Prazo para inscrições no Programa Rouanet Nordeste terminam na próxima quinta-feira

Brasil61

Termina na próxima quinta-feira, dia 04 de setembro, o prazo para inscrição de projetos no Programa Rouanet Nordeste. Lançado no início de agosto, este é o maior edital dos Programas Especiais da Lei Rouanet desde 2023, com um investimento de 40 milhões de reais.

De acordo com o edital, no mínimo 103 projetos culturais receberão incentivos no valor de até 1 milhão de reais cada um. Podem ser inscritos projetos nas áreas de artes cênicas, humanidades, música, artes visuais, audiovisual e patrimônio.

A seleção é aberta a artistas, produtores culturais, fazedores e fazedoras de cultura dos sete estados do Nordeste e de municípios do norte de Minas Gerais e Espírito Santo.

O Rouanet Nordeste é uma iniciativa do Ministério da Cultura para promover a nacionalização e a democratização dos recursos destinados ao setor cultural.

“O Programa Rouanet Nordeste é um programa de indução do investimento em regiões menos favorecidas historicamente com recursos da Lei Rouanet. Isso está sendo feito por recomendação da ministra Margareth Menezes para que a gente possa de fato atingir todos os 27 estados brasileiros”, explica o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do MinC, Henilton Menezes.

O MinC tem outras ações com a mesma finalidade, como os Programas Rouanet Norte, Rouanet nas Favelas e Rouanet da Juventude. O objetivo é abrir oportunidades para agentes culturais que nunca tinham acessado os recursos da lei dentro. Neste caso, eles têm a possibilidade real de contar com esses recursos a partir de investimento de grandes empresas estatais.

“O Programa Nacional de Apoio à Cultura, criado pela Lei Rouanet, é um programa permanente que funciona durante todo o ano, mas ele não garante o investimento quando os projetos são aprovados. No Programa Rouanet Nordeste, o Ministério da Cultura parceriza com empresas e já garante o investimento, caso o projeto seja selecionado pelo edital”.

O programa é resultado de uma parceria inédita do MinC com o Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Caixa Econômica Federal e Emgea.

Para se inscrever, os agentes culturais devem incluir suas propostas até as 23 horas de 59 minutos do dia 4 de setembro no Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (SALIC), no endereço eletrônico.

34 – MULHERES VENCEDORAS – TARSILA DO AMARAL

Por Ademar Rafael Ferreira (Papa)

Ade Maleu Lapa-el – Hoje pintaremos com cores vivas Tarsila do Amaral.

Papa – Tarsila de Aguiar do Amaral, artista modernista, nasceu em 01.09.1886 em Capivari (SP), é considerada um dos ícones da pintura em toda história. O seu primeiro quadro “Sagrado Coração de Jesus” foi pintado em Barcelona (Espanha), em 1904. Essa MULHER VENCEDORA que nasceu em família abastada, viveu seus primeiros anos com os pais e irmãos em sua terra natal, morou em São Paulo onde estudou no Colégio de Freiras e no Colégio Sion, em Barcelona, deu sequência aos estudos e foi casada com André Teixeira Pinto, com quem teve uma filha. Fez parte do famoso “Grupo dos Cinco”, composto por ela, Anita Malfatti, Osvaldo de Andrade, Mário de Andrade e Menotti del Picchia turma que deu regra e compasso na cultura paulistana nos anos 1920.

Após divorciar-se do esposo residiu em Paris e estudou na “Academia Julian”. No ano de 1922 que trouxe consigo a “Semana da Arte Moderna”, participou do “Salão Oficial dos Artista da França”. Sempre imprimiu em seus trabalhos em estilo próprio com cores vibrantes, sua performance como grande artista é estudada em fase, a saber: “Fase Pau-Brasil”, de 1924 até 1928 é caracterizada pela valorização da cultura brasileira e paisagens nacionais; “Fase Antropofágica”, de 1928 até 1930, inspirada pelo quadro “Abaporu” – para muitos a sua obra mais conhecida e que deu nome ao movimento Antropófago, e a “Fase Social”, a partir de 1933, destaque para a obra “Operários”, abordando a realidade da classe trabalhadora.

O texto a seguir transcrito foi escrito pela pintora em 1923 e expressa com clareza o pensamento dessa mulher fantástica, tais percepções definem sua marca: “Me sinto cada vez mais brasileira. Quero ser a pintora do meu país. Como sou grata por ter passado toda a minha infância na fazenda. As memórias desses tempos tornaram-se preciosas para mim. Eu quero, na arte, ser a garotinha de São Bernardo, brincando com bonecas de palha, como na última foto que estou trabalhando. Não pense que esta tendência é vista negativamente aqui. Pelo contrário. O que eles querem aqui é que cada um traga a contribuição de seu próprio país. Isso explica o sucesso do balé russo, dos gráficos japoneses e da música negra. Paris estava farta da arte parisiense”.

