Pernambuco deve registrar temperaturas acima da média até dezembro por conta do El Niño, prevê Apac

Pernambuco deve enfrentar temperaturas acima da média entre outubro e dezembro de 2026, segundo a previsão da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac).

O cenário indicado para o último trimestre do ano aumenta a preocupação com o agravamento da estiagem da umidade do solo e os possíveis impactos sobre a agricultura, a pecuária e as condições de conforto térmico nas cidades.

Entre os fatores observados está o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, que avança e pode provocar alterações no regime de chuvas. Esse fenômeno está associado ao El Niño, que influencia a circulação atmosférica e pode modificar os padrões climáticos em diferentes regiões.

A previsão reforça a importância do monitoramento das condições oceânicas e atmosféricas para avaliar os riscos climáticos em Pernambuco. Além do Pacífico, as características do Oceano Atlântico Tropical também exercem influência sobre a distribuição das chuvas no Nordeste brasileiro.

Embora a indicação de temperaturas acima da média aponte para um período potencialmente mais quente, os efeitos sobre as chuvas e a disponibilidade de água dependem da interação entre diferentes fatores climáticos.

O aumento das temperaturas pode ampliar o estresse hídrico das culturas agrícolas, especialmente em áreas onde a umidade do solo já esteja comprometida. Com menos água disponível para as plantas, a produção rural pode enfrentar dificuldades, dependendo das condições de cada localidade e das necessidades das culturas cultivadas.

Na pecuária, as temperaturas elevadas também representam um fator de atenção. O estresse térmico nos rebanhos pode afetar o bem-estar dos animais e exigir cuidados adicionais dos produtores para reduzir os efeitos do calor.

O cenário previsto pela Apac destaca a necessidade de acompanhar as condições climáticas para orientar decisões relacionadas ao manejo agrícola e à criação de animais. A disponibilidade de água e a evolução da umidade do solo são aspectos importantes para avaliar a intensidade dos possíveis impactos ao longo do trimestre.

Nas cidades, a combinação de temperaturas elevadas com características da ocupação urbana pode intensificar o desconforto térmico. Regiões com pouca vegetação e grande concentração de superfícies como asfalto e concreto estão mais sujeitas à formação de ilhas de calor, fenômeno em que determinadas áreas urbanas registram temperaturas superiores às de seus arredores.