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Valor
Parlamentares da base aliada do governo lamentaram, nesta terça-feira (10), o afastamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) da linha de frente das negociações pela aprovação do pacote fiscal, mas pontuaram que a eventual aprovação das medidas de corte de gastos só depende do acordo entre o Executivo e Legislativo e da boa vontade de todos os envolvidos.
O mandatário passou por uma cirurgia de emergência na madrugada, após exame detectar hemorragia intracraniana. Lula deve ficar internado nos próximos dias e está proibido de realizar atividades de trabalho até estar totalmente recuperado.
A informação foi recebida com preocupação pela base governista no Congresso, que avalia que o ambiente político, tensionado pelo impasse sobre as emendas parlamentares, já estava complicado para a aprovação do pacote fiscal na reta final do ano. Segundo fontes ouvidas pelo Valor, “sem o camisa 10 em campo, fica ainda mais difícil garantir o avanço dessas medidas”.
Apesar da convicção de que Lula poderia ser decisivo nas negociações, aliados do presidente consideram que a situação “é contornável”, caso o pagamento das emendas seja garantido e se um acordo entre os Poderes se cristalizar.
“Se todos tiverem boa vontade e entenderem a importância da aprovação do pacote fiscal, é possível chegar a um acordo e aprová-lo até o fim da semana que vem”, avaliou um deputado do PT, em caráter reservado.