Esta mulher significa o que há de melhor em nosso país, a capacidade de narrar nossa história sem submissão a cultura nenhuma, em resumo pode ser traduzido como: “Aprender fora sim desde que façamos preservando nossa cultura raiz”.

Raquel Lyra diploma novos Patrimônios Vivos de Pernambuco

Governadora Raquel Lyra diploma novos Patrimônios Vivos de Pernambuco

A governadora Raquel Lyra conduziu, nesta segunda-feira (18), a abertura oficial da 18ª Semana Estadual do Patrimônio Cultural de Pernambuco, realizada pela Secretaria de Cultura (Secult-PE) e a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe). Durante o evento, pela primeira vez sediado no Cinema São Luiz, patrimônio cultural e afetivo do Recife, os dez novos Patrimônios Vivos de Pernambuco foram diplomados. Na solenidade, também foram premiados os vencedores do 10º Prêmio Ayrton de Almeida Carvalho. A vice-governadora Priscila Krause participou da cerimônia.

“Hoje homenageamos o frevo, o boi tira-teima, o maracatu, samba de roda e de coco e tantas manifestações importantes da nossa cultura. Tudo isso representado por nomes de pessoas que conseguiram passar de geração em geração a tradição da cultura popular pernambucana e a força da nossa gente, e que estão aqui hoje, em vida, tendo o seu reconhecimento. E isso fazemos através da valorização e do reconhecimento da nossa cultura popular, no pagamento dos cachês em dia, na democratização do acesso aos festivais e às apresentações culturais e na valorização do nosso patrimônio histórico e cultural”, destacou a governadora Raquel Lyra.

Os novos Patrimônios Vivos de Pernambuco foram escolhidos após uma eleição promovida pelo Conselho Estadual de Patrimônio. Com a diplomação de mais dez mestres, mestras e grupos, o Estado passa a ter 115 Patrimônios Vivos registrados, de diferentes regiões. Na solenidade, também foi realizado o lançamento da edição mais recente da revista Aurora 463, dedicada à difusão da cultura pernambucana. A programação da Semana do Patrimônio inclui oficinas, seminários, imersões e atividades educativas em várias regiões do Estado.

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Rouanet Nordeste destinará R$ 40 milhões para projetos culturais na região

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O Ministério da Cultura lançou no Crato, no Ceará, o programa Rouanet Nordeste. A iniciativa vai destinar R$ 40 milhões para projetos culturais nos nove estados do Nordeste, além do norte de Minas Gerais e norte do Espírito Santo.

A política dá continuidade ao trabalho de nacionalização dos investimentos na cultura. O governo federal quer ampliar o alcance da Lei Rouanet e fortalecer a diversidade cultural dessas regiões.

O programa é realizado em parceria com Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Caixa Econômica Federal, Emgea, Petrobras, Serpro e Transpetro.

Também estão sendo realizadas oficinas de capacitação para agentes culturais, promovidas pelo MinC em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi). As formações, presenciais e virtuais, vão percorrer sete estados e abordar desde a elaboração até a prestação de contas de projetos culturais.

Para a ministra da Cultura, Margareth Menezes, o programa é histórico, porque representa o maior edital das linhas especiais da Rouanet. Além de ser uma etapa importante na nacionalização do investimento cultural.

“Estamos celebrando mais um passo significativo no nosso compromisso de nacionalização com o fomento, com a promoção das políticas públicas para a cultura brasileira, para todos os brasileiros. Estamos realizando o lançamento do programa Rouanet Nordeste juntamente com a implementação do programa Cariri Criativo, são iniciativas para potencializar os territórios criativos do nosso imenso e rico Brasil”, diz a ministra Margareth Menezes.

As oficinas também pretendem tornar o processo de inscrição mais acessível para todos os proponentes, desde iniciantes até os mais experientes.

“A oficina de elaboração de projetos é estratégica porque permite que mais agentes culturais aprendam a acessar os recursos da Lei Rouanet. Só aqui na região, queremos formar mais de 10 mil pessoas.”, afirma o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do Minc, Henilton Menezes.

Mais informações estão disponíveis no site.

