Equipe da Adagro aborda os temas bovinocultura e caprinovinocultura na 32º Agrinordeste

Como regularizar pequenas agroindústrias de lacticínios em Pernambuco será assunto do Painel Bovinocultura de Leite, que o gerente estadual de Inspeção Animal da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro), Flávio Silva, irá apresentar, às 11h desta sexta-feira (05), na 32ª Agrinordeste. O evento é realizado pela Federação da Agricultura do Estado de Pernambuco (Faepe), até o próximo domingo, 7 de Setembro, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda. No domingo, a coordenadora do Programa Estadual de Sanidade de Caprinos e Ovinos da Agência estadual, Wanessa Paiva, fala para produtores e visitantes, a partir das 14h, sobre o tema Boas Práticas Agropecuárias na Produção de Bovinos de Corte.

A Adagro ainda participa, no sábado (06), do 5º Simpósio do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CMRV-PE), que ocorre dentro da programação da Agrinordeste, com a apresentação de duas palestras. A gerente de Produtos de Origem Animal e Vegetal, Glenda Holanda, fala às 14h, sobre a constituição do Serviço de Inspeção Municipal (S.I.M), na valorização dos produtos da agroindústria familiar. Já a coordenadora do Programa Estadual de Sanidade Avícola, Wanessa Noadya aborda, às 17h, as ações da Adagro para a Prevenção da Influenza Aviária em Pernambuco. Ainda durante a programação da Agrinordeste, também no sábado, o diretor-presidente da Adagro, Moshe Dayan Fernandes, visita a Feira pela manhã e participa de gravação de um podcast sobre as ações da Adagro.

32ª Agrinordeste

A Feira acontece com 300 stands, entrada gratuita e atrações para todos os públicos, numa promoção da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Pernambuco (Faepe). A expectativa é receber mais de 30 mil visitantes durante os quatro dias, incluindo autoridades governamentais e do setor, produtores rurais, empresários, técnicos, estudantes e famílias, consolidando o evento como uma vitrine de negócios, conhecimento e cultura agro. A programação do tradicional Seminário conta com palestras e oficinas voltadas para diversas cadeias produtivas, como avicultura, apicultura, aquicultura, bovinocultura de leite e de corte, caprinovinocultura, fruticultura, horticultura, floricultura, cana-de-açúcar e cooperativismo rural.

Criadores denunciam calamidade com infestação da mosca do estábulo na Zona da Mata Sul de Pernambuco

Blog Ricardo Antunes

Uma verdadeira calamidade atinge produtores rurais na Zona da Mata Sul de Pernambuco. Criadores de gado e cavalos denunciam a infestação da chamada mosca do estábulo, que se multiplica a partir da “cama de frango”, um subproduto da produção de aves, muito usada como adubo no plantio de banana, cará e inhame. O problema afeta municípios como Barra de Guabiraba, Sairé e o distrito de Uruçu Mirim, em Gravatá.

Vídeos recebidos pelo blog mostram a gravidade da situação. Em uma das imagens, um bezerro aparece morto, coberto pelas moscas. “Mosca da desgraça. Olha”, lamenta um produtor. Em outra cena, um homem a cavalo exibe a perna tomada pelos insetos: “Olha, parece um enxame de abelha. Virgem nossa senhora”.

O empresário Mário Gouveia, de Sairé, diz que o problema é antigo. “A região inteira é prejudicada. Tem muita plantação de cará, então dá muita mosca, que inclusive também pica os seres humanos. É bem complicado”, desabafou. “Precisamos do apoio do governo do Estado para resolver essa calamidade que todo ano se repete”, lamenta.

O produtor rural João Tavares reforça a gravidade da situação e aponta o uso da cama de frango como raiz do problema. “Esse problema atinge Barra, Cortês, Sairé, Gravatá e vários outros municípios. A cama de frango é um excelente adubo, mas como não é compostada, acaba atraindo a mosca do estábulo, que ataca bois, cavalos, cães, gatos e até seres humanos. Sem fiscalização da Adagro e com o interesse de grandes grupos em vender esse material, a praga segue sem controle. Quem perde somos todos nós”, afirmou.

