Estadão
A possível ida de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aos EUA antes da posse para encontro com o presidente americano, Joe Biden, busca repetir o que o petista fez em 2002. Prestes a iniciar o seu primeiro mandato na presidência, Lula se encontrou com George W. Bush um mês antes de assumir o cargo.
A ida de Lula ainda divide alguns aliados. Há dúvidas sobre como o petista iria para o país, considerando que a última viagem internacional rendeu críticas ao presidente. Também não se sabe se ele conseguirá concluir a articulação a tempo de deixar o país. Por isso, o encontro ainda não tem data definida para acontecer.
Aproximação com Biden
Desde o resultado do segundo turno, as equipes de Lula e Joe Biden vêm dando sinais sobre o desejo de uma aproximação entre os dois políticos.
O presidente norte-americano conversou com Lula, por telefone, no dia seguinte ao segundo turno das eleições. De acordo com uma nota do governo dos EUA, durante a conversa, Biden elogiou a força das instituições democráticas brasileiras após eleições livres, justas e confiáveis.
Menos de duas semanas depois, o conselheiro de Segurança da Casa Branca, Jake Sullivan, afirmou que Biden procurava uma oportunidade próxima para se encontrar com Lula.
Sullivan também falou que os possíveis temas das conversas seriam a ajuda para proteger a Amazônia e a relação do Brasil com a guerra da Ucrânia.



