
A crise que afeta o STF não deve abrir margem para que o Congresso se debruce sobre o pacote de medidas que buscam limitar poderes da Corte, o que representaria um resgate daquele combo anti-STF que surgiu no Legislativo em um momento em que os Poderes viviam às turras.
Esse é o diagnóstico de integrantes das cúpulas das duas Casas.
A leitura é que ressuscitar as proposições geraria um fato político que poderia ser explorado eleitoralmente até mesmo na etapa entre primeiro e segundo turno.
Há ainda a avaliação de que isso seria jogar mais ingredientes em um ambiente já complexo, isso poderia virar uma dor de cabeça quando a situação no Supremo se normalizar e os magistrados poderiam se unir em uma ofensiva contra o Parlamento.
Para integrantes das duas Mesas Diretoras, o desfecho das urnas na corrida presidencial será definitivo para acalmar os ânimos ou tensionar ainda mais as relações.