Especialistas alertam que o risco não é apenas para os animais. A mosca-dos-estábulos (Stomoxys calcitrans) também pode prejudicar a saúde humana. Suas picadas são dolorosas e, além do incômodo, o inseto pode atuar como vetor mecânico de doenças, transmitindo bactérias, vírus e parasitas ao pousar em fezes, urina ou matéria orgânica em decomposição e depois em pessoas ou alimentos. Isso pode causar gastroenterites, infecções intestinais, casos de miíase e até outras doenças. Os sintomas incluem diarreia, dor abdominal, febre e vômitos.

Os moradores pedem ação urgente do Governo do Estado, Ministério Público, criadores e da Agência de Defesa Agropecuária para controlar a praga, que além de causar a morte de animais, também traz riscos sérios à saúde da população.

Vitrine para a agricultura familiar, IPA lança a Feneaf 2025, que reunirá 520 produtores

Da Assessoria

O Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) lançou a segunda edição da Feira de Negócios da Agricultura Familiar de Pernambuco (Feneaf). O evento será realizado de 10 a 14 de setembro, na sede do instituto, no Recife, e deve atrair 25 mil visitantes ao longo de cinco dias.

Com o tema “Tradição que Cultiva o Futuro”, a feira contará com 250 estandes de produtores de 113 municípios, reunidos em quatro pavilhões que ocuparão 4.600 m² de área construída. A expectativa do IPA é de impacto econômico direto superior a R$ 10 milhões, além da ampliação do mercado para agricultores familiares que respondem por 70% dos alimentos consumidos em Pernambuco.

O lançamento ocorreu na sede do IPA com a presença do presidente Miguel Duque, das diretoras Michele Mota (Administrativa) e Alcineide Oliveira (Extensão Rural), e dos diretores Michel Ferraz (Infraestrutura Hídrica) e Henrique Castelette (Pesquisa). Agricultores também participaram, acompanhados por apresentação cultural do Maracatu Leão Misterioso de Nazaré da Mata e do Mestre João Paulo. O chef Claudemir Barros preparou um prato utilizando insumos da agricultura familiar.

“A Feneaf é um gesto do Governo de Pernambuco de aproximação e valorização dos trabalhadores da agricultura familiar. Aqui, eles poderão fazer networking, conhecer donos de comércio para que possam ampliar o leque de contatos para comercializar seus produtos”, afirmou Miguel Duque.

A programação da feira terá o Espaço de Povos e Comunidades Tradicionais, valorizando indígenas, quilombolas e pescadores; o Memorial IPA 90 anos, com objetos históricos; a Experiência IPA 360°, com óculos de realidade virtual; e a Arena IPA 90, que sediará palestras e apresentações na Cozinha Show com o chef César Santos.

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Governo federal anuncia R$ 300 milhões para apoiar produtores de arroz da Safra 2025/2026

O governo federal anunciou que vai destinar cerca de R$ 300 milhões para apoiar produtores de arroz da Safra 2025/2026. O recurso será usado para operações de Contratos de Opção de Venda, executada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na prática, a estratégia oferece maior segurança de preços ao produtor, pois assegura a compra de aproximadamente 200 mil toneladas do grão.

Nos contratos de opção de venda, o agricultor tem a garantia de vender sua produção ao governo por um preço previamente definido. Caso o mercado ofereça condições mais vantajosas no momento da comercialização, o produtor pode optar por não executar o contrato, sem qualquer custo, e negociar livremente.

‌Para o presidente da Conab, Edegar Pretto, a iniciativa é uma espécie de seguro de preços, estimulando a produção e dando previsibilidade ao setor.

“É a mão amiga do governo federal sinalizando, antes mesmo da semeadura, a opção de venda por um preço que viabiliza economicamente o cultivo de arroz, permitindo que o produtor possa fazer o planejamento da sua lavoura, com a segurança de que terá uma remuneração adequada na comercialização do produto. Caso ele opte por vender ao governo, o arroz irá para os estoques públicos e contribuirá para o abastecimento alimentar”, explicou.