Governo divulga resultado do 20º Concurso Público do Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco

O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), divulgou nesta quarta-feira (06), o resultado do 20º Concurso do Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco (RPV-PE). Com a escolha de mais dez mestres, mestras e grupos, o Estado passa a ter 115 Patrimônios Vivos registrados, de diferentes regiões. A eleição ocorreu na reunião presencial do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC-PE), na Academia Pernambucana de Letras (APL).

Os novos Patrimônios Vivos de Pernambuco são: Dona Maria Viúva (Maracatu de Baque Solto – Glória do Goitá, Zona da Mata), Boi Tira-Teima (Bumba Meu Boi – Caruaru, Agreste), Mestra Mariquinha do Samba de Coco (Samba de Coco – Tupanatinga, Agreste), Maestro Edson Rodrigues (Frevo – Música – Recife, RMR), Mestra Joana Cavalcante (Maracatu de Baque Virado – Recife, RMR), Maracatu Nação Raízes de Pai Adão (Maracatu de Baque Virado – Recife, RMR), Dona Dá (Carnavalesca – Olinda, RMR), Mestre Lourenço (Artesanato de Palha – Goiana – Zona da Mata Norte), Terezinha do Acordeon (Matrizes do Forró – Recife, RMR) e Xirumba Amorim (Fotografia – Olinda, RMR). Na reunião, na qual foram eleitos os dez novos Patrimônios Vivos, o Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural fez a leitura dos critérios e diretrizes que foram norteadores para a difícil missão da avaliação das candidaturas e escolha dos contemplados.

“Foi com grande alegria que nós acompanhamos a eleição dos mais novos Patrimônios Vivos de Pernambuco, Estado pioneiro nessa política de preservação e que chega ao número de 115 titulações. Além do reconhecimento, essas pessoas e grupos culturais assumem a responsabilidade de transmitir seus saberes e tradições às gerações do presente e futuro”, celebrou a presidente da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), Renata Borba.

Sobre os Novos Patrimônios:

  • Boi Tira Teima

Criado em 1922, o grupo de Bumba Meu Boi é símbolo da cultura popular caruaruense. Liderado por Mestre Gerson e, posteriormente, por sua esposa Dona Lindaura e o filho Mestre Roberto Gercino, mantém viva a tradição centenária com ações educativas e socioculturais. Atua em festivais e escolas, com destaque para seus projetos formativos e o recente reconhecimento como Ponto de Cultura.

  •  Dona Dá

Nascida no Recife em 1938, tornou-se figura central do Carnaval olindense. Recebeu o título de Cidadã Olindense por sua contribuição à folia e à cultura local. É símbolo da ligação afetiva e cultural entre as cidades-irmãs Recife e Olinda.

  •  Dona Maria Viúva

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30 – MULHERES VENCEDORAS – ZÉLIA DUNCAN

Por Ademar Rafael Ferreira (Papa)

Ade Maleu Lapa-el – Destaque nesta data para Zélia Duncan.

Papa – Zélia Cristina Duncan Gonçalves Moreira, cantora, musicista e compositora nasceu em 28.10.1964 em Niterói (RJ), enquadra-se entre as personalidades que transitam em cenários alternativos com esplêndida desenvoltura, são seres que enfrentam o inédito sem medo. Dos dez aos dezesseis anos foi destacada jogadora de basquetebol, chegando a integrar a Seleção Feminina de Brasília. Nesta época com seu inseparável violão já demonstrava seu talento como cantora.

No início da década de 1980 ao ser selecionada em certame promovido pela Sala Funarte de Brasília entrou no cenário musical. Sua destacada apresentação com a música “Fazenda”, de Milton Nascimento, foi a chave para abrir muitas portas. Em seguida ao se apresentar na abertura de show de Luiz Melodia no Teatro Municipal de Brasília ganhou a oportunidade de ser escolhida para representar o Distrito Federal no exitoso projeto Pixinguinha em várias cidades pelo Brasil. Retornou para Niterói, trabalhou no Tribunal Regional do Trabalho 1ª Região (RJ), foi locutora de Rádio Fluminense FM, como Cristina Moreira foi vocal de Zé Augusto e Bebeto.

