as apurações tiveram origem em auditorias realizadas pela Controladoria-Geral da União (CGU), determinadas pelo STF, “que identificaram indícios de irregularidades relacionadas ao planejamento, à execução, à fiscalização e à transparência na aplicação dos recursos públicos recebidos pelos municípios investigados”.

Entre os crimes investigados estão fraude em licitações e contratos administrativos, peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e outros delitos que venham a ser identificados ao longo da investigação.

As investigações ocorrem dentro da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), nº 7.688/DF que apura irregularidades no uso de emendas parlamentares e que é relatado pelo ministro Flávio Dino.

São Luiz do Anauá já havia citada durante as investigações como um município com sérias suspeitas de uso irregular de verbas, menor município de Roraima, com cerca de 7.000 habitantes, recebeu mais de 103 milhões de reais em emendas entre 2021 e 2024.

Record minimiza operação contra Digimais e fala sobre ação da PF por 33 segundos

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O assunto foi ignorado por dois dos três principais telejornais da rede. Tanto o Fala Brasil, matinal comandado por Paloma Poeta e Luiz Fara Monteiro, quanto o Jornal da Record 24 Horas, ancorado por Christina Lemos, não mencionaram a ação policial.

O matinal, no entanto, noticiou com destaque de dois minutos e meio, uma operação de combate a canetas emagrecedoras falsas em São Paulo.

A única exceção foi o Jornal da Record. Durante 33 segundos, os apresentadores Eduardo Ribeiro e Mariana Godoy leram uma nota na qual o Digimais afirma ser transparente e que “permanece à disposição para colaborar com as autoridades”.

A coluna apurou que a leitura do texto foi autorizada pela ala presidencial da emissora apenas no final da tarde de terça-feira (23), após o setor de jornalismo defender a necessidade de um posicionamento da instituição financeira no noticiário noturno.

Em contrapartida, as concorrentes dedicaram um tempo significativamente maior ao caso. Enquanto o SBT abordou o tema por quase três minutos, RedeTV! e Band destinaram dois minutos e meio ao assunto.

A Globo foi a emissora que mais tempo dedicou à cobertura, totalizando quatro minutos em média no Jornal Nacional, Jornal Hoje, Bom Dia Brasil e Jornal da Globo.

A Polícia Federal cumpriu nove mandados de busca e apreensão contra diretores, conselheiros e empresas ligadas ao banco na chamada Operação Miragem. A Justiça Federal em São Paulo autorizou, ainda, o bloqueio de até R$ 670 milhões em bens e a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos alvos.

Polícia Rodoviária Federal faz operação nacional pelos 18 anos da Lei Seca nesta sexta-feira

A Polícia Rodoviária Federal realiza nesta sexta-feira (19), a Operação Nacional 18 Anos da Lei Seca. A ação marca o aniversário da legislação que estabeleceu tolerância zero para motoristas que dirigem sob efeito de álcool.

Segundo a corporação, a iniciativa busca reforçar a fiscalização e conscientizar condutores sobre os riscos da combinação entre álcool e direção.

No Distrito Federal, a operação será realizada a partir das 10h na unidade operacional da PRF na BR-040, em Santa Maria. Participam do evento a diretora de Operações da PRF, Nádia Zilotti, e o coordenador-geral de Segurança Viária da corporação, Stênio Pires.

Em São Paulo, a ação também terá início às 10h e será realizada na praça de pedágio de Arujá, no km 204 da BR-116 (Rodovia Presidente Dutra).

A Lei Seca entrou em vigor em 2008, no 2º governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e endureceu as regras de trânsito ao proibir a condução de veículos por motoristas sob efeito de bebida alcoólica.

Polícia Federal vê nova delação de Daniel Vorcaro como “mais completa”

A defesa de Daniel Vorcaro apresentou à Polícia Federal (PF), e à Procuradoria-Geral da República (PGR), uma nova versão da proposta de delação premiada. A PF avalia essa nova proposta como “mais completa” do que a anterior, que havia sido formalmente rejeitada cerca de duas semanas antes.

Delegados integrantes da equipe de investigação do caso indicaram que o novo documento apresentado pelo advogado Sérgio Leonardo, da defesa de Daniel Vorcaro, contém mais nomes, mais informações, mais datas e anexos complementares em relação à proposta anterior.

A versão rejeitada havia sido criticada pela PF sob a alegação de que Vorcaro havia omitido nomes e protegido determinadas pessoas, informações que a própria corporação já havia levantado a partir da análise e perícia de um dos oito celulares apreendidos do investigado.

A nova proposta foi apresentada nesta semana e contou ainda com um adendo elaborado pela defesa, com novas informações adicionadas ao documento. De acordo com integrantes da PF ouvidos pelo analista, a corporação vê a proposta “com bons olhos” e entende que há muito a avançar no inquérito. O conteúdo inclui, entre outros elementos, referências a políticos.

Próximos passos do processo

A partir de agora, tanto a PF quanto a PGR passam a analisar o conteúdo da proposta para verificar se há elementos novos suficientes para aprovar ou rejeitar mais uma vez a delação premiada.