Essa será a terceira rodada de compra do arroz em menos de um ano, totalizando investimentos de R$ 1,5 bilhão. Os detalhes da operação, como valores de referência, prazos de negociação e vencimento dos contratos, ainda serão divulgados em Portaria Interministerial e nos editais da Conab.

Outras compras

No fim de 2024, a Conab havia anunciado quase R$ 1 bilhão em contratos de opção, somando até 500 mil toneladas da safra 2024/2025. Na ocasião, a estatal estabeleceu preço mínimo de R$ 87 por saca de 50 quilos, em um cenário de oferta elevada.

Dessa primeira rodada, 91 mil toneladas foram efetivamente negociadas e parte do volume reforça os estoques públicos. Em junho deste ano, uma nova operação foi lançada em resposta à queda expressiva dos preços, que caíram mais de 42% entre outubro de 2024 e junho de 2025, chegando a uma média de R$ 65,46 por saca de 50 quilos.

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Seguro rural despenca e reacende debate sobre regras do setor

Poder360

A área coberta por seguro rural no Brasil caiu 47% em 3 anos, mesmo com o aumento de eventos climáticos extremos. Em 2021, 13,7 milhões de hectares estavam protegidos; em 2024, esse número caiu para 7,2 milhões, só 7,6% da lavoura nacional. O cenário preocupa especialistas e pressiona o governo por soluções estruturais.

A tendência continua em 2025. Um dos principais fatores é o bloqueio de 42% da verba destinada ao Programa de Subvenção Rural (PSR) pelo governo federal, em junho. A cobertura deve retroagir para os níveis de 2018, quando pouco mais de 4 milhões de hectares estavam cobertos.

Produtores e seguradoras apontam entraves estruturais:

  • a instabilidade dos recursos da subvenção federal;
  • a falta de previsibilidade das políticas públicas e;
  • a ausência de produtos adaptados a diferentes culturas e regiões.

O resultado é um seguro menos presente e produtos limitados, mesmo com o aumento das indenizações. Só em 2024, o valor pago chegou a R$ 60,32 bilhões, alta de 7.622% em relação a 2013, quando foram pagos R$ 781 milhões.

“A gente já vinha preocupado porque, há cerca de 4 anos, o volume e a dotação orçamentária giravam em torno de R$ 1 bilhão, insuficiente diante da produção que temos. Nosso pleito é de R$ 4 bilhões. Mas, neste ano, diferentemente dos anteriores, houve um contingenciamento de cerca de R$ 450 milhões”, diz Esteves Colnago, vice-presidente de relações institucionais da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg) e ex-ministro do Planejamento (2018).

Apesar de ter território 3 vezes maior que o da Argentina, o Brasil tem menos áreas agrícolas seguradas. Quando comparado a concorrentes globais, como EUA e China, o contraste é ainda maior: nesses países, quase metade das lavouras conta com cobertura securitária.

Além de proteger contra perdas, o seguro rural pode ser uma ferramenta para impulsionar a adoção de tecnologias e práticas sustentáveis no campo –como sensores de solo, irrigação de precisão e cultivares adaptadas ao clima. Há países em que políticas públicas oferecem incentivos específicos para garantir cobertura a áreas que testam soluções agrícolas de alta tecnologia (leia mais abaixo).

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Agrinordeste reúne agropecuária e inovação no Centro de Convenções

A 32ª edição da Agrinordeste será realizada de 4 a 7 de setembro, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda. Considerada a maior feira do agronegócio do Norte e Nordeste, o evento é promovido pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Pernambuco (Faepe) e deve atrair mais de 30 mil visitantes ao longo dos quatro dias. A programação, com entrada gratuita, reúne mais de 300 estandes, atividades técnicas e culturais voltadas a produtores, empresários, estudantes e público em geral.

O presidente da Federação da Agricultura do Estado de Pernambuco (Faepe), Pio Guerra, afirma que o encontro está consolidado como “um espaço estratégico de oportunidades para quem faz o agronegócio do Nordeste, ao mesmo tempo em que aproxima o público urbano das riquezas e da cultura do campo”.

