Governo nega atraso no pagamento de emendas aos congressistas

Gleisi Hoffmann

A ministra Gleisi Hoffmann (PT), das Relações Institucionais, disse nesta sexta-feira (27), que não há ação “deliberada” quanto ao atraso no pagamento das emendas parlamentares pois isso seria um “contrassenso” da parte do governo.

Até atualização da última quinta-feira, do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop), foram pagos R$ 456 milhões aos congressistas.

“Não há ação deliberada nem qualquer intenção, por parte do governo, de retardar a execução das emendas e prejudicar parlamentares. Seria até um contrassenso de nossa parte. A execução das emendas que cumprem as normas vigentes é obrigatória. Desde que aprovamos o Orçamento, iniciamos uma força tarefa de técnicos para sua execução”, disse.

A declaração da ministra, publicada no X (ex-Twitter), visa esclarecer “informações desencontradas” sobre o pagamento das emendas.

Para Gleisi, não se pode falar em lentidão das emendas já que o Orçamento de 2025 foi aprovado em março e sancionado em abril, diferentemente de 2023 e 2024, quando foi colocado em prática de dezembro a janeiro.

De 21 a 23 de junho, o salto nos repasses foi expressivo: o valor saiu de R$ 5,3 milhões para R$ 408,3 milhões, avanço de 77 vezes em apenas 3 dias. Desde o início da movimentação, em 12 de junho, os pagamentos cresceram de R$ 900 mil para os atuais R$ 465 milhões.

O volume empenhado também aumentou significativamente. Em 2 semanas, passou de R$ 93,1 milhões para R$ 2 bilhões. É um crescimento de mais de R$ 1,9 bilhão no período.

Apesar do avanço, o montante pago até agora, em emendas individuais e de bancada, representa apenas 0,93% dos R$ 50 bilhões previstos para serem liberados ao longo do ano.