Esta MULHER VENCEDORA no final dos anos 1980 juntou seu talento ao talento da diretoria de teatro Ticiana Studart, que trazia de Nova Iorque ideias arrojadas e irreverentes, para com o nome de Zélia Cristina criar o espetáculo “Zélia Cristina no Caos”, numa lógica onde a principal tese seria “produzir é um caos, os espaços são um caos, a violência é um caos, o isolamento cultural é um caos” Nesta época gravou seu primeiro disco “Outra Luz”. No último trimestre de 1991 recebeu e aceitou o convite para cantar durante três meses no Hotel Meridien, nos Emirados Árabes. Sem medo enfrentou o choque cultural, fez bem feita a sua parte e o prazo foi estendido em mais dois meses. Amadurecida ao retornar ao Brasil retomou seu trabalho autoral no estilo acústico. Venceu preconceitos e se impôs como grande artista.

As frases a seguir demonstram um pouco da sua coragem: “Difícil conjugar a vida, separar cicatriz e ferida…”; “Ou você voa ou se esborracha. Eu prefiro voar”, e “Dignidade é fato, não dá pra pedir”. Na metade da década de 1990 assumiu o nome Zélia Duncan. Essa artista ganhadora de vários prêmios e gravou mais de duas dezenas entre Discos, CDs e DVD, é uma voz para ser ouvida sem restrições, nossos ouvidos serão gratos pelo presente recebido. Seu sucesso é merecido por ter sido construído sob o amparo de um talento infinito.

Festival Pernambuco Meu País promove núcleo itinerante de formação pelo Estado

Da Assessoria

Além de proporcionar uma imersão na diversidade cultural e celebrar o orgulho pernambucano, o Festival Pernambuco Meu País 2025 promove mais uma ação inédita: o “Forma PE”, um núcleo itinerante de formação pelo Estado. De forma gratuita, o projeto oferecerá aulas práticas e teóricas, como oficinas e workshops, em seis municípios-sedes do evento. As atividades acontecem de 24 de julho a 06 de setembro e as inscrições já estão disponíveis de forma on-line, através deste formulário.

Reiterando o compromisso do Governo de Pernambuco com a capacitação de quem faz cultura no Estado, o “Forma PE” objetiva fortalecer a profissionalização de artistas, produtores, artesãos e fazedores de cultura, mostrando, na prática, como planejar projetos, acessar editais, organizar cronogramas e transformar ideias criativas em oportunidades.

Para a presidente da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), Renata Borba, o “Forma PE” é uma das ações que evidencia o Festival Pernambuco Meu País como uma política pública de Estado. “Com uma metodologia prática e democrática, o projeto disponibiliza recursos que fortalecem a capacitação e a profissionalização dos artistas e produtores culturais, o que tende a promover um impacto direto na criação de renda e no fortalecimento da economia criativa”, ressalta.

Ao todo, serão disponibilizadas 505 vagas para as atividades de formação nas cidades de Salgueiro, Buíque, Pesqueira, Gravatá, Arcoverde e Caruaru. Aos interessados, é pedido que as inscrições sejam feitas com atenção, escolhendo as atividades em cada cidade. Ao final do preenchimento do formulário e submissão, uma mensagem de confirmação chegará ao e-mail cadastrado. Todos os participantes receberão certificado digital.

Programação

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28 – MULHERES VENCEDORAS – DONA IVONE LARA

Por Ademar Rafael Ferreira (Papa)

Ade Maleu Lapa-el – Voltemos ao mundo da música para falar sobre DONA IVONE LARA

Papa – Yvonne Lara da Costa – Dona Ivone Lara, a “Primeira Dama do Samba” nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 13.04.1921, cantora, compositora, enfermeira, assistente social e terapêutica ocupacional é uma das grandes referências no mundo da música em nosso país. Foi a primeira mulher a assinar um samba enredo e pela sua grande atuação no universo do samba também recebeu os nomes de “Rainha do Samba” e “Grande Dama do Samba”.

Esta MULHER VENCEDORA ao compor em parceria com Silas de Oliveira e Bacalhau o samba enredo “Os Cinco Bailes da História do Rio” para a Grêmio Recreativo Escola de Samba Império Serrano em 1965 – samba este considerado um dos clássicos do gênero -, não apenas quebrou um tabu gravou seu nome em pedra de mármore na história dos carnavais, a sua data nascimento 13.04, é o Dia Nacional da Mulher Sambista.

Muitos admiradores da sua obra musical desconhecem o trabalho de Dona Ivone Lara junto a pacientes de doenças mentais, numa época que os portadores de tal doença eram segregados da família. Ela além de levar o tratamento humanizado incluiu o tratamento via terapia musical em pacientes tratados no Instituto de Psiquiatria do Engenho de Dentro. Criou oficinas de música, com recursos obtidos em parcerias por ela desenvolvidas, gerou socialização entre pacientes, familiares e funcionários da unidade de saúde. Desde movimento nasceu o bloco de carnaval “Loucura Suburbana”.