Programação técnica

Entre os destaques do evento está o 32º Seminário da Agrinordeste, que ocorrerá em nove auditórios simultâneos com mais de cem palestras, painéis e encontros técnicos sobre os principais segmentos do setor agropecuário. O evento também contará com a presença de caravanas de produtores e estudantes vindos de diversos estados do Nordeste, ampliando a troca de experiências e a representatividade regional.

Espaços temáticos

A feira terá áreas já conhecidas do público e novas atrações. Entre elas estão a Arena Agrinordeste e Vila Pet, com oficinas sobre adestramento e palestras sobre cães-guia; o Espaço Moda Agro, dedicado a desfiles e tendências do vestuário rural; o Senar Oportunidades, voltado ao empreendedorismo no campo; e a Feira de Produtos do Campo, com alimentos, insumos e artesanato.

Outros pontos são o Festival Gastronômico Sabor do Campo, com concursos e aulas-show de chefs renomados; o Show de Churrasco, ministrado pelo especialista Mauro Camargo; o Show de Lácteos, que inclui concursos e exposição de queijos e derivados; e a Feira dos Produtores de Cana do Nordeste (Norcana), voltada a inovações do setor sucroalcooleiro.

A edição deste ano terá ainda o Studio Agrinordeste, espaço para transmissões de entrevistas e debates em formato de podcast.

A Agrinordeste conta com o apoio de entidades como Sebrae-PE, Confederação Nacional da Agricultura, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, Sudene, Banco do Nordeste, Bayer, entre outros parceiros institucionais e governamentais.

Cenário econômico reforça a relevância da 32ª Agrinordeste de 4 a 7 de setembro, em Olinda

Da Assessoria

O cenário econômico reforça a relevância da 32ª Agrinordeste, que será realizada de 4 a 7 de setembro de 2025, no Centro de Convenções, em Olinda. Em 2024, a agropecuária estadual apresentou um crescimento de 11,5% contra 4,9% do PIB total do Estado .

Nesse embalo, a 32ª Agrinordeste se consolida como uma das maiores vitrines do agronegócio regional, ampliando sua importância como espaço de integração entre campo e cidade. “O crescimento da agropecuária estadual mostra que o setor é dinâmico, competitivo e merece um espaço como a Agrinordeste para gerar negócios, compartilhar conhecimento e continuar a aproximar os urbanos de suas raízes interioranas”, destaca o Pio Guerra, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Pernambuco (Faepe), entidade promotora do evento.

A Agrinordeste conta com o apoio do Sebrae/PE, Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Senar Nacional, Senar Pernambuco, Secretaria de Desenvolvimento Agrário de Pernambuco, Banco do Nordeste, Bayer, Sistema OCB/PE, Sudene, Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional e Conselho Federal de Medicina Veterinária, dentre outras instituições.

A feira também contou com a presença de mais de 40 prefeituras municipais de Pernambuco, reforçando o compromisso coletivo de transferência para a economia rural e gerar impactos positivos para produtores, empreendedores e consumidores.

Reunião na Câmara Municipal de Arcoverde debate papel da Defesa Civil na sociedade

Da Assessoria

A Câmara Municipal de Arcoverde sediou uma reunião com o tema “O Papel da Defesa Civil na Sociedade de Arcoverde”, reunindo autoridades e representantes da comunidade para discutir o funcionamento e a importância do órgão no município.

O encontro contou com as palestras de Tiago Amorim, coordenador da Defesa Civil de Garanhuns, e Pedro Laet, coordenador da Defesa Civil de Arcoverde. Durante as apresentações, foram abordadas as diretrizes e conceitos básicos da Defesa Civil, bem como a necessidade de integrar órgãos da administração pública e a participação ativa da sociedade nas ações preventivas e emergenciais.

Segundo os palestrantes, a Defesa Civil atua de forma estratégica para prevenir desastres, minimizar danos e garantir a segurança da população, sendo essencial que gestores, instituições e cidadãos compreendam seu papel e colaborem com as medidas adotadas.

O coordenador local, Pedro Laet, ressaltou que o trabalho da Defesa Civil vai muito além de atuar em situações de crise. “Nossa função também é planejar, orientar e preparar a cidade para enfrentar riscos e proteger vidas”, destacou.

