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Em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e à expectativa de manifestações políticas no 7 de Setembro, a região da Praça dos Três Poderes e da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, terá um esquema reforçado de segurança na próxima segunda-feira. A operação contará com grades em torno de prédios públicos, restrição de acesso a áreas próximas às sedes dos Poderes e monitoramento por drones e câmeras em tempo real.
O planejamento reúne forças federais e do Distrito Federal e prevê ainda revistas, bloqueios e restrições no espaço aéreo. A inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) monitora a organização de manifestações previstas para a data e trabalha com a possibilidade de atos simultâneos. Nesse cenário, o esquema prevê manter grupos distintos em áreas separadas para reduzir o risco de confrontos.
O STF integra a operação e o planejamento está sendo realizado de forma conjunta com a SSP-DF, o Comando Militar do Planalto, as Forças Armadas, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), as forças de segurança do DF e os demais órgãos envolvidos.
Segundo a Corte, a atuação conjunta contempla “compartilhamento de inteligência, avaliação de riscos e definição coordenada de efetivos”, além de áreas de responsabilidade, revistas, bloqueios, restrições do espaço aéreo e monitoramento de drones. O tribunal afirmou ainda que adotará, em sua área de responsabilidade, “as medidas de reforço necessárias”.
O esquema ocorre em um momento de aumento da tensão dentro e fora do Supremo. Nos últimos dias, Alexandre de Moraes e André Mendonça entraram em confronto em torno das investigações sobre o Banco Master. Depois de Mendonça tornar públicas mensagens trocadas entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, Moraes enviou ao presidente do STF, Edson Fachin, uma decisão na qual apontou “fortes indícios” de irregularidades na atuação do colega e usou como base um relatório de inteligência da Polícia Federal sem assinatura e classificado como documento de trabalho, sem valor probatório.
A crise também ampliou a pressão política sobre o Supremo às vésperas do feriado. Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro intensificaram a defesa do impeachment de Moraes, que deverá ser um dos principais alvos das manifestações de direita previstas para a data. Mendonça, por sua vez, passou a receber manifestações públicas de apoio de políticos e lideranças religiosas ligadas à direita.




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