Após o falecimento do esposo Oscar Costa, na segunda metade da década de 1970, Dona Ivone se aposentou da carreira vinculada à saúde e dedicou-se com maior ênfase a carreira profissional como cantora. Nesta época viu um dos seus grandes sucessos “Sonho Meu” estourar nas vozes das baianas Maria Bethânia e Gal Costa. Entre “Sambão 70”, gravado em 1970 e “Sambabook Dona Ivone Lara”, em 2015 foram duas dezenas de gravações de LP, CD e DVD, todos muito bem recebidos pela crítica e pelo público. Em 1977 interpretou Zulmira no filme e “A força de Xangô” e em 1982 atuou como Tia Anastácia no especial “Sítio do Pica-Pau Amarelo”.

Entre os prêmios que recebeu destaco aqui o enredo do Império Serrano de 2012 “Dona Ivone Lara: O Enredo do Meu Samba” e a Ordem do Mérito Cultural de 2016. Viva a mulher de talento múltiplo na música, que contribuiu para humanização do tratamento de doentes mentais e abriu caminhos para mulheres no samba. Obrigado Dona Ivone Lara.

Governo confirma segunda edição do festival Pernambuco Meu País em 2025

Palco do festival Pernambuco Meu País em Pesqueira, no Agreste

O Governo do Estado de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundarpe, confirmou a realização da segunda edição do festival Pernambuco Meu País em 2025.

Até o momento, porém, ainda não foram divulgadas as datas nem os municípios que integrarão a programação. De acordo com a comunicação da gestão, a programação será lançada nesta sexta-feira (11).

A ausência de informações vinha gerando questionamentos por parte de moradores de cidades que aguardam o evento, já que a proposta inicial do festival também incluía o estímulo ao turismo interno, em uma espécie de “circuito do frio”.

Entre as cidades que devem receber o festival em 2025 estão Salgueiro, Buíque, Serra Negra, Pesqueira, Gravatá, Arcoverde e Caruaru.

A gestão estadual informou que as novidades serão divulgadas nas redes sociais oficiais.

Pernambuco Meu País

Em 2024, a primeira edição do Pernambuco Meu País foi realizada entre 12 de julho e 1º de setembro, contemplando oito municípios:

  • Taquaritinga do Norte
  • Bezerros/Serra Negra
  • Gravatá
  • Pesqueira
  • Caruaru
  • Triunfo
  • Arcoverde
  • Buíque

O festival surgiu após um impasse com a Prefeitura de Garanhuns sobre a realização do Festival de Inverno de Garanhuns (FIG) em 2024, quando o município decidiu promover o evento de forma independente.

Diante da situação, o Governo do Estado buscou uma nova estratégia para aplicar os R$ 25 milhões que tradicionalmente eram destinados ao FIG. Os recursos foram distribuídos entre oito municípios por meio do Pernambuco Meu País.

Circuito do frio

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Conservatório Pernambucano de Música promove o 2º Encontro de Música Antiga

Da Assessoria

De 7 a 12 de julho, o Conservatório Pernambucano de Música (CPM) realiza a segunda edição do Encontro de Música Antiga, evento que será marcado por uma intensa programação de concertos abertos ao público e oficinas formativas gratuitas, voltadas para estudantes de música. A iniciativa tem como objetivo promover, difundir e aprimorar a música antiga em Pernambuco, reunindo professores renomados, músicos, pesquisadores e apreciadores de repertórios que atravessam séculos de história.

As oficinas acontecem entre os dias 7 e 11 de julho. As inscrições podem ser feitas até o dia 06 de julho, de forma on-line, por meio do site www.even3.com.br/musicantigadocpm-596942 ou através dos perfis no Instagram do CPM e do Encontro de Música Antiga do CPM. Os estudantes terão a oportunidade de participar de palestras, master classes e atividades práticas nas áreas de canto, flauta doce, cravo, viola da gamba, alaúde, violino barroco, oboé, contrabaixo barroco, prática orquestral, prática de conjunto e danças da renascença.

Já o público em geral poderá contemplar os concertos diários realizados no Estúdio do CPM, sempre às 19h30. No sábado, dia 12, o evento se despede com um grande concerto de encerramento na Catedral de São Pedro dos Clérigos, no Pátio de São Pedro, às 17h. A apresentação será conduzida pela Orquestra Sinfônica de Pernambuco, com a participação de grande coro e solistas, sob a direção do maestro Juliano Bousi. A apresentação será dedicada aos 340 anos de nascimento de Johann Sebastian Bach e contará ainda com apresentações de danças da Renascença e da Prática de Conjunto.