Já Tiago Amorim enfatizou a importância da troca de experiências entre municípios. “Eventos como este fortalecem a rede de cooperação e melhoram a capacidade de resposta das cidades diante de eventos adversos”, afirmou.

O encontro reforçou a mensagem de que a prevenção e a cooperação são os pilares de uma Defesa Civil eficiente, capaz de proteger a população e preservar o patrimônio público e privado.

Feneaf 2025 bate recorde de inscrições e se consolida como vitrine da Agricultura Familiar

A segunda edição da Feira de Negócios da Agricultura Familiar de Pernambuco (Feneaf) encerrou as inscrições com um recorde: 414 produtores cadastrados, número que supera as expectativas e confirma a força do evento como vitrine da agricultura familiar no estado.

O resultado final dos selecionados será divulgado em 20 de agosto.

Promovida pelo Governo de Pernambuco, por meio do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), a feira acontece de 11 a 14 de setembro, no Recife, reunindo 250 stands com produtos de todas as regiões.

A programação contará com espaço para comunidades tradicionais, o Memorial dos 90 anos do IPA, a Cozinha Show com o chef César Santos e outras atrações que unem cultura, negócios e inovação no campo.

Desenrola Rural beneficiou 112 mil agricultores, diz ministério

Um homem está em um cafezal, segurando um galho de planta de café. Ele usa uma camiseta vermelha e um boné. O fundo é composto por árvores e folhagens verdes, com grãos de café visíveis nas plantas.

Folha de S.Paulo

Até junho deste ano, 112 mil agricultores familiares renegociaram dívidas no valor de R$ 3,3 bilhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) referentes ao programa Desenrola Rural, que concede descontos nesse tipo de operação.

Segundo a pasta, o programa registrou 188 mil renegociações efetuadas nos primeiros quatro meses do programa, principalmente em débitos já inscritos na Dívida Ativa da União (63%) ou com lastro em recursos próprios das instituições financeiras (31%).

Os dados sugerem que o maior volume de dívidas negociadas é proveniente de contratos do Banco do Brasil, maior operador do crédito rural para a agricultura familiar no país.

O governo lançou o Desenrola Rural em fevereiro, com a promessa de beneficiar 250 mil pequenos produtores, de um público potencial de 1 milhão. Na época, o MDA calculava em R$ 32 bilhões a dívida total dos agricultores familiares (3 em cada 10 estariam endividados).

O lançamento coincidiu com a alta nos preços de certos itens, como ovo, café e carne bovina, e um dos objetivos do programa era impulsionar a produção de alimentos no país, aliviando a pressão inflacionária.

Essa meta esbarra nas distorções do crédito rural para agricultura familiar, bastante concentrado em produtos de exportação, e na falta de adesão dos bancos privados, que respondem por parcela significativa dos financiamentos.

São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná e Bahia lideram em número de agricultores beneficiados pelo Desenrola Rural, o que é consistente com o fato de que esses estados concentram os contratos com maior valor médio dentro do crédito rural para a agricultura familiar.

O professor Joacir Aquino, da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte, diz que o número de beneficiários ainda é pequeno frente ao total de agricultores familiares no Brasil, mas destaca os números do Rio Grande do Sul.

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Agropecuária cresceu 14% em Pernambuco e representou 37% das exportações

Nesta segunda-feira (28), é celebrado o Dia do Produtor Rural. Em 2024, a agropecuária cresceu 14% e foi responsável por 37% das exportações do estado. De acordo com o presidente do Sistema Faepe/Senar, Pio Guerra, os dados reforçam a importância do papel dos trabalhadores do campo, essencial para que o estado conseguisse fornecer uma cesta básica com os melhores preços do país.

Contudo, Pio Guerra também destaca que, além da celebração, a data acontece em um cenário político e econômico de incertezas e desafios provocados pela proximidade da tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, prevista para entrar em vigor em 1º de agosto. Segundo ele, a barreira comercial deve afetar a cadeia como um todo.