Se trata de uma proposta, caso a PF reconheça a existência de novas informações e elementos, será iniciada uma nova fase, com depoimentos e checagem dos fatos apresentados por Daniel Vorcaro.

Todo o processo deverá ser posteriormente levado ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde o ministro André Mendonça atua como relator do caso, para que seja decidida a homologação ou não da delação premiada.

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Polícia Federal investiga supostas fraudes em licitação na Prefeitura do Recife

Contratos celebrados com a Prefeitura da Cidade do Recife são alvo de investigação da Polícia Federal. A Operação Check-in, deflagrada na manhã de hoje (02) tem o objetivo de reprimir a atuação de organização criminosa especializada na prática de corrupção de servidores públicos, desvio de recursos públicos e fraudes licitatórias em contratos celebrados com a PCR. A operação conta com apoio da Controladoria-Geral da União.

As investigações foram iniciadas esse ano após a apreensão de canhotos de cheques na Operação Firenze, que apontavam para o pagamento de vantagem indevida a agente público do alto escalão da PCR por parte de empresa contratada pelo município. Os desvios teriam ocorrido em contratos de terceirização de mão de obra, no exercício de 2020.

Os valores repassados pela prefeitura da capital pernambucana à empresa investigada, em 2020, somaram cerca de R$ 25,8 milhões. Deste total, aproximadamente R$ 17 milhões foram custeados com recursos federais.

A empresa investigada já mantinha relação contratual com a PCR em exercícios anteriores ao de 2020, o que levanta a possibilidade de o prejuízo ao erário ser ainda mais robusto.

Ao todo, 32 policiais federais e dois auditores da CGU dão cumprimento a oito mandados de busca e apreensão nos municípios de Recife, Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho.

Os crimes investigados são de Corrupção Passiva (art. 317 do Código Penal), Corrupção ativa (art. 333 do Código Penal), Organização Criminosa (art. 2º da Lei nº 12.850/2013), Fraude em licitação ou contrato (art. 337-L do Código Penal) e Lavagem de Capitais (art. 1º da Lei nº 9.613/1998).

A denominação da Operação faz referência ao bloco de talões e canhotos de cheques apreendidos na operação policial anterior, os quais indicam o pagamento de propina ao agente público investigado.

Em nota, a Prefeitura do Recife declarou que não é alvo da operação Check-in, que trata de contratos referentes a uma empresa terceirizada que atuou em contratos celebrados em 2020 no âmbito municipal. “O Executivo Municipal reforça que segue à disposição das instituições e órgãos de controle no apoio às investigações”.

Polícia Federal cumpriu mandados contra corrupção em contratos públicos em cinco estados

polícia federal

A Polícia Federal, em ação conjunta com a CGU, deflagrou, nesta quarta-feira (15), duas operações para combater crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de capitais e crimes licitatórios a partir de irregularidades nos processos de seleção de empresas prestadoras de serviços, com possível direcionamento e simulação de concorrência.

Os investigadores cumprem 50 mandados autorizados pela Justiça contra alvos integrantes de organizações sociais que ganhavam contratos públicos e subcontratavam fornecedores com valores superfaturados para desviar as verbas. A ação mira investigados em Goiás, Distrito Federal, São Paulo, Tocantins e Maranhão.

“As diligências demonstraram que as organizações sociais contrataram serviços e empresas. Os serviços contratados foram prestados de forma superfaturada, possibilitando o desvio de verbas públicas. As verbas desviadas eram utilizadas para beneficiar ilicitamente os fraudadores das organizações sociais para pagar servidores públicos responsáveis pela fiscalização desses contratos”, diz a PF.

A Operação Makot Mitzrayim cumpre 18 mandados de busca e apreensão nos estados de Goiás, do Tocantins e do Maranhão, no âmbito de investigação sobre desvio de recursos públicos mediante quarteirização e quinteirização de contratos realizados por duas organizações sociais que atuaram em Goiás.

Já a Operação Rio Vermelho cumpre 28 mandados de busca e apreensão e 4 de prisão preventiva e apura suspeitas de irregularidades na gestão de recursos públicos destinados ao enfrentamento da pandemia de Covid-19 em hospital de campanha administrado por organização social. As buscas ocorrem em Goiânia, em Brasília e em São José do Rio Preto (SP).

“De acordo com as investigações, iniciadas a partir de auditorias da CGU, foram identificados indícios de que a estrutura da organização social teria sido utilizada como instrumento para viabilizar a obtenção de lucros indevidos por meio de contratações custeadas com recursos públicos”, diz a PF.

As apurações apontam irregularidades nos processos de seleção de empresas prestadoras de serviços, com possível direcionamento e simulação de concorrência. A PF não revelou os valores envolvidos nos crimes nem a instância judicial que autorizou a ação.

Foram identificados indícios de contratações voltadas à maximização de margens, com possível precarização das relações de trabalho por intermédio de estruturas simuladas. Também há vínculos entre dirigentes e empresas contratadas, o que pode indicar favorecimento indevido.