“A Música Antiga nos conecta com uma prática musical muito importante para a música que foi desenvolvida a posteriori e oferece uma escuta mais atenta, mais sensível. Promover esse tipo de encontro é fundamental para a formação dos nossos estudantes, mas também para democratizar o acesso do público a um repertório historicamente rico e pouco explorado. O Conservatório reafirma, com esse evento, seu compromisso com a excelência no ensino e com a valorização da tradição musical”, afirma Janete Florêncio, gerente geral do Conservatório Pernambucano de Música.

26 – MULHERES VENCEDORAS – SÔNIA BRAGA

Por Ademar Rafael Ferreira (Papa)

Ade Maleu Lapa-el – Hoje nosso destaque é para a atriz Sônia Braga, a Gabriela.

Papa – Sônia Maria Campos Braga, atriz, apresentadora e produtora nasceu em Maringá (PR), em 08.06.1950. Ingressou no mundo artístico aos quatorze anos ao fazer parte de elencos em programas infantojuvenis, destaque para “Jardim Encantado”. Aos dezessete anos estreou na peça “O Marido Confundido” e aos dezoito anos participou da montagem de “Hair”, onde apareceu em cena de nudismo causando escândalo em plena ditadura militar época que a hipocrisia, em excesso, dava as cartas no Brasil. No mesmo período trabalhou no filme “O Bandido da Luz Vermelha” e foi coadjuvante no filme a “Moreninha”. Na Globo trabalhou inicialmente nas novelas “Irmãos Coragem”, “Selva de Pedra” e “Fogo Sobre a Terra”.

A carreira desta MULHER VENCEDORA ganhou impulso ao interpretar “Gabriela” na novela do mesmo nome, baseada na obra de Jorge Amado. Neste papel a sulista incorporou a figura da encantadora Morena. As suas participações em “Dona Flor e seus Dois Maridos”, bem como em outras obras do cinema e da televisão selaram sua fama. A sua interpretação como Júlia Matos a ex-presidiária de “Dancin’Days” serviu para provar seu talento como grande atriz, diante da carga emocional inserida no papel desempenhado na trama. No início dos anos 1980 ganhou o prêmio de melhor atriz em “Eu Te Amo”, filme dirigido por Arnaldo Jabor. Recebeu elogios da crítica cinematográfica pelos papéis em “O Beijo da Mulher Aranha”, em 1985 e “Luar Sobre Parador”, de 1988.

As frases a seguir transcritas, atribuídas a Sônia Braga servem para demonstrar seu engajamento com temas ligados a sua área de atuação, às mulheres e aos problemas seculares do Brasil: “Vim ao mundo para apimentar as histórias” – “Crime é o aborto não ser legal no Brasil. Não pode ter restrição, pelo contrário. Tem que educar e facilitar isso para as mulheres” e “Dizem isso para falar mal dos pobres, mas quem não tem educação são os brasileiros ricos, que se acham. Tudo o que a gente está vivendo é pela falta de educação deles”.

É uma das atrizes mais premiadas em nosso país e fora dele. Desde os anos 1990 reside nos Estados Unidos e vem regularmente ao Brasil, continua atuando no cinema e no teatro. Com seu imenso talento segue elevando a nome do Brasil no cenário artístico e dignificando cada personagem que incorpora em atuação esplêndidas, uma mulher que merece respeito, soube legitimar-se perante o público e a crítica.

25 – MULHERES VENCEDORAS – AMELINHA

Por Ademar Rafael Ferreira (Papa)

Ade Maleu Lapa-el – Voltando para música vamos falar hoje sobe Amelinha.

Papa – Ana Cláudia Garcia Colares – Amelinha, nasceu em Fortaleza (CE), no dia 21.07.1950, cantora e compositora nordestina que chegou ao sucesso merecidamente interpretando o que há de melhor em nossa música raiz. Em site vinculado ao evento “Circuito São Paulo de Cultura” promovido pela Prefeitura Municipal de São Paulo, assim destaca a cantoria cearense: “…é considerada ícone do movimento nordestino que mexeu com a música brasileira no final dos anos 1970”. Este movimento ficou conhecido no meio artístico como “Pessoal do Ceará”.

Essa MULHER VENCEDORA começou a demonstrar talento no início dos anos 1970 cantando amadoristicamente e em 1974 deu início a carreira profissional com apresentações elogiadas em programas de televisão. Em 1975 na companhia de Vinicius de Moraes e Toquinho mostra seu potencial em Punta del Este – Uruguai.