“Vai afetar o produto de insumos de adubo, mesmo que a gente não exporte para os Estados Unidos, questões logísticas, e a economia do estado. O setor de cana-de-açúcar vai sofrer substancialmente e o sucroalcooleiro também, porque tem uns preços diferenciados para os norte-americanos, que vem de acordos internacionais antigos, desde a época da guerra”, aponta.

Diante dos desafios que o país deve enfrentar com o tarifaço, o presidente do Sistema Faepe/Senar reforça que o diálogo entre os setores pode trazer soluções. “Estamos acompanhando e tentando mobilizar os estados mais dependentes do sistema agropecuário. A Confederação Nacional da Agricultura está integrada com a Frente Parlamentar da Agricultura. Eles estão participando dentro do que seja possível de tentar uma amenização dessa questão toda. O comércio comercial brasileiro é absolutamente dependente da agropecuária”, afirma.

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Governo de Pernambuco anuncia construção de 4,6 mil cisternas em mais de 30 municípios atingidos pela estiagem

O governo de Pernambuco anunciou a construção de 4.654 cisternas em áreas rurais de 38 municípios como medida de combater a estiagem e permitir acesso à água para consumo humano, produção de alimentos e criação de pequenos animais das famílias que vivem em áreas rurais e comunidades tradicionais.

O custo para a instalação destes equipamentos é de R$ 40 milhões, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca (SDA)

O projeto será implementado em 38 municípios pernambucanos, distribuídos entre as regiões do Sertão, Agreste e Zona da Mata. As cisternas serão voltadas, a princípio, famílias de baixa renda em zonas rurais, agricultores familiares e populações em situação de insegurança hídrica e alimentar.

O projeto será executado em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), dentro do Programa Cisternas. A previsão é de que as obras sejam concluídas em até 12 meses.

O projeto prevê a construção de dois tipos de cisterna, com finalidades distintas. O primeiro modelo, conhecido como cisterna de placas, possui capacidade de 16 mil litros e é destinado ao armazenamento de água de chuva para consumo humano.

Serão implantadas 4.312 unidades deste tipo. Já o segundo modelo, a cisterna calçadão, tem capacidade de 52 mil litros e será usado para apoiar a produção de alimentos e a criação de pequenos animais. Destas, serão implantadas 342 cisternas.

Pelo menos 70% das cisternas de segunda água (calçadão) serão destinadas a mulheres, e 50% das cisternas de primeira água (placas) beneficiarão povos e comunidades tradicionais.

“Nosso governo tem o compromisso de levar água para todos aqueles que convivem há anos com a escassez. Para isso, buscamos alternativas que atendam às necessidades de cada região. E a construção de cisternas permite que as pessoas possam plantar, criar gados, na terra onde moram, valorizando suas raízes. Dessa forma, estamos construindo o Estado mais justo e resiliente para todos”, afirmou a governadora Raquel Lyra.

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Recife recebe o 2º Encontro Nacional de Agricultura Urbana

Entre os dias 30 de julho e 02 de agosto, a cidade do Recife será sede do 2º Encontro Nacional de Agricultura Urbana (ENAU). A edição marca o retorno do evento dez anos após sua primeira realização, no Rio de Janeiro.

Com o tema “Cidades que plantam! Agriculturas urbanas na luta contra fome e por justiça climática”, o encontro deve reunir mais de 200 participantes de todas as regiões do país.

Organizado pelo Coletivo Nacional de Agricultura Urbana (CNAU) e com apoio da Prefeitura do Recife, o evento terá programação voltada ao fortalecimento de redes e políticas públicas nas áreas de agroecologia, soberania alimentar e justiça climática.

A agenda inclui seminários temáticos, oficinas, rodas de conversa, feiras agroecológicas e intercâmbios com experiências locais.

A escolha do Recife como sede estaria relacionada à concentração de iniciativas ligadas à agricultura urbana na Região Metropolitana, como hortas comunitárias, quintais produtivos, projetos de compostagem, cozinhas solidárias e experiências de ocupações urbanas articuladas por coletivos e movimentos sociais.

Feira agroecológica e carta política encerram programação

A programação se encerra no sábado (02), com atividades abertas ao público na Praça da Várzea, das 8h às 16h30.

