
Poder360
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro mandou mensagens via WhatsApp para uma pessoa no dia de sua 1ª prisão, em 17 de novembro de 2025. A CPMI do INSS pediu que o nº do celular desse destinatário fosse identificado pelo Sistema de Investigação de Registros Telefônicos e Telemáticos (Sittel). A resposta foi que o telefone era do Supremo Tribunal Federal. O Poder360 sabe qual é o número checado e verificou que esse celular foi usado pelo ministro Alexandre de Moraes durante vários anos, inclusive em conversas com jornalistas no período em que fundador do Banco Master foi preso.
Moraes negou que tenha recebido tais mensagens.
O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), solicitou num ofício enviado ao STF na última quinta-feira (19) que o Tribunal informe “no prazo de 02 (dois) dias úteis” quais foram “os usuários dos últimos 5 (cinco) anos (janeiro de 2021 até a data do presente ofício)” do número de celular identificado como destinatário das mensagens de Vorcaro.
O ofício da CPMI do INSS foi enviado à diretora-geral do Supremo, Desdêmona Tenório de Brito Toledo Arruda.
Na última segunda-feira (16), Viana disse em entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura, que o colegiado teve acesso aos dados do celular de Vorcaro e confirmou que o número para o qual o agora ex-banqueiro enviou uma mensagem no dia de sua prisão era de um aparelho funcional do STF. O senador chegou a dizer que o dispositivo era de Moraes, mas depois passou a falar que era do Supremo. Questionado sobre como ele sabia da informação, o senador não explicou.
Na quinta-feira, o senador fez uma publicação na qual afirmou que a informação havia sido obtida a partir de um questionamento feito a empresas de telefonia por meio do Sittel.
Eis a íntegra do questionamento.
Segundo a jornalista Malu Gaspar, o ex-banqueiro e o ministro trocaram mensagens no decorrer do dia em que ele foi preso pela 1ª vez pela Polícia Federal, em 17 de novembro de 2025. A prisão se deu à noite, quando Vorcaro se preparava para sair do Brasil. De acordo com a reportagem, o empresário perguntou em uma mensagem se o interlocutor tinha alguma novidade e se tinha conseguido “bloquear”.
Numa nota divulgada por meio da Secretaria de Comunicação do STF em 06 de março, o ministro reiterou não ter sido o destinatário das mensagens de Vorcaro.