Sua consagração veio em 1980 ao interpretar “Foi Deus Quem Fez Você”, no Festival MPB-80, da Rede Globo. Classificou a canção composta por Luiz Ramalho em segundo lugar com uma performance extraordinária. Esta música, inserida no álbum “Porta Secreta” ocupou por longo período o primeiro lugar nas rádios da época. Na sequência viu outro sucesso estourar em todas as paradas. A música “Mulher Nova Bonita e Carinhosa/Faz o Homem Gemer Sem Sentir Dor”, que foi trilha sonora da série “Lampião e Maria Bonita”, da Rede Globo, um marco na carreira de Amelinha.

De “Flor da Paisagem”, lançado 1977 até “De Primeira Grandeza: As canções de Belchior”, lançado 2017, foram 16 álbuns contendo músicas de extrema qualidade e, portanto, carentes de uma interprete de alto nível.

Sem ordem de preferência podemos destacar como grandes sucessos da cantora cearense: “Gemedeira”, “Cintura Fina”, Foi Deus Quem Fez Você”, “Galope Rasante”, “Mulher Nova Bonita e Carinhosa/Faz o Homem Gemer Sem Sentir”, “Romance da Lua Lua”, “Frevo Mulher”. Entre os compositores que tiveram músicas eternizadas na voz de Amelinha citamos: Belchior, Zeca Baleiro, Zé Ramalho, Ednardo, Fagner e Alceu Valença. Sem dúvida essa é uma das principais cantoras do nosso país, suas interpretações superam a melhor média. Muito obrigado mulher que soube dignificar cada canção que cantou, que soube com coragem, talento e força interior enfrentar os preconceitos e vencer com mérito.

São João ganha espaço nas capitais do Nordeste com orquestra, ações inclusivas e nomes consagrado

A imagem mostra uma artista em um palco, de costas, com cabelo cacheado e vestindo blusa branca e calça xadrez. Ela está acenando para uma grande multidão que a observa. O público está animado, com algumas pessoas levantando as mãos. O cenário é decorado com bandeirinhas coloridas penduradas no teto, criando um ambiente festivo de São João no Recife. A iluminação é suave na localidade.

Capitais nordestinas impulsionam as festas juninas com ampliação de polos, novidades nas apresentações e ações inclusivas no São João de 2025. Apesar de continuarem fortes no interior, os festejos, que têm o forró, a sanfona e as comidas típicas como expoentes, também têm espaço nas capitais.

No Recife, o São João começa na próxima quinta-feira (12). Além dos shows no principal polo, o Sítio Trindade, na zona norte, haverá a repetição de uma iniciativa implantada em 2023: um polo festivo no Recife Antigo, onde acontecem os shows de Carnaval.

A intenção da prefeitura é, além de estimular a cultura, potencializar a ocupação do centro, que vive um esvaziamento do polo comercial nos últimos anos. Haverá shows em 14 polos pela cidade entre 19 e 29 de junho, dia de são Pedro, que forma a tríade dos santos juninos com são João e santo Antônio.

A cidade também terá decoração de bandeirinhas e balões, sala de reboco e cidade cenográfica no Recife Antigo. O evento na capital pernambucana terá apresentações de Alceu Valença, Assisão, Caju e Castanha, Elba Ramalho, Fafá de Belém, Joyce Alane, Petrúcio Amorim, Fulô de Mandacaru, entre outras atrações. A abertura será com a Orquestra Sinfônica do Recife, uma das mais antigas do Brasil, outra novidade de 2025.

Recife também conta com um concurso de quadrilhas juninas adultas e infantojuvenis entre os dias 12 e 24 no Sítio Trindade. Entre os dias 12 e 16, acontecem as eliminatórias adultas, cujas disputas finais serão realizadas nos dias 21 e 22. Nos dias 23 e 24, o pavilhão recebe as apresentações infantojuvenis.

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Recife perde título de Capital Mundial do Brega, concedido pela ONU, para Belém do Pará

Belém recebeu o título de Capital Mundial do Brega, concedido pela ONU Turismo, Organização Mundial das Nações Unidas para o Turismo. O anúncio foi feito durante a reunião do Conselho Executivo da entidade, em Segóvia, na Espanha. A honraria foi entregue ao ministro do Turismo do Brasil e presidente do Conselho Executivo da ONU Turismo, Celso Sabino. O título celebra a riqueza cultural e a força popular do Brega paraense, ritmo já reconhecido como Patrimônio Cultural e Imaterial do Pará desde 2021.