A alimentação dos participantes será preparada pela Cozinha Solidária do MTST, com insumos agroecológicos vindos de agricultoras e agricultores da Região Metropolitana do Recife. A gestão de resíduos orgânicos ficará sob responsabilidade do Coletivo Várzea Composta.

Articulação nacional

Além do apoio local, o evento conta com a participação da Articulação de Agricultura Urbana e Periurbana da RMR (AUP RMR) e instituições como UFPE, UFRPE, Fiocruz Pernambuco, além de universidades de outros estados e organizações como o MDA, MDS, UnB, The Pollination Project, Cese, CCBA e Incubacoop.

IPA abre inscrições para a nova edição da Feira de Negócios da Agricultura Familiar de Pernambuco

Da Assessoria

O Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) lançou o edital da segunda edição da Feira de Negócios da Agricultura Familiar (Feneaf), que será realizada de 11 a 14 de setembro de 2025, na sede do instituto, no bairro do Bongi, em Recife. Com apoio da Secretaria de Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca (SDA), a feira tem como objetivo fortalecer a agricultura familiar em todo o estado e ampliar as oportunidades de comercialização para os produtores.

Este ano, a Feneaf acontece em um momento ainda mais especial: integra a programação oficial dos 90 anos do IPA, marco histórico para a pesquisa, o desenvolvimento e a extensão rural em Pernambuco. A expectativa é reunir uma grande diversidade de produtores e celebrar a importância da agricultura familiar na construção de um campo mais justo e produtivo.

Serão selecionados 250 expositores de todas as regiões do estado, com foco na comercialização de produtos alimentícios da agricultura familiar. A feira valoriza a produção local e promove a inclusão de mulheres, jovens e povos e comunidades tradicionais, reafirmando o compromisso do IPA com o desenvolvimento rural sustentável.

As inscrições estão abertas de 17 de julho até o dia 05 de agosto de 2025 e devem ser feitas por meio do formulário eletrônico disponível abaixo. Os interessados devem preencher todas as informações exigidas e enviar os documentos obrigatórios: termo de compromisso, termo de direito de imagem e fotos dos produtos.

Banco do Nordeste fecha ciclo do Plano Safra com R$ 1,7 bilhão contratados em Pernambuco

Avicultura é uma das atividades que são consideradas vocações no estado de Pernambuco

O Banco do Nordeste (BNB) aplicou R$ 1,72 bilhão na agricultura de Pernambuco, no âmbito do Plano Safra, entre julho de 2024 e junho de 2025. O montante foi distribuído em operações de crédito voltadas para a agricultura familiar (R$ 1,12 bilhão) e empresarial (R$ 596 milhões). A instituição financia investimentos em projetos de convivência com o semiárido, sustentabilidade dos ecossistemas e desenvolvimento do cerrado.

Em toda área de atuação, que abrange estados nordestinos e parte de Minas Gerais e Espírito Santo, o crescimento foi de 15%. Foram, ao todo, R$ 22,8 bilhões em financiamento no apoio à produção de alimentos. A agricultura familiar respondeu R$ 9,5 bilhões e a empresarial, R$ 13,3 bilhões.

“Somos o principal agente financeiro do agronegócio na nossa área de atuação. Quase metade de todo crédito rural passa pelo Banco do Nordeste. Com isso, estamos ajudando aos produtores de todos os portes, principalmente, os pequenos e miniprodutores a melhorar sua competitividade com investimento em inovação e sustentabilidade, contribuindo para o crescimento do país, para a melhoria da qualidade de vida no campo e para a geração de emprego e renda”, afirma o superintendente de Agronegócio e Microfinança Rural do BNB, Luiz Sérgio Farias Machado.

Para o superintendente do BNB em Pernambuco, Hugo Luiz de Queiroz, o estado possui uma intensa atividade agropecuária que demanda crédito para aumento e modernização da produção.

“É importante destacar que foram obedecidas as vocações econômicas locais quando da aplicação no crédito, destacando principalmente o alto volume colocado no setor de pecuária e na agricultura familiar”, afirma.