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Autor do pedido de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Braskem, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou que o colegiado deve ser instalado na próxima semana, mas só vai começar a funcionar efetivamente em fevereiro, após o recesso parlamentar. A CPI reuniu o número mínimo de integrantes na quinta-feira (07).
“Sete dos 11 integrantes já foram indicados. Precisávamos apenas de seis. A perspectiva, agora, é que nós tenhamos a instalação na próxima terça-feira (12) ou quarta-feira (13). A instalação será convocada pelo mais idoso dos indicados. Elege-se o presidente o vice, depois o relator. No começo de fevereiro nós faremos as primeiras reuniões públicas”, disse Renan. O senador alagoano, aos 68 anos, é o membro mais velho do colegiado até o momento.
Renan sugeriu que as oitivas comecem em fevereiro ouvindo as vítimas do desastre ambiental. O plano de trabalho será definido pelo eventual relator da CPI.
Em função da CPI, Renan retornou antes aos trabalhos no Senado, após fazer uma cirurgia para corrigir um descolamento de retina. O parlamentar fez uma ofensiva nos últimos dias para garantir as indicações.
Um dos principais alvos da CPI deve ser o acordo feito pela Braskem com a prefeitura de Maceió, que tem na cadeira João Henrique Caldas, conhecido como JHC (PL), aliado de Arthur Lira (PP-AL).
Na última quarta-feira (06), o senador Ciro Nogueira (PP-PI) afirmou que ainda não sabe se fará as indicações do seu bloco ao colegiado e disse que está discutindo o assunto com o presidente da Câmara. Ao saber da situação, Renan fez uma brincadeira e chegou a fazer sugestões a Nogueira.
“Eu disse até que faço uma trégua humanitária com Lira”, brincou. “Eu disse ao Ciro que tem dois nomes que são importantes. O Esperidião Amin que é um cara sério e o nome do Hamilton Mourão, que igualmente é um cara sério e vai ajudar”, acrescentou.
Outro partido que não tem se movimentado favoravelmente à CPI é o PT. Ontem, Renan chegou a comentar com o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (Sem partido-AP) que o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não havia feito indicação. “O Jaques Wagner não quer indicar”, comentou Renan. Randolfe, que tem interesse em compor a CPI, respondeu que irá “encontrar uma solução”.