A relação de Belém com o Brega se confunde com a própria expansão do estilo musical. Nas periferias da cidade, o ritmo é mais que música: é resistência, lazer, memória e pertencimento.

Do romantismo tradicional ao tecnobrega moderno, esse ritmo tipicamente paraense já viu brilhar fora de suas fronteiras nomes como Pinduca, Wanderley Andrade, Joelma, Gaby Amarantos e Felipe Cordeiro.

O reconhecimento acontece logo após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionar a Lei 5.616/2023 que institui o Dia Nacional do Brega, na data de 14 de fevereiro, dia de nascimento do cantor Reginaldo Rossi, conhecido como o Rei do Brega, que faleceu em 2013.

O deputado federal Pedro Campos (PSB-PE) é o autor do projeto. Na justificativa, ele apontou a importância econômica do brega, que movimenta uma cadeia produtiva fundamental para as periferias urbanas e rurais, principalmente nos estados das regiões Norte e Nordeste.

Pedro Campos ainda disse que o ritmo resistiu e cresceu mesmo diante de preconceitos, ajudando a propagar a identidade da periferia.

“É inegável que a raiz do brega é periférica. A raiz do brega vem das comunidades mais pobres, quer seja do estado de Pernambuco, quer seja do Nordeste e do Brasil, e por isso o caminho do brega sempre foi mais difícil, é por isso que muitas vezes [o ritmo] foi utilizado como algo pejorativo, algo cafona, não como algo que ressaltava e reforçava os sentimentos”, declarou.

22 – MULHERES VENCEDORAS – ALCIONE

Por Ademar Rafael Ferreira (Papa)

Ade Maleu Lapa-el – Vamos ao Maranhão para destacar Alcione.

Papa – Alcione Dia Nazareth, cantora, compositora e multi-instrumentalista nasceu em São Luís (MA), em 21.11.1947, pela exuberante desenvoltura recebeu em sua carreira os nomes de “Marrom”, “Dama do samba” e “A voz do samba”.

Desde muito cedo tenho admiração por esta MULHER VENCEDORA, no final da década de 1970 escrevi o poema “A voz do samba” no mote: “ALCIONE E SEU PISTOM/ORGULHOS DO MARANHÃO”, aqui transcrevo uma das estrofes: ‘“Canta o conto do Mar;/Retalhos”, “Lá vêm você/Lua menina”, e “Tiê/O surdo” e “Eu vou deixar”/E também “Pra que chorar”/”Espera” e “Não chore não”/”A profecia” e “Zelão/Mau negócio” e “Sou Marrom/ALCIONE E SEU PISTOM/ORGULHOS DO MARANHÃO”’. Sua música “Cajueiro Velho” é solicitada por mim em todo lugar, uma das preferidas de todos os tempos.

Os deuses do samba impediram que Alcione desse sequência a nobre carreira de professora, ao ser demitida, ao assumir sua carreira de cantora nos presenteou com mais de trinta LPs desde o primeiro “A voz do Samba” até o último “Tijolo por Tijolo” sempre emplaca sucessos. Ganhadora de incontáveis prêmios no Brasil e no exterior.

Do livro “Cantos de Rainhas” de Leonardo Bruno retiro o recorte abaixo, que define muito bem a cantora maior do Maranhão: “Alcione é da linhagem das intérpretes que cantam com o coração e por isso tocam o nosso lado esquerdo do peito com tanta facilidade. Em sua plateia não há aplausos protocolares nem gritos tímidos de ‘bravo’, como nas óperas. Seus fãs se descabelam à beira do palco, enceram os sentimentos narrados nas letras, acompanham as músicas de olhos fechados como se estivessem nos momentos de intimidade com o grande amor. Sua voz tem esse poder: O de transportar para onde ela quer, do Rio Antigo à cama da loba, da Sapucaí ao braços do garoto maroto. Grita a paixão sem pudor, sem rubor…”.

As homenagens recebidas em desfiles da Mocidade Alegre, São Paulo em 2018, e da sua Estação Primeira da Mangueira, Rio de Janeiro em 2024 são atestados incontestáveis sobre a importância da sua obra que extrapola fronteiras e da forma narrada pelo jornalista Leonardo Bruno chegam com facilidade no lado esquerdo do peito dos fãs espalhados por todo mundo. As músicas de Alcione se alojam em nossa alma e promovem a calma que precisamos para flutuar no mundo da utopia.