
Da Assessoria
Nesta quarta-feira, 12 de novembro, data de nascimento do rabequeiro Mestre Salustiano, pode entrar oficialmente no calendário de Pernambuco como o Dia Estadual da Cultura Popular. O Projeto de Lei, de autoria do deputado estadual João Paulo (PT), será apresentado durante sessão solene na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
A cerimônia marca o pontapé da abertura da edição 2025 do Azougue Festival de Cultura Popular, que será realizada até o domingo (16), em homenagem aos 80 anos do Mestre Salu.
Durante a reunião haverá apresentação da Quadrilha Raio de Sol Mirim e do Cavalo Marinho Boi Matuto de Olinda, grupo formado por filhos do artista, reforçando o caráter familiar e comunitário da transmissão cultural que sustentou a trajetória de Salustiano. A programação é aberta ao público em geral.
Nascido em 1945 no município de Aliança, Zona da Mata Norte, Manoel Salustiano Soares começou a tocar rabeca ainda na infância, acompanhando o pai em brincadeiras de cavalo marinho, maracatu e coco.
A influência do mestre atravessou gerações e cenas musicais. Ele é frequentemente lembrado como referência para a geração manguebeat, movimento que, nos anos 1990, recolocou ritmos populares de Pernambuco no centro da música brasileira contemporânea.
Seu diálogo com artistas como Chico Science e Siba é apontado como um dos fatores que aproximaram os folguedos rurais dos palcos urbanos.
Em 2007, Salustiano recebeu o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco. Morreu no ano seguinte, aos 62 anos, em decorrência de complicações da doença de Chagas. O velório na Casa da Rabeca, espaço fundado por ele em Olinda, reuniu músicos, mestres populares, pesquisadores e moradores da região.










